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22 julho 2019


Os brinquedos mais queridos estão de volta para conversar com os adultos

*A crítica pode  conter spoilers dos filmes anteriores.

Em 1995 estreou o primeiro filme da franquia de “Toy Story” que apesar de mostrar brinquedos, fala com o público adulto diretamente. Tivemos um exemplo disso em toy story 3, onde Andy vai para a faculdade e então nos despedimos do garoto que acompanhamos no crescimento.

E como já vimos no filme anterior, em Toy Story 4 vemos como nossa queria Bonnie cuida dos brinquedos do Andy e como seus brinquedos reagiram a chegada de todos os outros. Dessa vez nosso xerife Woody é nos mostrado como um brinquedo de armário. Ele que sempre foi o brinquedo favorito de  Andy, se vê no closet sempre e é facilmente esquecido por sua dona.

Um dia Bonnie vai para seu primeiro dia no jardim de infância e descobre que não pode levar seus brinquedos. Mas sabemos que Woody é teimoso e então, ele adentra sua mochila. É nesse primeiro dia de aula que somos apresentados ao garfinho, um brinquedo que é criado com materiais do lixo pela personagem.
resenha crítica toy story 4
Personagem Garfinho
Imagem Divulgação


Garfinho aparece como confuso e se vê apenas como os materiais que ele foi feito: Um lixo e tenta à todo custo voltar para ele. Mas Woody tenta impedir, porque Bonnie o tem como seu brinquedo favorito. É então que se começa a maior aventura: Capturar Garfinho e o devolver pra Bonnie.
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Betty
Imagem Divulgação


Nessa busca, uma personagem dos filmes anteriores reaparece: Betty (a do abajur!) se mostrando um brinquedo perdido e nos é apresentada a Gabby Gabby. Essas duas personagens tem um ponto forte: Uma heroína e uma vilã. E é exatamente com elas que nosso xerife irá aprender grandes lições.
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Gabby Gabby e Woody
Imagem Divulgação


Betty que apesar de ter uma participação importante nos outros filmes, acabou ganhando destaque mesmo nesse. Ela se mostra poderosa, possui amigos e ainda coloca medo em seus adversários. Gabby Gabby também é uma personagem forte, é vilã e possui seus aliados dentro do antiquário em qual mora.
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Xerife Woody e Betty
Imagem Divulgação

Dessa vez Woody não é mostrado como o querido por todos e sim, um personagem feito pelas próprias mãos de uma criança. Além de sua dona ter uma preferência clara pela Jessie, que é quem ela vê como xerife. Apesar de o terceiro filme ter fechado de uma maneira perfeita, em toy story 4 nos vemos ainda mais encantados por esses brinquedos. E o mais interessante é que o filme nos mostra que tudo bem não sermos mais quem éramos e que temos que nos adaptar. Além de falar sobre amizade, principalmente em relação à Betty. Sendo que ela é um grande exemplo das mudanças, já que não está mais acompanhada de seu abajur. Além de ser interessante observar os brinquedos do antiquário, já que os vimos com seus donos e agora eles são independentes. É realmente uma questão interessante.
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Buzz, Patinho e Coelhinho
Imagem Divulgação

Além disso vale dizer que há personagens que foram criados nesse filme e que fazem toda a diferença além do garfinho. Temos o Patinho e o Coelhinho, que são ursinhos de prêmio de uma atração. Seus personagens são engraçados e trazem um lado cômico em meio à aventuras e junto com o Buzz faz com que as gargalhadas sejam inevitáveis. 

Se você é apaixonado pelo franquia e estava no aguardo do filme, já adianto que você não irá se arrepender. O filme conseguiu se reinventar e ainda trazer esse personagem icônico que é garfinho.

17 junho 2019


Apesar do sucesso da franquia no passado, o novo filme não consegue agradar ao público

A franquia de MIB fez muito sucesso no passado ao apresentar Will Smith em um papel de um agente secreto que protege a Terra dos alienígenas do mal. No filme MIB – Homens de preto internacional, temos uma história mais construída.
A agente M, interpretada por Tessa Thompson, tem uma experiência quando criança com os homens de preto. Após vê-los em seu quintal e neutralizarem seus pais para que não se lembrassem do que havia ocorrido, ela passa a afirmar para todos o que houve e a ser tratada como alguém perturbada com delírios com extraterrestres.
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Agente O (Emma Thompson) a responsável por acreditar no potencial da agente M
Divulgação

É assim que a personagem se desenvolve, sendo uma genia dos computadores e consegue rastrear a MIB. Ao realizar tal feito ela se vê em um mundo totalmente diferente, que seria assustador para qualquer outra pessoa mas não para ela.
Mostrando-se ser alguém determinada e muito inteligente, consegue ser contratada pela MIB – Homens de preto. E logo no começo do filme já vemos um traço de feminismo no enredo, pois duas mulheres questionam “Porque HOMENS de preto?”.
MIB homens de preto internacional
Agente M e agente O em cena
Divulgação

O interessante desse filme é que apesar de agente M fazer par com um agente do sexo masculino, agente H – interpretado por Chris Hemsworth, quem é tratado de forma melancólico, intenso e que não sabe lidar com o amor por se entregar demais não é a personagem principal feminina desse filme.
Mesmo com esses pontos em alta, o filme não prende atenção o suficiente para ser indicado. Apesar do bom desenvolvimento da personagem, acabou por não chamar atenção com o enredo que poderia ter sido melhor desenvolvido. Com alguns pontos que relembram os filmes anteriores e até mencionam o Will Smith e Tommy Lee Jones mas sem deixar um clima de nostalgia e sim para contar um pouco a história da empresa.
Não assisti em 3D, mas achei os efeitos bem grotescos, sendo que em muitas vezes percebíamos claramente se tratar de um chroma key (ou fundo verde, como preferir) o que acabou deixando um pouco a desejar. E isso é um fato interessante, já que a franquia sempre foi muito boa em nos deixar enojado por conta dos efeitos e dessa vez nesse quesito não teve muito.
MIB homens de preto internacional
Pawny, o peão
Divulgação

O que ganha a graça do público não é nenhum personagem humano e sim um Peão, que recebe o nome de Pawny e ganha nosso coração trazendo a sincronia entre Tessa (agente M) e Chris (agente H) de forma mais engraçada. Nesse ponto, vale dizer que a sintonia dos dois foi muito boa e que diferente dos outros filmes nesse vemos dois agentes inexperientes (uma recém contratada e um que já salvou o mundo, mas que parece muito aéreo para se tornar realmente importante).
Apesar de ter um bom elenco, o roteiro deixou a desejar em muitos pontos e nem o ponto de êxtase que teve conseguiu fazer com que o filme não caísse no marasmo.
Diferente dos outros filmes da franquia, esse  já está sendo massacrado pela crítica por seus pontos fracos. Como telespectadora gostei do que citei acima, mas os pontos fracos do filme me impedem de indicá-lo. É um bom filme, mas não bom o suficiente para assistir no cinema. Pode ser esperado sair em streaming.

Ficha técnica:
Data de lançamento: 13 de junho de 2019 (1h 55min)/Direção: F. Gary Gray/Gêneros: Ficção científica, Ação/Nacionalidade: EUA/Distribuidora (Brasil): Sony Pictures



14 fevereiro 2017

O ano de 2017 nos Estados Unidos está sendo marcado por diversos acontecimentos políticos importantes e no Grammy 2017 não poderia ter sido diferente. Esse ano os acontecimentos já chamaram a atenção antes, porque com a eleição de Donald Trump já ameaçou impedir a ida de diversos atores de nacionalidade árabe de comparecer à outros eventos.

O clima começou pesado logo no tapete vermelho, onde Joe Villa uma cantora decididamente de direita que afirma com todas as letras ter votado em Trump, apareceu com um vestido épico com os dizeres "America great again" (em tradução livre, America está boa novamente) e Trump. Um detalhe importante e que deve ser lembrado é que quem confeccionou o vestido foi um homem gay, de direita e imigrante que (para o espanto de todos!) votou em Trump. Mas ela assumir em quem votou e qual a sua posição política ao menos mostra que ela se assume aos seus fãs.

A nossa deusa Beyonce além de ter feito um discurso em que dizia "É importante para mim mostrar essas imagens para minhas crianças para que elas possam refletir sua beleza e crescer no mundo olhando em um espelho. Primeiro através de suas famílias, assim como as notícias, o Super Bowl, as Olimpíadas, a Casa Branca e os Grammys. Vejam vocês mesmos. Eu não tenho dúvidas que elas são lindas, inteligentes e capazes.” também utilizou da moda como maneira de mostrar seu lado político, ao se vestir como uma lembrando uma santa católica, mas na verdade sendo um vestido inspirado em Oxum, que é cultuado no Candomblé e na Umbanda e é um orixá feminino que reina sobre a água doce dos rios e cachoeiras. Vale dizer que Trump é um cara que se diz conservador e católico, logo sua roupa foi uma bela de uma afronta.

Katy Perry em seu melhor cabelo loiro, apareceu usando um broche em seu look da Planet Parentehood, uma empresa que realiza aborto nos Estados Unidos. Recentemente a empresa foi acusada de vender órgãos de recém nascidos abortados. Mas não parou por aí, para arrematar a noite ela interpretou sua canção "Chained to the Rhythm"  que possui no refrão "Achamos que somos livres" e ao final foi colocado em projeção "Nós, o povo" primeira frase do documento mais importante do país.

Tirando Joe Villa que abertamente defende o atual presidente, o restante transformou o evento em um grande ato político. A maioria que de algum modo colocou sua opinião em jogo, são mulheres. Mulheres que querem ser ouvidas e precisam serem ouvidas. Foi com toda certeza o melhor grammy da história, principalmente quando Adele mostrou a famosa solidariedade feminina, que tanto tentam nos convencer de que não existe. A cantora quebrou o prêmio recebido e o dividiu com Beyonce, afirmando que seu CD Lemonade merecia ter ganho o prêmio.

E vocês, acompanharam?

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