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27 agosto 2017

Quando gostamos de um assunto, estudá-lo se torna cada vez mais fácil e de bom grado.
A moda é basicamente como sempre afirmo por aqui, uma construção social na qual é possível ver claramente como a década está se comportando, se está mais conservadora ou mais liberal e por aí vai.

Para se aprofundar no assunto, ganhei há um bom tempo atrás o livro 100 anos de moda de Cally Blackman das minhas amigas.
O livro começa apresentando brevemente sobre o que ele irá falar antes de começar a mostrar os anos. Começa-se em 1901, isto é, quando começou a repercutir de verdade o tema moda (antes já existia) e como a sociedade como um todo se comportava.
 Cada capítulo mostra em detalhes não só em imagens como também em pequenos textos sobre a época dando um embasamento de como estava o mundo em volta e não apenas o que estava em alta. Esse livro é bom porque você consegue entender a sociedade e perceber que não tem como estar fora de moda se você inserido em uma sociedade.
 Como não é um livro de histórias não consigo fazer uma resenha detalhada, mas consigo falar de motivos técnicos para ler.

  • A capa é linda (risos)
  • O conteúdo é muito bem escrito.
  • As imagens mostram exatamente a época de maneira clara e perfeita.
  • O livro mostra a sociedade e não apenas as peças da moda.
  • Você consegue ver claramente alguns avanços e retrocessos da sociedade de acordo com a peça que a pessoa usava.
  • O livro contém não apenas histórias do passado mas mostra até mesmo os dias atuais.

 A separação do livro é muito claro, os números são grandes e você consegue ver a mudança claramente. Outra coisa é que antes de começar ele sempre te fala o contexto geral da época.
O acabamento, capa e conteúdo desse livro são excelentes. Uma coisa é que é um livro grosso e com muito conteúdo, é legal usar para suporte mas eu fui lendo um pouco por dia e em alguns meses o havia terminado.


E vocês o que acharam?

25 maio 2017

Olá, pessoas! Lembram de mim? Espero que sim. Andei sumida mesmo, coisas de faculdade, sabe como é, né? Mas então, finalmente consegui um tempo para escrever para vocês sobre um livro IN-CRÍ-VEL que eu li nas minhas últimas férias. É a graphic novel autobiográfica Persépolis, da ilustradora iraniana radicada na França Marjane Satrapi.


Eu gosto bastante de biografias e de HQ’s, então Persépolis foi um livro que me chamou atenção desde que tomei conhecimento de sua existência. Depois de muito vê-lo em prateleiras de bibliotecas e livrarias, acabei comprando numa promoção e simplesmente o engoli num final de semana de muitas viagens de metrô.


A graphic novel é uma autobiografia de Marjane e, além de escrita, foi também ilustrada pela autora, o que torna tudo muito mais legal. As lembranças começam na infância de “Marji” e sua história se confunde com a história de seu país de origem, o Irã. Ela era uma criança quando a revolução de 1979 derrubou o Xá, transformando o país de uma monarquia em uma república islâmica teocrática. A ilustradora acompanhou todas as transformações que essa revolução trouxe e sofreu suas consequências. Ela narra com suas ilustrações sombrias e, ao mesmo tempo, fofas, a guerra e a implantação do regime fundamentalista em seu país.


Marjane não passou sua vida toda no Irã. Ela viveu alguns anos na Áustria, e hoje vive na França. Seu livro, originalmente escrito em francês, conta como foi sua vida longe da família, seu primeiro casamento, seus anos na faculdade, até sua viagem definitiva para Paris. Rebelde desde cedo, ela se envolveu em muitos problemas dentro e fora de seu país de origem, e sua identidade foi se modificando ao longo do tempo.



Por que ler?
Persépolis, de Marjane Satrapi, é um livro envolvente, narrado num tom pessoal e bem humorado. A história da autora é instigante, Marji é uma mulher que superou muitas barreiras ao longo da vida e, apesar de tudo, conseguiu chegar a uma posição de destaque. Em tempos de intolerância religiosa, é um livro necessário para refletirmos mais sobre nossa sociedade e tentarmos ter um pouco mais de empatia pelo próximo. As ilustrações são ótimas, a leitura é deliciosa e, de quebra, ganhamos uma bela aula sobre política e história de um dos países herdeiros do império persa.
 O livro: SATRAPI, M. Persépolis (completo). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Quanto? De 40 a 50 reais


28 março 2017

Olá, pessoas! Mês que vem faz um ano que eu escrevo para o Vestindo Ideias (o tempo voa, não? Parece que foi ontem que publiquei meu primeiro texto!). Para comemorar antecipadamente, eu preparei esse especial, com um assunto que eu adoro: Harry Potter. Quem acompanha minha coluna sabe que eu sou muito fã da saga criada por J.K. Rowling, e hoje eu queria compartilhar com vocês uma experiência que tive. Ano passado saiu a tão esperada oitava história, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, e também um novo longa do universo da saga, Animais Fantásticos e Onde Habitam. Inspirada pela leitura do novo livro e pelo filme, decidi reler os sete livros anteriores, um atrás do outro, numa maratona literária. Foi muito interessante pode ter contato com aquele universo que fez parte da minha adolescência, sendo agora uma jovem adulta. Quero dividir algumas impressões.

A Oitava História


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é o roteiro de uma peça de teatro que estreou em Londres no ano passado, que foi traduzido e publicado aqui no Brasil em outubro. Por ser a continuação da história do Menino-Que-Sobreviveu, os fãs ficaram empolgadíssimos e isso criou uma expectativa muito grande para o lançamento do livro. A peça começa exatamente no mesmo ponto em que o último livro termina e conta a história das aventuras dos filhos de Harry, Ron, Hermione e Draco em seus anos em Hogwarts. O livro gerou muita polêmica e dividiu opiniões entre os fãs, uns amaram, outros odiaram. Vou dar minhas opiniões procurando ser o mais justa e sincera possível.

Por ser um roteiro de teatro, a leitura é bem rápida e fluida, o que é um ponto positivo. Alguns personagens são excelentes (Escórpio Malfoy, eu escolhi te amar), outros não cativam tanto, mas isso acontece em quase todas as obras. A composição de alguns personagens que já existiam não ficou muito legal, eu não consegui identificar a personalidade do Ron dos livros com a do personagem da peça, por exemplo, parece outra pessoa. Mas a maior controvérsia está no roteiro. A história tem alguns momentos muito bons e empolgantes, mas eu consegui identificar vários furos, um deles é tão grande que nem meu amor pela saga consegue perdoar. Não sei como J.K. Rowling, que sempre foi cuidadosa em deixar suas histórias bem amarradinhas pôde permitir que seu nome fosse vinculado a um roteiro com uma falha tão enorme. Eu prefiro pensar que a saga acabou com o fim do último livro, publicado em 2007. Apesar de todos os problemas, a leitura valeu a pena, me proporcionou momentos de nostalgia gostosa e uma vontade de reler tudo (o que acabei fazendo). Com certeza lerei de novo a peça, e imagino como deve ser legal a montagem dela no teatro, com os efeitos especiais. Se a peça vier para o Brasil um dia e alguém quiser me levar para assistir, fica a dica. ;)

“After all this time? Always”, ou o que aprendi relendo Harry Potter


Depois de ter compartilhado minhas impressões sobre o oitavo livro da saga, quero falar um pouco sobre minha experiência relendo os sete livros. Levei menos de três meses para ler tudo outra vez e cada página me trouxe uma sensação diferente. Meu primeiro contato com a série foi no cinema, e logo depois comecei a ler os livros. Entre meus 11 e 14 anos li todos os títulos, e reli meus favoritos nos anos que se seguiram. Essa foi, porém, a primeira vez que os li em ordem, também a primeira vez que peguei um livro da minha adolescência depois do fim dessa fase. Confesso que fiquei com medo de achar uma porcaria, agora que sou quase uma profissional de Letras formada minha leitura se tornou mais crítica e eu temi “destruir” a memória de algo que eu tanto amava. Mas devo dizer que nada foi destruído. Pelo contrário, meu vínculo com a saga só aumentou.


Foi Harry Potter que me ajudou a pegar gosto pela leitura, graças a Rowling tenho amor pelos livros desde muito nova. Revisitar essa leitura me fez enxergar o quanto evoluí como leitora, como profissional e também como ser humano. Eu cresci, minha visão de mundo mudou e se ampliou com o tempo, minha bagagem também aumentou, e isso fez toda a diferença na hora da leitura. Antes eu me identificava muito com a Hermione, hoje me sinto mais como a Prof.ª Minerva (mas ainda amo a Mione). Eu me diverti muito mais com as referências agora, entendi coisas que não tinha maturidade para entender da primeira vez, pude identificar as características do texto com mais clareza e enxerguei além do que estava escrito. Revisitar Harry Potter com a cabeça que tenho hoje me fez muito bem, foi como rever velhos amigos com quem não falava há muito tempo. Essa é uma experiência a ser repetida muitas vezes na vida, ela nos ajuda a nos conhecer melhor, ver como somos capazes de mudar e evoluir. E você, já reencontrou um livro da sua infância? Conte como foi nos comentários!

27 novembro 2016

Quando eu fazia técnico em modelagem do vestuário as pessoas me enchiam de livro sobre moda e confesso que eu curtia muito. São livros que marcaram uma fase da minha vida e levo no coração até hoje já que eles questionam a moda além de tudo. Eu confesso que tem mais deles que já li, mas importante mesmo foram apenas esses dois (sendo um uma série de livros).
Na foto acima há os dois da série Linhas e O tempo entre Costuras.
Gente essa série é maravilhosa e até hoje não traduziram o último e o dólar tá muito caro para conseguir importar, então vamos falar dessa série no geral. A série linhas de Sophia Bennet conta a história de três amigas: Nonie - que ama moda, Edie - que quer salvar o mundo e Jenny - que ganhou um papel num filme em Hollywood. Essas três amigas tão diferentes um dia conhecem Crow, uma jovem menina (bem jovem mesmo) refugiada de Uganda e que veste um tutu rosa que chama a atenção. A partir de então a história não fica só no glamour ou no ideal, essas três se unem para transformar a história da jovem Crow e no segundo livro entram até mesmo na questão de trabalho escravo (que aqui em São Paulo tem sido muito discutido!). Sério, quem quiser me dar o terceiro de aniversário eu mando o link, juro que sei ler em inglês.

Esse livro de Maria Dueñas é muito maravilhoso, sério. Ele é bem longo, daqueles que não cabem na bolsa, mas vale a pena cada momento. Conta a história de Sira Queiroga, uma costureira que ama seu trabalho e vive a vida intensamente. Ela se apaixona e sai de Madrid para viver em Marrocos com seu amor, bem durante a guerra Civil Espanhola e é então que sua vida começa. Após sofrer uma traição amorosa ela precisa ganhar a vida e usa a moda ao seu favor, apesar de todos os seus sofrimentos. Não vou contar tudo pra não dar spoiler, mas pesquisando descobri que virou série e filme esse livro, então vale muito a pena, viu? Quando assistir eu conto para vocês!

Mas quem curte saber de uma moda mais nua e crua vai curtir o segundo e quem gosta de algo além, mais improvável porém não menos importante vai gostar da série Linhas. Eu aprendi muito com essas histórias e sempre que possível quero passar meu aprendizado adiante.

Já tinham ouvido falar desses livros?


12 julho 2016



Sim, finalmente decidi falar da minha série favorita! Eu comecei a gostar de ler por conta da Meg Cabot, antes disso eu lia todos os livros da coleção Vagalume por pura insistência do meu irmão.

E sabe aquela autora que entra na sua mente e acaba te transformando em uma feminista indiretamente e você só percebe depois de anos? Pois é Meg (íntima) você conseguiu isso e eu devo essa coisa maravilhosa à você.

Mas chega de enrolar e vamos ver o que eu falei de uma das séries mais comentadas dessa autora e também minha série favorita!

ASSISTA EM HD

  

E então, já eram algo da autora? E a série?

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