Vestindo Ideias: diario de viagem Vestindo Ideias: diario de viagem
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08 setembro 2017

Olá, pessoas! Hoje trago para vocês o último post do especial sobre meu intercâmbio na Espanha. Como tudo que é bom acaba, chegou a hora de voltar para casa. Para trazer um pedacinho de Salamanca comigo, aproveitei minha última semana por lá e fui às compras. Fiz uma lista de cinco lugares onde encontrar aquela lembrancinha para você e para quem você ama.

1. Calle Toro

A Calle Toro é uma rua na qual se concentram muitas lojas espanholas e internacionais. É lá que se podem encontrar roupas, cosméticos, acessórios e toda sorte de produtos para todos os gostos. Dá para perder uma tarde de compras numa boa na Calle Toro, aproveitando as liquidações de verão, que realmente valem a pena. Ainda bem que o sol se põe bem tarde na estação mais quente do ano, não é mesmo?

2. Rua Mayor

Como o próprio nome já diz, a Rua Mayor é uma grande rua que fica próxima da universidade. É lá que se concentra a maior quantidade de lojas de lembrancinhas, nas quais há uma infinidade de chaveiros da rã da sorte, camisetas e agasalhos da universidade. Vale a pena passear por lá depois de tomar umas tapas em algum dos restaurantes, ou de comprar um bom sorvete em uma das lojas de doce que ficam por lá.

3. Mercadona

O Mercadona é um dos principais supermercados de Salamanca, é lá que as pessoas fazem suas compras do mês. Como boa curiosa, fui visitar o mercado e ver o que encontrava de bom por ali. E de fato encontrei muitos chocolates diferentes, bebidas e cosméticos que trouxe para casa e pude aproveitar por um tempo depois que voltei para o Brasil.

4. Ale-Hop

A Ale-Hop é uma loja que vende coisas variadas. Desde bolsas, carteiras, óculos de sol, objetos de decoração, caderninhos, canetas, etc. Os preços também são variados, de 1 a 100 euros. É a típica loja onde se encontra de tudo, para todos os gostos e bolsos, e há mais de uma em Salamanca. Vale a pena conferir.

5. El Corte Inglés

El Corte Inglés é uma galeria muito grande, o mais próximo de um shopping que encontrei em Salamanca. Lá, há uma variedade de produtos de marcas famosas, espanholas e internacionais, de todos os tipos. Foi no Corte Inglés que consegui encontrar o CD de uma banda catalã que o meu namorado adora. Meu amigo encontrou relógios em promoção lá também. El Corte Inglés é aquela loja que tem produtos caros, mas, se você souber procurar, vai encontrar o que quer com um preço bom.



Bem, pessoal, esse foi o meu especial. Espero ter dividido com vocês esse momento tão importante na minha vida. É uma experiência que eu recomendo fortemente a todos que tiverem a oportunidade, e espero que se repita logo <3

29 agosto 2017

Olá, pessoas! Nesse quarto post sobre meu intercâmbio na Espanha vou falar de uma coisa que eu adoro: comida! Toda vez que viajo para um lugar novo, tento experimentar a culinária típica do local, afinal a comida está intimamente ligada com a cultura. Em Salamanca não foi diferente, provei vários pratos novos e outros já conhecidos, e trouxe nesse post as coisas que eu mais gostei.

1. Churros


Eu não fiquei a cara do Quico?













Não é possível ir à Espanha e não provar os churros espanhóis. Mas não se assuste quando não encontrar um doce coberto de açúcar e canela, já adianto que os churros são bem diferentes em sua terra natal. O sabor da massa não é tão doce, chega até a ser meio salgadinho, e os churros são consumidos com uma xícara de chocolate quente bem espesso, para mergulhar o doce. Por conta da temperatura, não é comum ver espanhóis comendo churros no verão, mas as churrerias abrem o ano todo. Churros com chocolate são muito apreciados no café da manhã.

2. Sorvetes

Olha a felicidade da criança!

Os helados fazem muito sucesso no verão salmantino. Também, com temperaturas encostando nos 40 graus, não há quem resista. Eu recomendo os sabores mais incomuns, como galletas de canela e turrón, que são deliciosos. Destaque também para os variados tipos de chocolate e o sabor de doce de leite argentino, também muito bons. Há diversas sorveterias pela cidade, desde a Plaza Mayor até as ruas mais afastadas.

3. Chocolates e guloseimas

Ir ao mercado em um país estrangeiro é uma descoberta. Além de treinar o idioma falando com as pessoas e lendo embalagens, a cada dia descobrimos uma coisa nova pelas prateleiras. Enquanto estive em Salamanca encontrei chocolates suíços que são caríssimos no Brasil por menos de 1 euro, vários tipos de doces diferentes, bolinhos, refrigerantes que não existem por aqui, e até um chiclete com sabor de Coca-cola! Se você, como eu, adora experimentar coisas diferentes, minha dica é: vá ao mercado quantas vezes seu coração mandar, a cada vez você terá uma surpresa diferente.

4. Tortillas de patatas


Essa dica é para ninguém reclamar que eu só falo de doces. As tortillas de patatas foram o prato salgado que eu mais gostei da Espanha. É uma espécie de omelete com batatas, bem temperado, que vai muito bem com um bom vinho, uma sangria ou uma cerveja. É o prato ideal para dar aquela segurada na fome entre o almoço e o jantar, o que nos leva ao último item dessa lista...

5. Tapas

As tapas são petiscos servidos com uma bebida, uma espécie de lanchinho para comer entre as refeições, depois da aula ou no happy hour. Podem ser acompanhadas de caña (uma espécie de chopp), vinho tinto ou branco, sangria ou café (isso apenas em Salamanca, nativos de outras partes da Espanha acham bem estranho tomar tapas com café). Existem vários tipos de tapas, desde pizzas, batatas fritas com molho de maionese (saudades </3), tortillas de patatas, cebolas, e muitos outros. As tapas são ótimas opções para quando bate aquela fome e são bem baratinhas.


E aí? Ficou com vontade? Quando estiver em Salamanca não perca tempo! Semana que vem eu volto com o último post da série e mais dicas para vocês.

21 agosto 2017

Olá, pessoas! Para esse terceiro post do especial sobre o meu intercâmbio em Salamanca, Espanha, vou falar um pouco sobre turismo. Porque toda viagem para estudar fora, além de incluir uma língua e cultura diferentes, traz à tona o nosso lado turista. Claro que estudar é importante, mas nada melhor que aproveitar o tempo livre para visitar os pontos turísticos da cidade onde estamos. Por isso, hoje separei uma lista com cinco lugares que me marcaram muito e que vale a pena conhecer, sem sair de Salamanca.

1. Plaza Mayor 

A Plaza Mayor de Salamanca é um ponto turístico que pode (e deve) ser visitado tanto de dia quanto à noite. Principal praça da cidade, encontra-se bem no centro e tem saída para várias ruas importantes. Todos os caminhos levam à Plaza Mayor, onde podemos tomar um sorvete ou apreciar uma variedade de petiscos (as tapas) e outras comidinhas típicas acompanhadas de uma boa cerveja enquanto esperamos as luzes da praça acenderem, um espetáculo à parte. Mas cuidado, os restaurantes não permitem que pessoas que não estão consumindo nada se sentem às mesas, mesmo que estejam acompanhando um grupo que esteja comendo algo. Na Plaza Mayor também há uma variedade de eventos culturais, espetáculos de música e exposições, além da central de atendimento aos estudantes, na qual quem está estudando em Salamanca pode tirar a carteirinha de estudante e comprar passagens com desconto.

2. Plaza de Anaya

Bem mais modesta que a Plaza Mayor, a Plaza de Anaya não possui bares ou restaurantes, mas tem um jardim florido lindíssimo, ideal para uma boa foto em frente à catedral. A Plaza de Anaya é um local pelo qual passávamos com frequência, pois fica bem próximo da universidade, e sempre ficávamos maravilhados com o jardim tão bem cuidado. Além da bela visão (também ótima à noite), há muitas lojinhas, igrejas e bares por perto, ou seja, é um lugar para todos os gostos.

3. Catedrais de Salamanca


A cidade de Salamanca possui duas catedrais. Se você estiver na Plaza de Anaya, pode aproveitar para entrar pela Catedral Nova. É preciso pagar uma pequena quantia de entrada, que dá direito ao acesso às duas catedrais. Isso porque as duas igrejas são grudadas. Isso mesmo, parede com parede. O que houve foi que a Catedral Nova estava sendo construída para substituir a velha, que era pequena demais para dar conta dos habitantes de uma cidade em crescimento. Porém, em 1755 um terremoto atingiu Lisboa, e seus efeitos danificaram até a catedral em construção, o que impediu que a Catedral Velha fosse demolida. As catedrais oferecem visitas guiadas e um passeio noturno às torres. Se você for religioso, ou até mesmo curioso, pode assistir à missa em uma das capelas da catedral, elas ocorrem com certa frequência durante o dia e duram pouco menos de meia hora.

4. Universidad de Salamanca


O prédio histórico da Universidade de Salamanca é um passeio interessante, principalmente para estudantes. A história do prédio, as salas de aula medievais, as placas em latim, a biblioteca com manuscritos antigos, as figuras nas paredes e na fachada são uma aula à parte. Ano que vem a universidade fará 800 anos, e é emocionante visitar as primeiras instalações de uma instituição de ensino tão antiga. Aproveite para procurar a rã da boa sorte que está esculpida na fachada, dizem que quem a encontra é bem sucedido nos estudos. Além do prédio histórico, que tal procurar o prédio do seu curso? Quem sabe um dia você não volta para estudar lá...

5. Puente Romano

A Puente Romano, Ponte Romana em português, é uma ponte sobre o rio Tormes, que passa por Salamanca. Mais do que uma simples ponte, é um monumento arquitetônico fantástico, e tem uma bela vista da Catedral (que, aliás, pode ser vista de quase toda a cidade). Além da construção, a Puente Romano é um bom lugar para observar o céu, durante o dia ou à noite, e o rio, numa mistura de natureza e arquitetura de encher os olhos!


E aí, ficou com vontade de visitar Salamanca? Já pode ir montando o seu roteiro. Semana que vem trago mais dicas para vocês. ;)

12 agosto 2017

Olá, pessoas! Continuando a contar minhas aventuras por Salamanca, hoje vou falar um pouco sobre as diferenças culturais (além da língua, é claro!) que mais notei durante meu intercâmbio e que me renderam alguns micos. Porque quando se está em um país estrangeiro, com uma cultura diferente, todo cuidado é pouco na hora de lidar com as pessoas.

1. Higiene

Uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai para fora do Brasil são os hábitos de higiene dos estrangeiros. Na Espanha, por exemplo, eles têm o costume de jogar o papel higiênico no vaso sanitário após o uso. Para eles, é uma questão de higiene, para nós, uma questão sanitária. Os esgotos na Espanha são muito bons e o papel, mais fininho que o nosso, se dissolve mais facilmente sem deixar resíduos. Muitos estabelecimentos nem possuem lixeiras ao lado do vaso sanitário, e pedem para que os absorventes íntimos sejam jogados em um recipiente que fica do lado de fora do reservado. Para quem vem do Brasil, esse hábito é, no mínimo, estranho.

2. Comida
Os churros espanhóis são bem diferentes dos brasileiros

A culinária espanhola é rica em carboidratos. Quando digo carboidratos quero dizer batata. Provei batatas preparadas de várias formas, mas a principal delas foi a batata frita. Além disso, para quem está acostumado com a comida brasileira (a melhor do mundo, diga-se de passagem), a comida da Espanha pode parecer um pouco sem tempero. Sim, eles usam bem menos sal que a gente, e açúcar também. Não era raro ver alguém pedindo mais sal no almoço no alojamento para dar aquela temperadinha nas batatas. As frituras também me pareciam mais oleosas e o café, para uma paulista neta de mineira, era fraco. Mas os pratos com frutos do mar e os sorvetes tinham os seus encantos...

3. Horários

Os espanhóis são pessoas muito pontuais e fiéis a horários. Nenhum evento começava antes ou depois do previsto. As aulas? Sempre no horário marcado. Nós, estudantes brasileiros, estávamos sempre perdidos e, por isso, sempre atrasados. Os horários das refeições também são diferentes. “Um espanhol nunca almoça antes das 14h ou janta antes das 21h!”, foi o que Tico, meu professor de cultura espanhola, disse com orgulho. E é verdade, todas as lojas fecham entre 14h e 16h para o almoço e a famosa siesta, um cochilo depois da refeição. Mas como no verão o sol se põe bem tarde (por volta das 22h), não há problema em jantar mais para o fim do dia.

4. Trânsito

Meus amigos e eu tivemos dificuldade para entender o trânsito na Espanha. O problema é que lá as pessoas realmente respeitam a faixa de pedestres, e foi até um susto quando percebemos que poderíamos atravessar na faixa com o semáforo aberto para os carros, que parariam mesmo assim. Também recebemos muitas buzinadas por praticar um costume muito brasileiro: andar no meio da rua. Os espanhóis respeitam sim os pedestres, desde que estejam atravessando a rua no devido lugar.

5. Cordialidade

As pessoas na Espanha são cordiais, sim. Os brasileiros costumam achar os espanhóis grossos, mas eu digo, eles são só menos pacientes. Aqui no Brasil temos muitos filtros e fazemos de tudo para não magoar as pessoas com quem estamos lidando. Esses filtros são beeem menores na Espanha e as pessoas lá não medem muito o que falam, principalmente com desconhecidos. Mas, em geral, conheci pessoas muito simpáticas e me senti acolhida pelos professores e funcionários da universidade. Também fui bem tratada na rua e na maioria dos estabelecimentos comerciais.


As pessoas na Espanha se encantam com o nosso país, e nossas culturas são bem mais próximas do que parecem. Gostou do texto? Semana que vem tem mais!


Para ver algumas fotos da minha viagem, me segue lá no Instagram @cathebonesso e busque pela #SafoenSalamanca.

05 agosto 2017

Olá, pessoas! Andei um pouco sumida nos últimos tempos, mas foi por uma boa causa. Passei três semanas estudando em Salamanca, na Espanha, e voltei com a mala cheia de boas histórias. Para dividir essa experiência incrível com vocês, preparei esse especial sobre intercâmbio que irá ao ar todas as semanas desse mês de agosto. Para começar, vamos falar das malas. Como ganhei uma bolsa, tive apenas um mês para me preparar para viajar e acertar os detalhes da bagagem. Foi corrido, mas consegui. Pensando nisso, tenho cinco dicas para não errar no que levar:


1. Roupas
Antes de começar a preparar as malas, é importante que você preste atenção na previsão do tempo para a cidade/país para onde você vai. Saí do Brasil na semana mais fria do inverno e cheguei ao alto verão espanhol em menos de 24 horas! Tive que levar muitas roupas leves e frescas para suportar o calor que chegou a 37 graus. A diferença no clima entre o local onde você mora e o seu destino deve ser levada em conta para evitar perrengues. Outra coisa a se considerar é a quantidade de roupas. Eu fiz um curso de verão, com duração de só três semanas. Para passar esse tempo, decidi levar roupas suficientes para todos os dias, já alguns colegas lavaram roupas no chuveiro ou na lavanderia do alojamento onde estávamos hospedados. Claro que, para períodos maiores de viagem, é impossível não lavar roupas por lá. Mas, se você vai passar pouco tempo e quer levar um look por dia, minha dica é: separe roupas básicas e fáceis de combinar entre si, invista em acessórios que não façam volume e alegrem as peças mais neutras. Separar um ou dois looks para a noite e/ou festas também é bacana, porque ninguém é de ferro, né?

2. Sapatos
 Quem faz intercâmbio, além de estudante é turista também. Pensando nisso, tente levar sapatos confortáveis e que te permitam andar por um bom tempo sem machucar os pés, para você poder aproveitar todos os passeios sem preocupações. É bom pensar em calçados que combinem com as roupas, tanto para o dia, quanto para a noite. Ah, se levar um tênis, não se esqueça de levar uma quantidade suficiente de meias!

Roupas e calçados confortáveis não posem faltar na mala

3. Malas
Em geral, as regras para a bagagem são de até duas malas de até 23 kg e duas malas de mão. Quando viajamos para outro país, é natural que compremos lembrancinhas e presentes para nossa família e amigos (e para nós mesmos, é claro!). Por isso, preste atenção no peso e no volume das suas malas. É bom deixar um espacinho extra para as coisas que você irá comprar durante a viagem, sem que você precise deixar coisas para trás na hora de voltar.

4. Distrações
Durante minha viagem, fiquei em um alojamento estudantil, junto com outros colegas brasileiros. Para nos divertir, levei um jogo de cartas, que jogávamos enquanto conversávamos, depois de jantar. Cheguei a levar alguns livros (sim, no plural porque sou leitora compulsiva) e meu notebook para ver algumas séries, mas não li nada e assisti apenas um episódio. Conclusão: se você vai se hospedar em um local com outros estudantes, aproveite a companhia, não é necessário carregar várias coisas para se distrair se você terá a garantia de boas conversas. Só recomendo que se leve um notebook se você achar necessário descarregar as fotos da câmera/celular durante a viagem, mas, para isso, considere levar um cartão de memória extra.

Para me lembrar de casa, levei comigo a Safo, essa corujinha azul

5. Lembranças de casa
Viajando para o exterior percebi que, apesar de a palavra saudade só existir em português, o sentimento é universal. Antes de sair de casa, peguei objetos emprestados dos meus pais e do meu namorado. Toda vez que sentia falta deles, olhava para esses objetos e me sentia acolhida, era como se eles estivessem lá comigo. Pode parecer piegas, mas ter uma lembrança das pessoas que eu amo comigo foi importante nos momentos em que me senti triste ou só.


E você, já fez uma viagem para estudar em outro país? O que faltou na sua mala? Esqueci alguma coisa importante? Conte pra gente nos comentários! E não perca o próximo post semana que vem!

20 maio 2017


Se você vem acompanhando meus últimos posts viu que estou falando sobre minha incrível viagem de férias para Ilhabela, SP. Se não viu e quiser ver clique aqui pra ver a parte 1, e aqui para ver a parte 2 do diário de viagem.

Hoje é meu último post sobre esta viagem e vou falar sobre o MELHOR PASSEIO, se você for para Ilhabela não deixe de fazer, pode ter certeza que você vai amar.


Eu, meus sogros Bete e Cláudio e meu namorado André no nosso melhor passeio

Dia 06/01, penúltimo dia de viagem começou cedo, com aquele café da manhã maravilhoso e logo fomos para o píer pegar um Flex Boat, um tipo de barco, com destino a Praia do Bonete, classificada pelo jornal britânico “The Guardian” uma das dez praias mais bonitas do Brasil.

A praia é isolada sendo possível chegar apenas de barco ou por uma trilha de 15km pelo Parque Estadual de Ilhabela, diversas agências de turismo da região vendem passeios guiados para o Bonete, compramos o nosso pela Maremar Turismo e pagamos R$150 por pessoa.
Flex Boat em que fizemos o passeio



O caminho de barco durou cerca de 1h e com certeza foi um dos pontos mais altos da viagem. Vento no rosto, barulho da água, a emoção de estar em alto mar vendo o Sol refletido em um lindo oceano azul e ainda o piloto foi parando em diversos pontos da ilha e nos contando várias curiosidades.

Um dos pontos foi o Buraco do Cação, uma fenda na rocha da encosta que acaba formando uma espécie de caverna de frente para o mar, um visual lindo e impressionante.




Chegando na Praia do Bonete comprovamos que ela realmente é uma das mais lindas do Brasil. A praia é muito tranquila, habitada pela maior comunidade caiçara da região, até pouco tempo não havia nem luz elétrica no local, mas agora há alguns painéis solares que fornecem energia, porém não pense que por isso você terá algum contato com tecnologia, lá não há sinal de celular e o visual das casinhas simples no meio da natureza fazem você pensar que voltou no tempo.


Casas da comunidade caiçara local
O mar é de um azul transparente incrível e com muitas ondas, ao contrário da maioria das praias de Ilhabela onde há pouquíssimas ondas, por isso a praia também atrai surfistas e aventureiros.


No canto esquerdo da praia o mar se encontra com o rio Nema, onde ficam ancoradas diversas canoas coloridas tradicionais da comunidade local. A água doce é rasa, ótima para um mergulho.

Rio Nema

Andando mais um pouco o rio se encontra com uma linda cachoeira, a Cachoeira do Poço fundo.

Poço Fundo
Lá usamos o snorkel e vimos vários peixinhos. O local tem bastante mosquito então leve repelente.
Mergulho com Snorkel

Por ser uma praia belíssima e com muito para conhecer algumas pessoas optam por passar alguns dias no local, para isso, existem campings, pousadas e casas caiçaras para aluguel.

Nós decidimos passar só um dia mesmo e por volta das 17h30, depois de um dia realmente delicioso, numa das praias mais lindas que que já vi e com muitas opções para aproveitar a natureza, pegamos o barco de volta. Você pensa que o passeio incrível acabou por aqui? Não mesmo!

Na volta enquanto navegamos por aquele mar azul vimos vário peixes voadores, isso mesmo que você leu, peixes voadores, eles passaram voando bem próximos ao barco dando um salto da água e batendo as asas e o rabo alçando assim um voo que pode percorrer quase 200 metros! É bem rápido, não deu tempo nem de tirar foto, foi realmente impressionante, se ficarem curiosos segue um vídeo que fala um pouco sobre esses peixinhos: www.youtube.com/watch?v=HDnF1zGwufg


Porém, quando estávamos no meio do caminho, todos muito felizes e animados comentando sobre os peixes voadores vimos no horizonte um esguicho, eu pensei que estava ficando louca, foi ai que o piloto nos disse “Vocês viram? Uma baleia!” AI MEU DEUS! Quem ia imaginar que eu ia realizar o sonho de ver uma baleia de perto? Ficamos muito empolgados, todos olhando para a direção onde ela apareceu, e por uns 20 minutos ela nos acompanhou, não conseguimos ver ela inteira, mas a cada uns 5 minutos ela aparecia, as vezes mais perto, as vezes mais longe, ela chegava perto da superfície e esguichava, ou víamos sua barbatana, podia ter algo melhor para finalizar esse passeio com chave de ouro? 

Pôr do Sol refletido no mar
A noite, para nos despedirmos da última noite no paraíso que é Ilhabela fomos jantar um lanche no famoso restaurante Borrachudo. O local está sempre cheio, esperamos numa fila até surgir uma mesa vaga, mas a demora não foi muito grande. Sentamos em mesas do outro lado da rua, de frente para o mar, o ambiente gostoso nos ajudou a aguentar a espera, pois os nossos lanches demoraram bastante para chagar. No final valeu a pena, os sanduíches estavam bem gostosos e passamos uma noite boa conversando a beira mar.
Borrachudo Sanduicheria
Dia 06/01, último bom dia para este mar. 
Hotel Maiso Joly
 Agora estávamos nas nossas últimas horas em Ilhabela, então decidimos descansar um pouco e aproveitar o hotel, passamos a manhã na piscina que havia em nosso quarto, bebendo um vinho e ouvindo música. Depois fizemos a mala e tchau tchau, pé na estrada.
Piscina da Suíte 19

 É engraçado como sonhamos em viajar pra longe pelo mundo inteiro e as vezes um lugar tão perto nos surpreende, assim foi Ilhabela, no litoral de São Paulo encontrei um lugar lindo, onde me surpreendi a cada nova paisagem, a cada passeio em que conheci coisas novas, a cada pôr do Sol e assim me apaixonei por este paraíso que está tão próximo de nós. Espero voltar, conhecer mais lugares incríveis e rever alguns que me apaixonei. O Brasil é lindo, somos abençoados por essa natureza linda que temos para aproveitar. E você por lugar do Brasil é apaixonado?
Curtindo o pôr do Sol deitada na rede

31 março 2017



No último post eu falei sobre os meus dois primeiros dias em Ilhabela, se não viu clique aqui e confira.

Hoje vou seguir com a parte 2 do diário de viagem falando de aventura.

Citei no post anterior que na Praia do Perequê há várias agências de turismo, na Vila (centro de Ilhabela) também há. Nessas agências eles vendem alguns passeios que só é possível fazer de barco ou carros 4x4. Também há a opção de comprar antecipadamente online, para garantir o passeio para data desejada, pois as vagas podem acabar.

Compramos para dia 04/01, nosso terceiro dia de viagem, um passeio de Jeep para Praia dos Castelhanos, pois somente carros 4x4 conseguem fazer a trilha na estrada de terra que chega na praia, também é possível chegar de barco. Compramos o pacote direto na Maremar Turismo, pagamos 100 reais por pessoa.

Acordamos bem cedinho, tomamos aquele café da manhã reforçado e fomos para a agência de turismo que ficava perto do hotel para embarcarmos no Jeep. O passeio até o Parque Estadual de Ilhabela, onde fica localizada esta praia, foi bem agradável, o guia foi nos contando curiosidades sobre cada praia que passávamos. 

Jeep em que fizemos o passeio
Chegando no Parque Estadual o guia ligou a tração 4x4 do carro e a partir dali seguiam somente carros com tração e pessoas a pé ou de bicicleta, carros normais não são permitidos, não adianta tentar.
Carro 4x4 atravessando rio na trilha para chegar a Praia de Castelhanos
A estrada é mesmo bem esburacada, segure bem pois você vai sacudir muito, é até um pouco desconfortável, mas é divertido, nada que estrague o passeio. A trilha é um pouco longa, mais de 1h, mas há paradas para ver uma pequena cachoeira e o Mirante dos Castelhanos. A vista é impressionante, muito bonita.
Eu, meu namorado e a vista incrível do Mirante da Praia dos Castelhanos
Ao chegar na praia tínhamos a opção de ficar por lá ou seguir em uma trilha para a Cachoeira do Gato. Optamos pela trilha que dura cerca de 30 minutos pela Mata Atlântica. O percurso é um pouco cansativo, mas o guia foi no nosso tempo, sempre simpático, conversando e nos contando curiosidades sobre o local. Quando chegamos a cachoeira fomos recompensados, é muito bonita e enorme, uma queda de 80m de altura, com aquela água gelada que revigora a alma. Os guias que estavam no local nos ajudaram a descer das pedras até o rio, pois o chão é escorregadio. Sentamos na cachoeira e deixamos a água cair, foi muito bom.
Cachoeira do Gato / Eu e o André, meu namorado, na cachoeira
Depois pegamos novamente a trilha e voltamos para a praia para almoçar e curtir um pouco o mar. Castelhanos é linda, água cristalina daquelas que dá pra ver o pé.
Praia de Catelhanos
Praia de Castelhanos
Após um mergulho naquele mar transparente embarcamos novamente no Jeep e pegamos a trilha de volta.

Chegamos um pouco cansados no hotel mas ainda deu tempo de tomarmos um banho e passarmos no Supermercado do Frade, o maior mercado da ilha, pra comprar um kit snorkel, pois queríamos fazer um mergulho de superfície e lá achamos o kit mais barato.

Kit Snorkel
Dia 05/01, quarto dia de viagem, planejamos visitar as praias do Sul, pois vimos que algumas são legais para ver peixinhos com o snorkel.
A maioria das praias no caminho, como a da Feiticeira, estavam bem cheias, não tendo nem lugar para estacionar, na praia do Julião achamos uma vaga em um estacionamento, porém chegando na praia não havia nenhuma mesa disponível em nenhum quiosque, mesmo assim antes de procurar outra praia decidimos dar um mergulho para tentar ver algum peixe nas pedras, mas não vimos nenhum.

Agora nossa meta era achar uma praia mais vazia, pois já era por volta das 15h, não havíamos almoçado e as praias mais famosas estavam realmente lotadas.

Paramos na Praia Grande, que estava um pouco cheia mas conseguimos lugar. Lá conseguimos ver vários peixinhos mergulhando com o snorkel e além disso também havia um píer onde era possível pular no mar, muito divertido. Atenção na segurança, sempre que pulávamos alguém ficava em baixo segurando no píer pra puxar o outro se acontecesse qualquer coisa.

Pier na Praia Grande
No final, mesmo com o estresse da dificuldade de achar uma praia que não estivesse super lotada a tarde na Praia Grande foi bem animada.


Finalizamos o dia com chave de ouro assistindo o pôr do Sol da piscina do hotel.

Vista da piscina do Hotel Maison Joly
Confira o passeio que mais amei na viagem, na parte 3 do diário clicando aqui, acreditem é imperdível!

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