Vestindo Ideias: cabine de imprensa Vestindo Ideias: cabine de imprensa
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17 junho 2019


Apesar do sucesso da franquia no passado, o novo filme não consegue agradar ao público

A franquia de MIB fez muito sucesso no passado ao apresentar Will Smith em um papel de um agente secreto que protege a Terra dos alienígenas do mal. No filme MIB – Homens de preto internacional, temos uma história mais construída.
A agente M, interpretada por Tessa Thompson, tem uma experiência quando criança com os homens de preto. Após vê-los em seu quintal e neutralizarem seus pais para que não se lembrassem do que havia ocorrido, ela passa a afirmar para todos o que houve e a ser tratada como alguém perturbada com delírios com extraterrestres.
crítica mib homens de preto internacional
Agente O (Emma Thompson) a responsável por acreditar no potencial da agente M
Divulgação

É assim que a personagem se desenvolve, sendo uma genia dos computadores e consegue rastrear a MIB. Ao realizar tal feito ela se vê em um mundo totalmente diferente, que seria assustador para qualquer outra pessoa mas não para ela.
Mostrando-se ser alguém determinada e muito inteligente, consegue ser contratada pela MIB – Homens de preto. E logo no começo do filme já vemos um traço de feminismo no enredo, pois duas mulheres questionam “Porque HOMENS de preto?”.
MIB homens de preto internacional
Agente M e agente O em cena
Divulgação

O interessante desse filme é que apesar de agente M fazer par com um agente do sexo masculino, agente H – interpretado por Chris Hemsworth, quem é tratado de forma melancólico, intenso e que não sabe lidar com o amor por se entregar demais não é a personagem principal feminina desse filme.
Mesmo com esses pontos em alta, o filme não prende atenção o suficiente para ser indicado. Apesar do bom desenvolvimento da personagem, acabou por não chamar atenção com o enredo que poderia ter sido melhor desenvolvido. Com alguns pontos que relembram os filmes anteriores e até mencionam o Will Smith e Tommy Lee Jones mas sem deixar um clima de nostalgia e sim para contar um pouco a história da empresa.
Não assisti em 3D, mas achei os efeitos bem grotescos, sendo que em muitas vezes percebíamos claramente se tratar de um chroma key (ou fundo verde, como preferir) o que acabou deixando um pouco a desejar. E isso é um fato interessante, já que a franquia sempre foi muito boa em nos deixar enojado por conta dos efeitos e dessa vez nesse quesito não teve muito.
MIB homens de preto internacional
Pawny, o peão
Divulgação

O que ganha a graça do público não é nenhum personagem humano e sim um Peão, que recebe o nome de Pawny e ganha nosso coração trazendo a sincronia entre Tessa (agente M) e Chris (agente H) de forma mais engraçada. Nesse ponto, vale dizer que a sintonia dos dois foi muito boa e que diferente dos outros filmes nesse vemos dois agentes inexperientes (uma recém contratada e um que já salvou o mundo, mas que parece muito aéreo para se tornar realmente importante).
Apesar de ter um bom elenco, o roteiro deixou a desejar em muitos pontos e nem o ponto de êxtase que teve conseguiu fazer com que o filme não caísse no marasmo.
Diferente dos outros filmes da franquia, esse  já está sendo massacrado pela crítica por seus pontos fracos. Como telespectadora gostei do que citei acima, mas os pontos fracos do filme me impedem de indicá-lo. É um bom filme, mas não bom o suficiente para assistir no cinema. Pode ser esperado sair em streaming.

Ficha técnica:
Data de lançamento: 13 de junho de 2019 (1h 55min)/Direção: F. Gary Gray/Gêneros: Ficção científica, Ação/Nacionalidade: EUA/Distribuidora (Brasil): Sony Pictures



05 fevereiro 2019


O filme retrata a humanidade que pode existir mesmo em quem não nasce humano

Antes da estreia o filme já está dividindo opiniões entre a crítica, há aqueles que dizem que será o primeiro fracasso de ficção científica de James Cameron e do diretor Robert Rodrigues. O que vemos no entanto na tela é uma adaptação de um mangá que tentou manter suas características.

Após “a queda”, como é chamado uma guerra que culminou em como o mundo está, começou-se a divisão entre a única cidade flutuante que sobrou, Zalen, e a Cidade de Ferro. Para assistir o filme deve-se ter uma mente aberta e pensar em mais uma distopia futurística, um gênero de filme que vem sendo explorado há anos.

Na Cidade de Ferro somos apresentados ao cybercirurgião Ivo (Christoph Walts), que em uma ida ao ferro velho encontra uma ciborgue ainda com vida (Rosa Salazar). Ele a entrega um corpo, já que as únicas partes que sobraram de si foram seu rosto e seu coração. Ao despertar, apesar de seu cérebro intacto, a ciborgue que recebe o nome de Alita, não se recorda de nada que aconteceu em seu passado.
crítica alita anjo de combate
Imagem: Divulgação


Apesar dos cuidados de Ivo, a ciborgue decide que precisa relembrar sua história. É quando suas características de combate começam a aparecer, fazendo com que a personagem entre em “confusões” e chame à atenção dos vilões do longa metragem.

Assisti em sala Imax e posso dizer que os efeitos e os cuidados para parecer real estão realmente maravilhosos, muitos acreditam que Rosa Salazar deixou a desejar ao não transparecer atuação, porém como foi dito pelos diretores em entrevista ao Fantástico (Rede Globo de Televisão) no último domingo essa era a intenção. Em muitos momentos eu esquecia que se tratava de uma ciborgue e poderia pensar facilmente que era apenas uma humana. Nessa reportagem foi dito que os olhos de Alita incomodaram por serem grandes, não os achei tão grande e  poderiam até mesmo serem maiores.

Apesar de uma bela elaboração,que a trama de personagens secundários foi pouco explorada, mas como não li o mangá não posso afirmar que isso foi um defeito do filme. Porém, realmente há personagens, como a enfermeira Nurse Gerhad (Idara Victor), foram poucos explorados, já que ela em si não obteve nenhuma fala.
crítica filme alita anjo de combate
Imagem: Divulgação

O vilão principal também não está em evidência, mas não chega a prejudicar a trama. O longa metragem traga a questão de “anti herói” já que Ido se mostra também corruptível, apesar de ser explicado seus motivos. O romance em si do filme, achei bom mas não senti que ocorre a química entre Hugo (Keean Johnson) e Alita, mas o jovem seria a personificação ideal de anti herói, apesar de também ter sido pouco explorado. Essa parte me lembrou um pouco de “O homem bicentenário” que lutou tanto para ser considerado humano e se apaixonou, mas por ser uma adolescente a forma como Alita reagiu à tudo foi bem diferente desse filme citado. A trama de haver uma cidade no alto e a parte debaixo, faz com que lembremos da série brasileira original da Netflix 3%, onde há a divisão de continente e Mar Alto e também se trata de uma distopia. Apesar de uma história bem única, o trama de Rodrigues e Cameron, consegue trazer as essências de distopias já criadas.
filme alita anjo de combate
Imagem: Divulgação

No geral, o filme foi surpreendente para alguém como eu que não é fã de filmes de ação, pois retrata a humanidade que pode existir até mesmo em cyborgues. A ideia do filme foi boa, paralelamente com a estreia também haverá o lançamento do livro, onde acredito que muitas das questões faltantes poderão serem respondidas.
O final foi ótimo e talvez tenha revelado que poderá haver uma continuação. Apesar das críticas negativas, espero que isso possa ocorrer.

Ficha técnica:Duração: 2h22minDireção: Robert RodriguezProdução: James CameronNacionalidade: Estados Unidos, Argentina e CanadáDistribuidora: Fox Filmes BrasilEstreia: 14 de fevereiro





29 junho 2018


O filme tem como premissa mostrar os dois lados de uma separação
filme custodia de xavier legrand

Um pai que afirma não ter direito em visitar os filhos, uma mãe que luta para manter seus filhos à salvo, uma filha que não quer ver o pai e um filho que não quer deixar a mãe sozinha. É sobre esse roteiro tão comum na sociedade que o Custódia, filme de Xavier Legrand, está inserido.
A trama começa com a audiência de custódia de Julien (Thomas Gioria), onde a mãe Miriam (Léa Drucker) tenta convencer a juíza que Antoine Besson (Denis Ménochet) é um homem perigoso para sua família.
custódia filme
Imagem Divulgação

A forma como tudo é narrado no começo é bem ambíguo, ainda mais com a frase que é dita pela juíza logo no começo do filme “um de vocês dois é o maior mentiroso”, e apesar de ser uma mulher e o filme se passar na França (um país que preza tanto pela liberdade sexual e das mulheres) a decisão é que a mãe não tem provas sobre o que afirma e, portanto a guarda será compartilhada entre ambos os personagens.
O pano de fundo da narrativa é o cotidiano mais que comum: Uma filha que deseja apenas estar ao lado do seu namorado e mata aula, uma mãe que luta por encontrar um local para morar com os filhos, um filho amedrontado pelo pai e um pai um tanto quanto misterioso em suas atitudes. A tensão é sentida do começo ao fim, ainda mais que pelas poucas palavras que são pronunciadas em algumas cenas, mas que você consegue entender perfeitamente o que está sendo dito apenas com o olhar.
custódia o filme
Imagem: Divulgação

Se no começo há certa ambiguidade sobre quem é certo, após 20min de filme já sabemos que se trata de uma história que é tão comum em partes do mundo, principalmente aqui no Brasil onde a cada 5 minutos uma mulher é agredida sendo que uma pesquisa de 2017 diz que 17% das agressões são pelos próprios conjugues e 61% são de homens que já conheciam.  Esse número é visto no filme, tendo em vista que Miriam não tinha provas das agressões por não ter registrado um boletim de ocorrência.
O filme tem um ritmo bem diferente dos filmes hollywoodianos e com isso, não há um nível de tensão antes do final: o filme inteiro é assim. Segundo Legrand, “o filme começa com a racionalidade das palavras e termina com um horror quase irreal. Foi uma decisão consciente. A quem não conhece de perto, essa violência parece incompreensível e inimaginável”.
Dessa forma a narrativa foi bem intensa e soube até mesmo deixar um suspense no ar com relação a filha mais velha do casal, que completou 18 anos na trama. A forma de narrar algo do cotidiano não é novidade, quem assistiu Que horas ela volta?, filme com Regina Casé, sabe que muitas vezes mesmo sem uma emoção muito grande a trama pode te prender do começo ao fim.
A forma da narrativa me prendeu do começo ao fim e até mesmo me causou uma indignação como telespectadora sobre uma realidade que sei que é bem comum para muitas mulheres. Não apenas isso, o jovem ator Thomas Gioras, que interpretou Julien, soube dar vida ao personagem de maneira muito intensa e mostrar como é a vida de uma criança ao meio à tudo isso. No geral, todas as interpretações foram muito bem feitas e souberam dar ritmo ao filme.
É um filme para ser digerido, discutido em uma roda de amigos e principalmente para repensar a realidade tão dura existente para mulheres ao redor do mundo. Se fui a cabine de imprensa esperando encontrar um filme clichê, me deparei com um longa metragem parisiense muito bem produzido.

Estreia dia 05 de julho em 36 salas e 16 cidades
Locais de exibição: 

SÃO PAULO : Cinearte Petrobras/Caixa Belas Artes/Cinesala/ RIO DE JANEIRO :Estação NET Rio/Estação NET Gávea/Estação NET Ipanema/Espaço Itaú de Cinema Botafogo/Espaço Rio Design/Kinoplex Roxy/Cine Star Laura Alvim/Cine Odeon/ NITERÓI :Cine Arte UFF/ BELO HORIZONTE :Cinema Belas Artes/Cineart Ponteio/ BRASILIA :Espaço Itaú de Cinema Brasília/Cine Cultura Liberty Mall/ PORTO ALEGRE :Espaço Itaú de Cinema Porto AlegreGuion CinemasGNC Moinhos CURITIBA :Espaço Itaú de Cinema Curitiba/Cineplex Novo Batel/ SALVADOR :Espaço Itaú de Cinema Salvador/Saladearte Paseo/Saladearte Museu/Saladearte UFBA/ Cinépolis Bela Vista/ 
RECIFE :Moviemax Rosa e Silva/Cinema da Fundação Derby/Cinema da Fundação Museu/ FORTALEZA :Cinema do Dragão/ SANTOS :Espaço Santos / VITÓRIA :Cine Jardins/ GOIÂNIA :Lumière Bougainville/ MACEIÓ :Cine Arte Pajuçara/ JOÃO PESSOA :Centerplex Mag Shopping / BÚZIOS :Gran Cine Bardot /



17 maio 2018


*Essa resenha foi escrita por Fernanda Sartori para o Vestindo Ideias
resenha crítica deadpool 2
Foto: Divulgação Fox 

Segunda feira, dia 14 de maio tivemos a cabine de imprensa de Deadpool 2 no Shopping Eldorado. Nunca havia ido em uma cabine de imprensa e achei muito interessante como o conteúdo foi apresentado, vimos as ações de marketing feitas, e gente procurem o vídeo da música tema do filme Ashes da Celine Dion (from the Deadpool motion Picturesoundtrack) garanto que vão rir muito.

             

Agora tenho que confessar que não sou a maior fã de Deadpool e até sábado passado não havia visto o primeiro filme da sequência. Admito que me surpreendi muito com o segundo filme, especialmente em comparação com o primeiro! O primeiro é bem introdutório, focado em apresentar o personagem principal e não muito na história do filme, então achei o enredo meio fraquinho, sabe?! Não havia simpatizado muito com o Deadpool, em especial com a atitude de anti-herói que ele é, com a história e na linearidade, esse vai e volta toda hora não tinha me agradado muito então fui bem cética ver o segundo filme. E ainda bem que fui! Como uma “não fã” eu adorei o segundo filme. Nas questões mais técnicas achei a história muito mais consistente e interessante, com uma linearidade e continuidade que particularmente me agradaram e muito, senti que os personagens foram melhor explorados, em seus aspectos pessoais (de poderes e personalidade), nisso conseguimos sentir uma aproximação muito mais forte com os personagens –  que foram introduzidos e com os que já vimos anteriormente. 

Outra característica que eu acho interessante é o diálogo que o personagem faz com o público, meio que quebrando a quarta parede em momentos específicos que funciona bem. Mas não se engane, o filme não fica mais “soft” por causa disso, tanto que a classificação continua em 18 anos (objeto de piada ao decorrer da história).
resenha crítica deadpool 2
foto: Divulgação Fox

Uma das coisas que mais me agradaram foram o número gigantesco de referências à cultura pop e geek de todo jeito. É sério, referências são jogadas ao espectador TODO tempo (quem tem acompanhado essa saga de filmes de super-heróis vai amar), além do filme ser regado de piadas e zoeira daquela maneira do Deadpool que já conhecemos do primeiro filme. 

Não me lembro de um filme que eu ri tanto quanto esse, e claro as piadas seguem o nível pesadíssimo do filme anterior. O estilo de narrativa também se mantém com inúmeras cenas de ação com MUITO sangue (não recomendado para pessoas sensíveis à sangue ou membros sendo cortados de corpos haha) então para aqueles que acharam o primeiro filme muito “forte”, esse nem se compara!  

Senti que o filme mantém um nível de emoção do início ao fim, parece que há clímax em todas as partes, ou seja, é um up and down de emoções. Como de praxe da Marvel ESPEREM a “cena pós crédito” , que para mim foi uma das melhores cenas pós créditos de todos os filmes da Marvel, SÉRIO, SEM ZOEIRA... 10/10. Espero que tenham gostado dessa resenha, é minha primeira vez colaborando aqui no Blog da Cah e espero estar à altura!!!!!!!! 

Beijos de luz, Fe Sartori xx

Após a publicação dessa resenha, a classificação etária passou a ser de 16 anos. A decisão foi baseada na classificação dos outros países.

02 abril 2018


Filmes sobre a segunda Guerra Mundial são comuns de serem encontrados, mas um que relata um final que é pouco explorado não é tão fácil assim. 1945 é um filme sobre o final dessa era de guerra, quando os judeus voltam às suas casas e sendo assim para tudo que foi lhes tirado.
filme sobre o final da segunda guerra mundial

Sinopse: Em um dia de verão em 1945, um judeu ortodoxo e seu filho retornam a um vilarejo na Hungria, portando caixas misteriosas, enquanto os moradores se preparam para o casamento do filho do tabelião da cidade. Os habitantes - desconfiados, cheios de remorso e temerosos - esperam o pior e agem dessa forma. O tabelião teme que os homens possam ser herdeiros dos judeus deportados do vilarejo, representando uma ameaça às propriedades e bens que ele adquiriu ilegalmente durante a Segunda Guerra Mundial.

O filme todo ambientado em preto e branco tem direção de Ferenc Török traz de uma forma sutil elementos para uma discussão muito maior. Somos levados primeiramente à uma estação de trem onde um pai e um filho judeus ortodoxos descem trazendo roupas e perfumes para uma pequena vila húngara. A chegada deles coincide com o casamento de um funcionário muito importante da cidade, Szentes István, o escrivão da cidade e dono da farmácia.
filme 1945 (2018)

Esse funcionário, no entanto,  é um dos mais preocupados com o que pode acontecem com a volta desses dois judeus que não possuem registro no vilarejo. Dentro desse contexto vemos várias personagens agindo de maneiras diferentes: Alguns tranquilos por terem feito de tudo para ajudar os da região, outros preocupados por terem se apossado de itens que não lhe eram de direito e alguns de forma violenta. O pano de fundo dessa história é o casamento, que mostra-se estranho com uma noiva promíscua e um noivo revoltado com o que pai fez com os judeus que ali moravam.

O sentimento de culpa é evidente na população e perpetua por todo o filme, enquanto os dois personagens falam pouco e são diretos ao assunto. Eles fazem todo o caminho que desejam a pé, atrás da carroça com seus pertences sem falar o que realmente vai acontecer. Esse pra mim foi um dos pontos mais altos do filme, senti toda a sensação de não ser bem vindo em um local e as pessoas terem que te aceitar por questões políticas.

Cada personagem foi explorado à sua maneira e muito bem desenvolvido, mesmo que algumas questões as respostas não sejam óbvias e outras sejam. O que mais me impressionou algo longo do filme é o sentimento que ele passa e também a forma da narrativa bem diferente dos filmes hollywoodianos que estamos acostumados a ver.

A fotografia em preto e branco dá um ritmo ao filme que mostra algumas feridas que foram difíceis de serem fechadas e as oportunidades perdidas dos judeus por culpa de homens como o escrivão.

Como falei é um filme bem diferente do que estamos acostumados sem ter algo pesado evidenciado e sim sentido. O filme estreia dia 5 de abril, e será exibido em salas como a reserva cultural em São Paulo.

Update: À partir do dia 12/07 o filme estará disponível nas seguintes plataformas digitais: Now, iTunes, Google Play, Vivo Play e Looke.

28 fevereiro 2018


Dahpne, uma mulher no auge dos seus 30 anos, trabalha em um restaurante e durante a noite sai em busca de sexo e drogas para seu cotidiano. Sob a direção de Peter Mackir Burns, o longa retrata uma Londres moderna de uma população noturna em busca de diversão.
estreia de Daphne

O que teria tudo para retratar uma mulher em sua intimidade e mente, acaba se tornando superficial e sem um aprofundamento em nenhuma questão. A narrativa em forma de contar aos poucos ao telespectador o que está havendo na mente da personagem, me lembrou de The End Of the f****ing world.

Emily Beecham está deslumbrante em seu papel, consegue dar à Daphne uma profundidade interessante. Apesar da boa atuação, não consegue compensar o roteiro que é bom, mas não excelente. Sobre o fato de dois homens terem pensado na caracterização da personagem, foi dito “Eu faço filmes sobre o que eu acho interessante. Até agora, a maior parte dos trabalhos que eu fiz foram sobre personagens femininos - ou no mínimo dilemas que eu acho fascinantes” disse Peter, já Nico Mensiga, escritor, disse “Também havia duas mulheres que estavam intimamente envolvidas no processo criativo, Emily Beecham, é claro, mas também a produtora Valentina Brazzini; então nunca foi só eu, um homem, escrevendo sobre o isolamento de uma mulher” porém não foi que senti assistindo.

Todas as características demonstradas no longa são o que consideramos de um homem e não de uma mulher independente que paga suas próprias contas e que lê livro interessantes. A discussão sobre isso é válida, já que não é comum vermos uma personagem feminina nos cinemas com as características que deram à Daphne. Nesse ponto achei positivo, mas senti que realmente alguma coisa faltou para que pudéssemos nos sentir com empatia.

A crítica internacional achou o filme deslumbrante, e preciso dizer que a fotografia do filme, de responsabilidade de Adam Scarth, realmente é muito linda e cada cena parece uma foto o que te faz querer assistir. Um adendo importante é que ao criarem a personagem (já pensando em Emily Beecham) fizeram com que a atriz lesse os livros que são citados ao longo do enredo e isso deu uma profundidade maior à personagem.

O desenrolar, que eu disse acima ser parecido com a série The End Of The F***ing world, série original da Netflix, é naquela forma de cebola, onde a camada mais profunda só aparece no final. Daphne passa por uma experiência intensa, mas só conseguimos ver o que ela realmente sente já ao final do filme. Isso em si não foi uma coisa que me incomodou, mas não senti que houve um aprofundamento do que ela estava sentindo que está como um grande destaque. Daphne para mim se mostrou uma pessoa um tanto quanto impenetrável e que não demonstrou de jeito nenhum o que sente, para mim foi uma escolha acertada mas nem tanto. Acredito que por ser um filme europeu e os costumes sentimentalistas de lá serem diferentes do Brasil eu senti essa diferença, mas para mim o que era pra ser algo profundo se tornou algo raso.

Acredito que sim, é um filme bom mas não da forma como foi proposto. Se fosse apenas uma mulher e suas transformações e sua luta para colocar para fora o que sente, seria uma coisa, mas para mostrar algo tão íntimo e tão profundo acredito que tenha falhado um pouco. Não é excelente, mas não é ruim e pela fotografia do filme se torna interessante em assistir.

O filme tem estreia no dia 8 de março, e estará em cartaz em alguns cinemas como Reserva Cultural, em São Paulo.

22 fevereiro 2018

Um filme com nudez explícita, romance e ação

Sinopse: Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) é selecionada contra sua vontade para se tornar uma "pardal"- uma mulher sedutora treinada no serviço de segurança russo. Inspirado no livro do ex-oficial da CIA, Jason Matthews, "Roleta Russa" reúne Jennifer Lawrence com seu diretor de "Jogos Vorazes", Francis Lawrence, além de Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Mary-Louise Parker e Jeremy Irons.


resenha operação red sparrow
Imagem: Divulgação

Moscou, inverno. Dominika Egorova é uma jovem russa bailaria que faz grandes apresentações com a companhia Bolshoi. Em uma de suas apresentações mais importantes seu parceiro comete um erro, o que faz com que a personagem acabe muito machucada.

Nataniel Nash, ou Nate, é um agência da CIA que após um erro ao proteger seu informante acaba na mira dos Russos e é por isso que acaba por conhecer Dominika.

O filme, inspirado no livro “Roleta Russa” explora o mundo da CIA e como a Rússia possui espiões e os cria. Dominika não vira uma sparrow (pardal) por querer, ela se torna para sobreviver ao presenciar uma cena de um crime. Mas nem tudo nessa história é tão fácil de explicar, como por exemplo o fato de quem mandar a personagem para um centro de treinamento é seu tio.

Nesse local mulheres e homens não aprendem apenas como arrombar porta ou como identificar o que seu adversário precisa, mas sim a seduzir o próximo de forma a obter informações.

Dominika desde o primeiro momento é nos apresentada como uma mulher forte, em minha humilde opinião nunca vi Jennifer Lawrence tão bem em um filme como está nesse. Por ser uma filme dramático, conseguimos sentir toda a intensidade da cena apenas com o olhar da atriz. Porém, nem tudo são flores. O filme teve sim seus erros, o par romântico – Nate – se mostrou um péssimo parceiro, já que não houve química entre os dois, deixando as cenas de romance em dúvida se era pra ser algo forçado ou se era para ter amor.

O tio de Dominika foi um caso interessante, afinal que tipo de pessoa envia sua sobrinha para “a casa das putas” como é mencionado no filme? Diferentemente do ator que interpreta o Nate, esse realmente consegue ter uma química com a personagem fazendo até mesmo saírem faíscas da tela.

O filme como o próprio diretor Francis Lawrence definiu na coletiva de imprensa “É original, não uma cópia, é algo com um ar novo” e que na minha opinião se casa perfeitamente com o que vem sendo discutido na política atual em relação EUA X Rússia.

Figurino
filme operação red sparrow
Imagem: Divulgação

Esse foi realmente um show à parte, num primeiro momento vemos Dominika usando uma roupa simples para sair para trabalhar e no dia que acontece o acidente sua roupa estava simplesmente fabulosa, além da maquiagem.

O figurista nesse caso soube compor uma cena bem, já que para cada momento da vida da personagem havia um tipo de roupa que foi se adequando e deixava a cena combinando com  o humor da personagem. Foram vestidos desde sexy normal, até puritanos e roupas cotidianas tudo isso casando muito bem e tendo um tipo certo de estilo sem parecer algo forçado. Isso me lembra que a fotografia e enquadramento do filme foi muito bem feita e que soube dar ritmo perfeitamente para a história.

Considerações finais
filme operação red sparrow
Imagem: Divulgação

O longa metragem foi claramente muito bem produzido, o som e imagem impecáveis. A escolha da protagonista e família foi acertada, porém não do seu par romântico. Inclusive, por ela ser tão incrível e tão inteligente não precisava disso.

O filme possui sim muitas cenas de sexo e nudez explícita – feminina e masculina – tanto que nos EUA a idade permitida para se assistir ao filme é 17 anos, porém compensa assistir. Outro detalhe é que o filme é longo (140 min) e durante os minutos que antecederam o ápice filme, senti que estava um pouco cansativo, mas meu incômodo durou cerca de 20min no máximo e não prejudicou em nada ao meu ver. 

Adendo importante: Ocorrem cenas de tortura (que não posso falar o porquê pra não dar spoiler) então quem não consegue assistir cenas assim, sugiro pensar sobre ir.

Indico para quem gosta de um filme que é bem fora da caixinha e que consegue misturar três gêneros em um só. Quanto a classificação etária no Brasil está em 16 anos. Operação Red Sparrow estreia no dia 1º de março.

*Filme assistido no dia 21 de fevereiro de 2018

*Entrevista coletiva no dia 22 de fevereiro de 2018

10 janeiro 2018

Atualmente muito vem sendo discutido sobre cosméticos cruelty free, veganos, roupas veganas e até mesmo alimentação que não envolva carne nem nada animal. Nesse meio encontramos O Touro Ferdinando, filme dirigido por Carlos Saldanha (Rio 1 e 2, A Era do Gelo 1, 2 e 3), que estreia dia 11 de janeiro nos cinemas. Caso você se recorde, em 1936 Munro Leaf lançou o livro "Ferdinando, O Touro" que foi relançado pela editora Intrínseca recentemente.

Situado na Espanha, vive-se Ferdinando - o bezerro. A personagem não gosta de brigas, nem para brincar, prefere ficar em seu canto regando sua flor que nasce em meio à terra batida. Na Casa Del Toro, onde vive há também três outros touros - pais dos bezerros (além de seus filhos). Um dia um toureiro aparece por lá em busca de um animal para sua apresentação na arena, o pai de Ferdinando é o escolhido.

É à partir de então que o filme começa à acontecer. Seu pai não volta da tourada e no desespero de estar perdido o pequeno bezerro Ferdinando foge de sua atual casa e acaba parando na residência de um simpático floricultor e sua filha.

Os anos passam e Ferdinando deixa de ser um bezerro e se torna um touro, mas não qualquer touro: Um touro preto enorme que o faz parecer bravo, mas ao contrário do que pensam ele apenas gosta de cheirar flores.

O livro, caso você tenha lido, conta uma história bem diferente ainda mais por serem apenas 10 páginas e uma história pouco desenvolvida por ser um livro infantil, mas algumas coisas são iguais. Vamos continuar então, Ferdinando desobedece seus donos e vai para a cidade depois de grande, por isso acaba sendo mandado de volta para Casa Del Toro e suas mordomias acabam.

Ferdinando é aquele típico amigo que todo mundo tem e que não se mete em briga de jeito nenhum mas pode ser aquele também que tudo dá super errado por culpa exclusivamente dele. O filme tem 108 minutos de duração, confesso que em 20min entre o começo e o meio achei um pouco parado, mas que depois o filme conseguiu me prender.

Se no livro tiramos como lição que não devemos forçar ninguém à ser quem não é, no filme podemos tirar conclusões ainda maiores, principalmente envolvendo a tourada. Recentemente tivemos na Espanha muitos casos de touradas que foram condenados, como a Catalunha ter proibido e muitos locais terem diminuído a "violência" nessa prática - que acho um absurdo inclusive.

Chega um momento do filme em que os personagens dizem "ou vira touro de briga ou churrasco" e confesso que foi um dos momentos mais pesados, não sou vegetariana e por isso me senti realmente mal em perceber que estou comento seres vivos, mas mas deixar essa história pra outro dia.

Os personagens secundários chamam à atenção e não temos dúvida! A cabra que se torna amiga de Ferdinando é uma figura à parte que nos cativa desde o primeiro momento! Os touros, os ouriços e até os cavalos foram além de personagens secundários essenciais para desenvolvimento do filme. No filme temos até mesmo a rivalidade entre cavalos x touros, que podem ser interpretadas de diversas maneiras se levarmos pro lado mais sociológico da história. 

Um adendo importante é que o filme foi assistido em 3D, porém não vi necessidade. No começo parece que vão ter muitos efeitos mas conforme vai passando o filme perde o sentido ser em 3D, então assista normal.

No geral, é um bom filme apesar de algumas falhas no roteiro. É aquele típico filme que te comove e que te faz chorar e vibrar. Além claro, de poder trazer diversos assuntos super importantes para serem discutidos com as crianças.

Levem seus filhos para assistir, assista vocês mas principalmente: reflitam após o filme, como eu fiz.

*Filme assistido na cabine de imprensa no dia 09/01




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