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27 agosto 2017

Quando gostamos de um assunto, estudá-lo se torna cada vez mais fácil e de bom grado.
A moda é basicamente como sempre afirmo por aqui, uma construção social na qual é possível ver claramente como a década está se comportando, se está mais conservadora ou mais liberal e por aí vai.

Para se aprofundar no assunto, ganhei há um bom tempo atrás o livro 100 anos de moda de Cally Blackman das minhas amigas.
O livro começa apresentando brevemente sobre o que ele irá falar antes de começar a mostrar os anos. Começa-se em 1901, isto é, quando começou a repercutir de verdade o tema moda (antes já existia) e como a sociedade como um todo se comportava.
 Cada capítulo mostra em detalhes não só em imagens como também em pequenos textos sobre a época dando um embasamento de como estava o mundo em volta e não apenas o que estava em alta. Esse livro é bom porque você consegue entender a sociedade e perceber que não tem como estar fora de moda se você inserido em uma sociedade.
 Como não é um livro de histórias não consigo fazer uma resenha detalhada, mas consigo falar de motivos técnicos para ler.

  • A capa é linda (risos)
  • O conteúdo é muito bem escrito.
  • As imagens mostram exatamente a época de maneira clara e perfeita.
  • O livro mostra a sociedade e não apenas as peças da moda.
  • Você consegue ver claramente alguns avanços e retrocessos da sociedade de acordo com a peça que a pessoa usava.
  • O livro contém não apenas histórias do passado mas mostra até mesmo os dias atuais.

 A separação do livro é muito claro, os números são grandes e você consegue ver a mudança claramente. Outra coisa é que antes de começar ele sempre te fala o contexto geral da época.
O acabamento, capa e conteúdo desse livro são excelentes. Uma coisa é que é um livro grosso e com muito conteúdo, é legal usar para suporte mas eu fui lendo um pouco por dia e em alguns meses o havia terminado.


E vocês o que acharam?

25 maio 2017

Olá, pessoas! Lembram de mim? Espero que sim. Andei sumida mesmo, coisas de faculdade, sabe como é, né? Mas então, finalmente consegui um tempo para escrever para vocês sobre um livro IN-CRÍ-VEL que eu li nas minhas últimas férias. É a graphic novel autobiográfica Persépolis, da ilustradora iraniana radicada na França Marjane Satrapi.


Eu gosto bastante de biografias e de HQ’s, então Persépolis foi um livro que me chamou atenção desde que tomei conhecimento de sua existência. Depois de muito vê-lo em prateleiras de bibliotecas e livrarias, acabei comprando numa promoção e simplesmente o engoli num final de semana de muitas viagens de metrô.


A graphic novel é uma autobiografia de Marjane e, além de escrita, foi também ilustrada pela autora, o que torna tudo muito mais legal. As lembranças começam na infância de “Marji” e sua história se confunde com a história de seu país de origem, o Irã. Ela era uma criança quando a revolução de 1979 derrubou o Xá, transformando o país de uma monarquia em uma república islâmica teocrática. A ilustradora acompanhou todas as transformações que essa revolução trouxe e sofreu suas consequências. Ela narra com suas ilustrações sombrias e, ao mesmo tempo, fofas, a guerra e a implantação do regime fundamentalista em seu país.


Marjane não passou sua vida toda no Irã. Ela viveu alguns anos na Áustria, e hoje vive na França. Seu livro, originalmente escrito em francês, conta como foi sua vida longe da família, seu primeiro casamento, seus anos na faculdade, até sua viagem definitiva para Paris. Rebelde desde cedo, ela se envolveu em muitos problemas dentro e fora de seu país de origem, e sua identidade foi se modificando ao longo do tempo.



Por que ler?
Persépolis, de Marjane Satrapi, é um livro envolvente, narrado num tom pessoal e bem humorado. A história da autora é instigante, Marji é uma mulher que superou muitas barreiras ao longo da vida e, apesar de tudo, conseguiu chegar a uma posição de destaque. Em tempos de intolerância religiosa, é um livro necessário para refletirmos mais sobre nossa sociedade e tentarmos ter um pouco mais de empatia pelo próximo. As ilustrações são ótimas, a leitura é deliciosa e, de quebra, ganhamos uma bela aula sobre política e história de um dos países herdeiros do império persa.
 O livro: SATRAPI, M. Persépolis (completo). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Quanto? De 40 a 50 reais


28 março 2017

Olá, pessoas! Mês que vem faz um ano que eu escrevo para o Vestindo Ideias (o tempo voa, não? Parece que foi ontem que publiquei meu primeiro texto!). Para comemorar antecipadamente, eu preparei esse especial, com um assunto que eu adoro: Harry Potter. Quem acompanha minha coluna sabe que eu sou muito fã da saga criada por J.K. Rowling, e hoje eu queria compartilhar com vocês uma experiência que tive. Ano passado saiu a tão esperada oitava história, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, e também um novo longa do universo da saga, Animais Fantásticos e Onde Habitam. Inspirada pela leitura do novo livro e pelo filme, decidi reler os sete livros anteriores, um atrás do outro, numa maratona literária. Foi muito interessante pode ter contato com aquele universo que fez parte da minha adolescência, sendo agora uma jovem adulta. Quero dividir algumas impressões.

A Oitava História


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é o roteiro de uma peça de teatro que estreou em Londres no ano passado, que foi traduzido e publicado aqui no Brasil em outubro. Por ser a continuação da história do Menino-Que-Sobreviveu, os fãs ficaram empolgadíssimos e isso criou uma expectativa muito grande para o lançamento do livro. A peça começa exatamente no mesmo ponto em que o último livro termina e conta a história das aventuras dos filhos de Harry, Ron, Hermione e Draco em seus anos em Hogwarts. O livro gerou muita polêmica e dividiu opiniões entre os fãs, uns amaram, outros odiaram. Vou dar minhas opiniões procurando ser o mais justa e sincera possível.

Por ser um roteiro de teatro, a leitura é bem rápida e fluida, o que é um ponto positivo. Alguns personagens são excelentes (Escórpio Malfoy, eu escolhi te amar), outros não cativam tanto, mas isso acontece em quase todas as obras. A composição de alguns personagens que já existiam não ficou muito legal, eu não consegui identificar a personalidade do Ron dos livros com a do personagem da peça, por exemplo, parece outra pessoa. Mas a maior controvérsia está no roteiro. A história tem alguns momentos muito bons e empolgantes, mas eu consegui identificar vários furos, um deles é tão grande que nem meu amor pela saga consegue perdoar. Não sei como J.K. Rowling, que sempre foi cuidadosa em deixar suas histórias bem amarradinhas pôde permitir que seu nome fosse vinculado a um roteiro com uma falha tão enorme. Eu prefiro pensar que a saga acabou com o fim do último livro, publicado em 2007. Apesar de todos os problemas, a leitura valeu a pena, me proporcionou momentos de nostalgia gostosa e uma vontade de reler tudo (o que acabei fazendo). Com certeza lerei de novo a peça, e imagino como deve ser legal a montagem dela no teatro, com os efeitos especiais. Se a peça vier para o Brasil um dia e alguém quiser me levar para assistir, fica a dica. ;)

“After all this time? Always”, ou o que aprendi relendo Harry Potter


Depois de ter compartilhado minhas impressões sobre o oitavo livro da saga, quero falar um pouco sobre minha experiência relendo os sete livros. Levei menos de três meses para ler tudo outra vez e cada página me trouxe uma sensação diferente. Meu primeiro contato com a série foi no cinema, e logo depois comecei a ler os livros. Entre meus 11 e 14 anos li todos os títulos, e reli meus favoritos nos anos que se seguiram. Essa foi, porém, a primeira vez que os li em ordem, também a primeira vez que peguei um livro da minha adolescência depois do fim dessa fase. Confesso que fiquei com medo de achar uma porcaria, agora que sou quase uma profissional de Letras formada minha leitura se tornou mais crítica e eu temi “destruir” a memória de algo que eu tanto amava. Mas devo dizer que nada foi destruído. Pelo contrário, meu vínculo com a saga só aumentou.


Foi Harry Potter que me ajudou a pegar gosto pela leitura, graças a Rowling tenho amor pelos livros desde muito nova. Revisitar essa leitura me fez enxergar o quanto evoluí como leitora, como profissional e também como ser humano. Eu cresci, minha visão de mundo mudou e se ampliou com o tempo, minha bagagem também aumentou, e isso fez toda a diferença na hora da leitura. Antes eu me identificava muito com a Hermione, hoje me sinto mais como a Prof.ª Minerva (mas ainda amo a Mione). Eu me diverti muito mais com as referências agora, entendi coisas que não tinha maturidade para entender da primeira vez, pude identificar as características do texto com mais clareza e enxerguei além do que estava escrito. Revisitar Harry Potter com a cabeça que tenho hoje me fez muito bem, foi como rever velhos amigos com quem não falava há muito tempo. Essa é uma experiência a ser repetida muitas vezes na vida, ela nos ajuda a nos conhecer melhor, ver como somos capazes de mudar e evoluir. E você, já reencontrou um livro da sua infância? Conte como foi nos comentários!

27 novembro 2016

Quando eu fazia técnico em modelagem do vestuário as pessoas me enchiam de livro sobre moda e confesso que eu curtia muito. São livros que marcaram uma fase da minha vida e levo no coração até hoje já que eles questionam a moda além de tudo. Eu confesso que tem mais deles que já li, mas importante mesmo foram apenas esses dois (sendo um uma série de livros).
Na foto acima há os dois da série Linhas e O tempo entre Costuras.
Gente essa série é maravilhosa e até hoje não traduziram o último e o dólar tá muito caro para conseguir importar, então vamos falar dessa série no geral. A série linhas de Sophia Bennet conta a história de três amigas: Nonie - que ama moda, Edie - que quer salvar o mundo e Jenny - que ganhou um papel num filme em Hollywood. Essas três amigas tão diferentes um dia conhecem Crow, uma jovem menina (bem jovem mesmo) refugiada de Uganda e que veste um tutu rosa que chama a atenção. A partir de então a história não fica só no glamour ou no ideal, essas três se unem para transformar a história da jovem Crow e no segundo livro entram até mesmo na questão de trabalho escravo (que aqui em São Paulo tem sido muito discutido!). Sério, quem quiser me dar o terceiro de aniversário eu mando o link, juro que sei ler em inglês.

Esse livro de Maria Dueñas é muito maravilhoso, sério. Ele é bem longo, daqueles que não cabem na bolsa, mas vale a pena cada momento. Conta a história de Sira Queiroga, uma costureira que ama seu trabalho e vive a vida intensamente. Ela se apaixona e sai de Madrid para viver em Marrocos com seu amor, bem durante a guerra Civil Espanhola e é então que sua vida começa. Após sofrer uma traição amorosa ela precisa ganhar a vida e usa a moda ao seu favor, apesar de todos os seus sofrimentos. Não vou contar tudo pra não dar spoiler, mas pesquisando descobri que virou série e filme esse livro, então vale muito a pena, viu? Quando assistir eu conto para vocês!

Mas quem curte saber de uma moda mais nua e crua vai curtir o segundo e quem gosta de algo além, mais improvável porém não menos importante vai gostar da série Linhas. Eu aprendi muito com essas histórias e sempre que possível quero passar meu aprendizado adiante.

Já tinham ouvido falar desses livros?


12 julho 2016



Sim, finalmente decidi falar da minha série favorita! Eu comecei a gostar de ler por conta da Meg Cabot, antes disso eu lia todos os livros da coleção Vagalume por pura insistência do meu irmão.

E sabe aquela autora que entra na sua mente e acaba te transformando em uma feminista indiretamente e você só percebe depois de anos? Pois é Meg (íntima) você conseguiu isso e eu devo essa coisa maravilhosa à você.

Mas chega de enrolar e vamos ver o que eu falei de uma das séries mais comentadas dessa autora e também minha série favorita!

ASSISTA EM HD

  

E então, já eram algo da autora? E a série?

17 maio 2016

          Olá, pessoas. Estou aqui mais uma vez! Hoje vou falar de um livro muito especial para mim. Na verdade, vou falar de uma poeta muito especial para mim. Desde meu primeiro semestre no curso de Letras, me apaixonei pela literatura grega antiga. Conheci Safo na aula que minha atual orientadora ministrava no primeiro semestre. Foi o primeiro texto que vi grafado no alfabeto grego e foi amor à primeira vista. Hoje Safo é o tema da minha Iniciação Científica.

Uma representação de Safo na pintura - Autor Desconhecido

            Vou falar um pouquinho dela agora. Safo nasceu por volta de 630 a. C. na cidade de Mitilene, na ilha de Lesbos, ela compunha poemas nos moldes do gênero lírico. É só isso que sabemos de concreto sobre sua vida (eu não disse que falaria um pouquinho? – piadinha ruim). Tudo mais que se fala sobre Safo são suposições, conclusões tiradas a partir da leitura de seus poemas, e isso nem sempre é legal. Alguns poemas de Safo, por exemplo, têm como tema a paixão por mulheres (chamamos os poemas com essa temática de homoeróticos), esses poemas foram lidos por muito tempo como “relatos poéticos” da vida amorosa de Safo, a palavra lésbica foi criada em referência a isso, inclusive. Mas não é bem assim! Não temos como saber se Safo tinha ou não relações com mulheres, até porque os gregos encaravam isso de uma forma bem diferente da nossa. Além disso, Fernando Pessoa já dizia que “o poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente”. Como podemos saber, sem quase nenhuma informação biográfica, se Safo estava mesmo sentindo o que compôs ou se estava apenas “fingindo”, como boa poeta que era? Eu, como estudiosa e apaixonada, acho a dúvida muito mais bonita que a certeza.
            A obra de Safo chegou aos dias de hoje num estado bastante fragmentário. Vários poemas se perderam e, dos poucos que nos restaram, apenas um está completo. Por isso, trabalhar com a poesia de Safo é um grande desafio. Vou indicar aqui a tradução de uma moça muito bacana (ela até autografou o meu livro!), seu nome é Giuliana Ragusa. Ela é professora na área de Estudos Clássicos na USP (Universidade de São Paulo) e especialista em lírica grega. A tradução de Ragusa é muito cuidadosa e preocupada em manter o sentido do poema original. Ela também se isenta de interpretações externas ao texto. Seu livro com traduções de Safo, Hino a Afrodite e outros poemas, está organizado por temas (cada tema tem uma pequena introdução) e traz uma introdução bem mais esclarecedora do que esse resumão que fiz aqui. Para quem quer ter um contato mais próximo da obra de Safo, esse livro é um ótimo começo.

Hino a Afrodite e outros poemas

Por que ler? É empoderador! Como mulher, conhecer Safo me trouxe uma consciência muito maior de que posso fazer o que eu quiser. E é sempre bom prestigiar o trabalho de outras mulheres que se esforçaram tanto para serem o que são. Traduzir poesia grega como Giuliana Ragusa fez não é para qualquer um. Além disso, é muito interessante perceber que, apesar de terem sido compostas há mais de dois mil e quinhentos anos, esses poemas ainda podem nos tocar. Os tempos são outros, mas os sentimentos são os mesmos, e é isso que torna a arte imortal.

O livro: Safo de Lesbos, Hino a Afrodite e outros poemas. Organização e tradução de Giuliana Ragusa. São Paulo: Hedra, 2011.

Quanto? Na faixa de 22 reais.

06 abril 2016

Se tem algo que aproveitei para fazer nessas férias pré TCC foi ler, agora com o TCC tenho apenas lido livros que falem sobre moda, comunicação e modelagem adaptada, mas enfim... Recebi esse livro da Guta do blog Opinada. Esse foi de cara o livro que mais fiquei com vontade de ler, já que ele conta sobre jornalismo.

Preciso começar dizendo que o Grupo (Sic) é formado por quatro jornalistas: Anderson Fernandes, Débora Kaoru, Khadidja Campos e Rodrigo Dias.Em uma pequena cidade chamada Suares, em São Paulo, há uma crise política. O personagem principal é Churrasco, um homem que após muitos erros vê sua vida desabar com escândalos que podem custar tudo que lhe resta.

A narrativa começa pelo fim, isto é, o dia em que tudo desmoronou  Com uma arma em sua cabeça Churrasco aperta o gatilho e a partir de então a história passa a desenvolver. Com quatro pessoas escrevendo o livro ficou bom e fluído e a história é algo tão comum de acontecer (pelo menos, eu como jornalista, acredito que sim) que nos faz pensar no papel da mídia como quarto poder.

É além de apenas um livro que retrata o conhecido quarto poder, o enredo e a forma como desenvolve, mesmo já sabendo como irá acabar nos deixa com gosto de quero mais. Foi impressionante para mim ver como tudo aconteceu, ainda mais por já ter trabalhado em campanha política.

Ele tem apenas 247 páginas, sendo que o tamanho do livro é pequeno e as letras são grandes, em um dia você consegue ler tudo. Cada capítulo foi pensado de uma forma que toda frase que o abre é referente a algo que irá acontecer. 

Não apenas por ser uma jornalista em formação, mas por vivermos em um país que a mídia controla nossos interesses e nos faz ver apenas uma parte dessa história é que esse livro é interessante. A história de Churrasco, garantem os autores, é totalmente ficcional e mesmo tendo sido inspirada em determinadas coisas não há nada de real.
Sabe aquele livro que te surpreende positivamente? Foi esse! É um livro que vale muito a pena ler e se deliciar com as páginas, mesmo com o clima pesado. Acho que o livro vai de encontro com o que tem acontecido em nosso país nos últimos meses e assim as pessoas podem ter uma ideia do que acontece.

Eu indico essa leitura para todos, é aquele tipo de livro que vale a leitura independente de tudo, ele é pequeno e fluído, se você demora pra ler garanto que em uma semana você termina, se não faz como eu e lê em dois dias.

E vocês gostam de história assim?


01 março 2016

Esse foi mais um livro que ganhei em sorteio e com toda certeza foi um presente. As violetas de março da Sara Jio  é um livro encantador, com uma escrita delicada e que te faz entrar nas mais diversas situações junto aos personagens. Assim como Querida, Sue esse livro também é bem diferente daqueles tipos que vinha resenhando no blog, já que eu fugia de romances, mas confesso que tenho me surpreendido com romances assim.

O livro conta a história de Emily Wilson, uma mulher incrível que por algum motivo não percebe isso. Tudo vai muito bem, até que o marido dela resolve não querer mais viver ao seu lado e sim de outra mulher. "Creio que é isso - disse Joel, inclinando-se para a porta de nosso apartamento. Seus olhos percorriam o local como se ele estivesse tentando memorizar cada detalhe do imóvel de dois andares da virada do século em Nova York, que compramos juntos havia cinco anos e reformamos, em tempos mais felizes"(pág.11)

Em meio a tudo isso ela precisa dar continuidade a uma história que estava escrevendo, já que é escritora. Então ela resolve aceitar o convite de sua tia Bee para passar um tempo em sua casa na praia e é então que a história passa a se desenvolver.



Enquanto ela tenta esquecer o ex marido e se concentrar na história ela reencontra dois homens que já passaram pela sua vida: um colega de escola e um ex namorado proibido. Mas o que realmente faz a história girar (em minha opinião) é um diário que ela encontra em um cômodo na casa de Bee e que esconde mistérios sobre sua vida e de seus familiares.

A cada capítulo minha curiosidade aumentava, além de que eu querer saber quem iria ganhar o coração magoado da jovem Emily eu queria saber exatamente qual era o segredo, já que a cada capítulo ela lê um pouco mais do diário. (Garanto que o final é surpreendente!)

"O diário acenou da gaveta e, obedientemente, puxei-o para fora. Pensei sobre o que Evelyn havia me dito, mas, principalmente, pensei sobre Bee e aquela história misteriosa de muito tempo atrás - que possuía algum tipo de ligação com ela" (Pág.64)


Para mim os personagens coadjuvantes-meio-principais são os que mais ganharam meu coração, eles fazem toda a história ter sentido e ainda permitem que um mistério de anos atrás possam ser desvendados. São personagens tão marcantes e tão únicos que fazem cada linha merecer se lida. Terminei esse livro em dois dias tamanha era minha curiosidade.

A tia Bee, Evelyn entre outros fazem a história ser agradável e fluída. Sarah Jio transformou uma história clichê de uma mulher divorciada em um belo suspense, que algumas vezes é pesado e em outras leves e agradável de ser lido.

Indico o livro a todos que gostam de um romance nada óbvio, que gostam de se aventurarem em lerem sobre suspenses que "apimentam" os livros. As violetas de março merece ser lido.




17 dezembro 2015

Querida Sue
Uma carta dá início a uma história de amor que nem duas guerras podem apagar

Escrever carta é um ato ultrapassado, poucas pessoas ainda escrevem como forma de se comunicar com alguém. Quando recebi esse livro de um sorteio fiquei muito feliz já que a temática envolve cartas e confesso que não me decepcionei. Ahh, e para quem reclama que eu não leio romances: esse é um romance, maravilhoso, não é água com açúcar e te encanta do começo ao fim.
Elspeth vive em uma pequena ilha na Escócia e escreveu livros não muito famosos de poesia, por isso se viu surpresa quando um jovem chamado David lhe envia uma carta dizendo que adorou seu livro e o quanto se viu encantado com suas palavras.
Porém a história não é só isso, na verdade é muito além. São duas histórias e duas paixões marcadas por guerras, as vidas vão se cruzando conforme o enredo vai acontecendo. A filha de Elspeth (que por um motivo peculiar é apelidada de Sue) também escreve cartas, tanto para seu noivo quanto para sua mãe.
" 'Não há nada que não saiba fazer?', o senhor me pergunta. Bem, eu não sei dançar. Nem curtir couro. Nem fazer barris ou atirar com um arpão. E não sou especialmente boa na cozinha."(pág.11)

Como o cabeçalho de cada carta possui o nome do local de onde se escreve e também o nome para quem é não fica confuso, muito pelo contrário dá um ritmo de leitura que é muito bom. A realidade do que é escrito quase me fez acreditar que eram reais, as duas histórias me deixavam curiosa para virar a página. Tá ok, mas do que é a história Carla?
Uma  história de amor entre um homem e uma mulher e também amor em família. Histórias antigas, com coisas que aconteciam antigamente e fatos que hoje aconteceriam pelo Facebook. São cartas de amor entre Elspeth e David, entre a filha dela e seu noivo e entre mãe e filha.
"Se não é "Sra. Dunn", o que é? Como seus amigos te chamam? Ellie? Libby? Elsie? Por aqui sou conhecido como "Mort" (não pergunte), mas minha mãe me chama de "Davey". (pág. 19)

É uma história que fala por si só, com elementos que te fazem delirar entre e se apaixonar intensamente pelos personagens. Li em apenas um dia e meio o livro e confesso que foi um dos melhores de 2015.
Eu indico para todos aqueles que gostam de histórias de amor e que gostam de uma leitura um pouco diferente, já que ela é feita através de cartas. Vale muito a pena ler. 

"Isso é a guerra falando. Eu sei, já vi vi acontecer. Eles partem achando serem incríveis, achando que o futuro é um lado dourado à sua frente, prontos para mergulhar." (pág. 33)

E então gostam de livros contados de forma diferente?

10 agosto 2015

É com muito amor que posto essa resenha! Eu me apaixonei por Lena Dunham assistindo a série Girls e pensei: "Eu tenho que ler o livro dela!" e eu li e amei! Lena Dunham é simplesmente uma mulher incrível, cineasta, feminista e independente. Tem coisa melhor? Não, não tem.

Para aqueles que assistem a série esse livro vai fazer muito sentido, para aqueles que não vai ser bom mesmo assim. O livro é separados em "seções" cada uma para contar um experimento da Lena, uma parte de sua vida a ser explorada. Ele não é um romance, viu? É um biografia engraçada, sobre fatos para você "aprender". Mas Carla, porque esse título? Porque ela não é uma dessas! Ela é diferente, autêntica e tem seus próprios pensamentos. Tem coisa melhor?


O livro possui muitas ilustrações maravilhosas e a Lena fez questão de colocar na orelha do livro sobre a ilustradora, legal né? A escrita é sem palavras, engraçada, irreverente e confesso que me identifiquei em certos momentos. (Para aqueles que curtem no Youtube ela tem um canal chamado Ask Lena, que foi feito para divulgar o livro)."Dividir a cama platonicamente me proporcionava a oportunidade de exibir minhas roupas de dormir como uma dona de casa dos anos 1950 e experimentar um frisson de desejo sem a invasão de minhas entranhas" (pág.30)

Para mim pareceu um pouco de biografia, ver a vida de Lena antes de fama, durante e como ela se sente. Sues detalhes são intensos, algumas vezes até constrangedores, mas aí é que está o diferencial: a narrativa é fluída e sem pudores, ela conversa abertamente sobre suas descobertas na infância e também de como se sente ao estar no palco nua, encenando uma cena de sexo (assistam Girls, sério!)."Mesmo na melhor sala de roteiristas de televisão, as pessoas dizem coisas horríveis. Confissões sobre os nossos verdadeiros sentimentos pelas pessoas a quem gostamos.[...] Crítica ao corpo dos outros. É tudo material para subtramas, motivações, piadas descartáveis. Fico pensando em quantas pessoas queridas assistem à televisão procurando sinais da própria destruição"(pág.85)

A narrativa é maravilhosa e eu fui me apaixonando cada vez mais pela Lena e admirando-a (lembrando que a filha do presidente Obama é estagiária dela, tá bom para vocês?). Ela é humana e retrata os desafios de várias mulheres no cotiano, ela tem um humor pesado e irônico. É um livro muito amor e eu estou aqui digitando como fã, porque é exatamente o que eu sou. Fã de uma mulher que está mudando perspectivas, feminista e que expõe suas próprias opiniões. 

Uma coisa que achei sensacional é que em suas obras sempre têm uma relação: Alguns fatos que acontecem na série podem ser encontrados no livro. Eu percebo que ela escreve com o coração, coisa que falta hoje em dia. Se eu indico? Indico super! Porém, vi gente que não curtiu. Motivos? Não conseguiu pegar a essência dela, então caso você já tenha no mínimo 16 anos está liberada, antes acho que não é uma leitura ok. Para as blogueiras e leitoras feministas: leiam, é incrível! Ah, assistam Girls, é sensacional gente!

"Mas, para mim, ser mulher é um dom muito singular e uma alegria muito sagrada, de uma maneira tão profunda que não consigo articular, Trata-se de um tipo especial de privilégio nascer no corpo que você queria, abraçar a essência do seu gênero, mesmo reconhecendo as dificuldades implícitas. Mesmo enquanto você busca redefini-lo"(pág.155)

23 julho 2015

No começo do ano eu recebi um livro muito amor de Clarice Pessato, mas obviamente que eu me enrolei toda e acabei demorando para conseguir postar. Depois de ler Garota, Interrompida eu fiquei na vibe de ler livros mais com aspecto de biografia. Esse não me surpreendeu tanto, mas eu vou explicar.
Clarice Pessato era uma adolescente comum, namorava e estudava aquilo que achava que queria, mas um acidente mudou tudo. Em uma rodovia o carro em que ela estava sofreu um acidente, Clarice sem cinto e deitada foi a mais atingida se tornando tetraplégica. "Para minha família é inadmissível pensar que eu estava numa condição diferente da imagem que eles tinham de mim. Lembrar de mim era diferente da realidade apresentada no momento" (pág.39)

Recebi o livro com muitas expectativas, ainda mais que foi a própria autora quem me enviou. Acontece que infelizmente o livro não alcançou aquilo que considero um ápice, sabe? A escrita é fluída e bem explicada, eu senti as emoções que ela passou em cada linha, mas não foi nada a que eu me apegasse. O título desse livro eu achei interessante, pois para ela a vida é um capítulo não terminado, o penúltimo capítulo: porque no último tudo voltará a ser como antes.

É interessante ver o ponto de vista de alguém que sofreu um acidente e que tenta se superar. ver as expectativas reais e frustrações, mas quando eu li a sinopse (impossível ter spoiler quando já sabemos o que acontece né?) eu imaginava uma pessoa com mais garra e em grande parte do livro ela me pareceu dependente demais a espera de um milagre (mesmo que ela lute bastante contra), acho que foi porque em muitos momentos parecia que seus parentes estavam mais animados com novas descobertas do que com ela. Acho que isso foi pelo modo de escrever mesmo, talvez a continuidade das ações ficaram um pouco perdidas.

"Devo registrar que simplesmente estávamos liberados para sair do hospital sem nenhuma recomendação ou instrução. Saímos de lá como se eu não precisasse de mais nada e não tivesse mais nada a fazer ou que fazer"(pág. 61) Ver as suas dificuldades, o preconceito e a falta de instrução na época foi realmente complicado, me senti como ela se sentiu na época: incapacitada. Vontade de pegar todos e dizer "ela ainda está viva, respira, pensa e pode ver a sua reação", acho que ler esses livros mexem com nosso psicológico sim.
Até a metade do livro eu li normalmente, mas quando passou eu fiquei muito perdida. Achei interessante ela querer passar a mensagem de Deus e como isso ajudou a vida dela, mas eu não queria ler sobre Deus e sim sobre como ela se sentiu. Uma página inteira apenas com citações bíblicas fica muito cansativo, tanto que eu nem consegui terminar o livro.

O livro é muito bom e eu gostei muito de ler e super indico para quem gosta, mas tem que tomar cuidado: se você não curte nada sobre religião, nem começa a ler. Eu não terminei de ler o livro, mas ele é bem curtinho (205 páginas) e as letras são grandes, mas faltou um pouco mais de fluxo no livro, algo menos cansativo. A história é excelente, mas faltou algo, infelizmente.

E vocês, gostam de livros assim?



16 julho 2015

Esse post contém alguns spoilers sobre os livros de John Green, caso não tenha lido nenhum, não siga adiante!

Imagem: Etsy


Seria realmente Culpa das estrelas o John Green fazer tanto sucesso? Foi seu talento reconhecido mundialmente  que o transformou em um ídolo teen procurado por todos. A verdade é que eu não senti isso, me disseram: “É uma leitura fácil e cativante”. Mas a verdade é que pra mim não foi cativante, apenas foi fácil.

Sem delongas os personagens são criados de acordo com aquilo que já é esperado: um rapaz ou moça que se apaixona tudo corre bem e o inesperado acontece. AI CARLA, NÃO É ASSIM. É assim sim, dois livros que li (se você ainda não leu nada dele, pare por aqui ok?) sendo A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca? não me surpreenderam em nada. Em ACEDE a menina está morrendo e se apaixona por um cara, esse cara faz tudo que ela quer, ela responde seus pais e o inesperado ocorre, ela continua viva e ele morre. No outro o cara quer se encontrar (eu gostei dessa história, mas não me surpreendeu) na vida, se muda pra um internato, é excluído e faz amigos, se apaixona e o inesperado ocorre: a menina morre. O Cidades de Papel eu não li, assisti nos cinemas gostei muito, mas eu já sabia o final. Como? Sempre aquilo que não é previsto ocorre.

Se eu for parar pra pensar não são histórias ruins, afinal: no fim tudo vai acabar bem, mesmo que de uma maneira inesperada. Seu jeito de escrever é fluído, mas fácil demais de se imaginar, deixa a desejar em detalhes que seriam importantes e seus personagens parecem não ligar muito para os pais. 

Os amantes de John Green que me perdoem, mas é assim que eu vejo. Acho todas s histórias sensacionais, caso não fossem SEMPRE a mesma coisa, entende? É muito fácil achar o nicho ideal e trabalhar em cima dele, mas quando me disseram que ACEDE seria incrível, juro que pensei que ela ia dar o pé na bunda dele, ficar com pais e mesmo em estado terminal ajudar as outras crianças ou invés de ser egoísta e não que fosse fechar a porta na cara deles e dizer “sei que querem ficar comigo, mas vocês estão vivos e ele está morrendo” (foi algo assim) e simplesmente ir embora deixando um sentimento angustiante neles e nunca pedindo desculpas.(entendo o lado dela, mas eu nunca responderia meus pais daquele jeito!)

O que eu quero dizer é que eu não sou fã, pois desde o primeiro em que abri um livro dele, eu fiquei com uma placa de “Me surpreenda” e não foi o que aconteceu. John Green, escreva uma história com personagens que vivam por si e que tenha um final tão bom quanto em Cidades de Papel (pelo menos o final foi muito bom!) e que os personagens não sejam revoltados e sim amáveis. Amo histórias infanto-juvenis e seria muito bom ler algo que me agradasse.


Peço desculpas novamente aos fãs, essa é apenas minha opinião: suas histórias são fracas. Desejo ler algo intenso e verdadeiro.

20 abril 2015

Eu ando numa vibe meio diferente em relação aos livros, se antes eu adorava uma romance juvenil hoje ando preferindo algo mais com psicológico como já disse na resenha de O lado mais sombrio de A.G. Howard. E como ando me apaixonando muito por esse tipo de história, não poderia deixar de fazer a resenha de um livro que já li há um tempinho o Garota, Interrompida de Susanna Kaysen.
Uma realidade forte demais. Foi assim que consegui definir a leitura do livro, acontece que a personagem principal é ninguém menos que a própria Susanna, uma espécia de auto biografia, porém bem diferente daquelas que estamos acostumados. Ela sabe te envolver em seu mundo sem ser narcisista e isso já basta para que a leitura seja boa.

A personagem foi internada em uma clínica psiquiátrica por ter uma personalidade limítrofe, após tomar várias aspirinas com a intenção de se matar. O ano da história é 1967, um ano que a realidade para muitos podia parecer assustadora demais e talvez seja essa "causa" da loucura da personagem. "Às vezes o mundo do qual viemos parece vasto e ameaçador, trêmulo e instável como uma imensa gelatina; outras vezes, é uma miniatura fascinante, girando, reluzente em sua órbita." (pág 12)
Jogada nesse sanatório, de longe percebia-se que la era a mais sã de todas. Porém, confesso que eu me apaguei aos personagens e passei a desejar que todas tivessem um final feliz e que pudessem sair daquele local. Susanna estava ali, louca, tomando remédios e sem previsão de alta. Será que essa realmente a solução para uma garota cheia de angústias?

A verdade é que o livro te faz ter reflexões, ao longo dos capítulos foi sendo colocado fichas médicas sobre as melhoras e pioras da autora, como se uma simples conversa de algumas horas por dia fossem resolver os seus problemas, isso sem contar que conforme a leitura vai se desenrolando percebemos que algumas vezes ela mente sobre algo apenas para se divertir no meio caótico que está inserida.

"Em nosso mundo paralelo aconteciam coisas que ainda não tinham ocorrido no mundo de onde havíamos saído. Quando por fim elas aconteciam lá fora, era como se já soubéssemos, pois alguma versão daquilo já se desenrolara diante de nós. Éramos como uma plateia provinciana, uma New Haven em oposição à Nova York do mundo real: um lugando onde a história podia fazer a pré-estreia do seu próximo espetáculo." (pág. 35)
Foi uma leitura leve com capítulos curtos - terminei em um dia e meio. Susanna não se fez de vítima, longe disso mostrou a realidade de jovens de sua época que eram jogados em mundos diferentes e que sofrem por isso. Todos os personagens secundários me conquistaram e eu queria demais saber que fim levou cada um deles. "Um raciocínio perverso. Por trás dessa perversidade, porém, eu sabia que não estava louca e que eles não poderiam me manter trancafiada em um hospício." (pág. 53)

Tanto a diagramação quanto a história foram impecáveis, eu chorei junto e me assustei com todas as descobertas que ela teve jogada em um universo que não era seu e como construiu seu próprio mundo e ainda conseguia "se divertir". Foi uma história forte que todos deveriam conhecer, ainda não assisti o filme, mas logo logo eu assisto e dou um update aqui. Vale a pena ler e se emocionar, uma história curta e cheia de indagações e apresenta um novo olhar sobre o mundo.

E vocês já leram ou assistiram?




26 janeiro 2015

Olá! Eu estava desanimada para postar aqui não sei exatamente o motivo, um pouco de falta de tempo (estou tentando aproveitar as férias para sair) e também alguns motivos mais pessoais, mas enfim decidi não abandonar aqui. Hoje trago um assunto que eu adoro: livros em mais uma resenha, dessa vez de o O lado mais sombrio de A.G.Howard. 


Alyssa Gardner é uma jovem quase comum, é apaixonada por seu amigo que tem uma namorada que a odeia, gosta de andar de skate e é apaixonada por artes. Porém um detalhe deixa tudo um pouco mais complicado: sua mãe se encontra em um sanatório após um incidente a envolvendo. A partir de então em sua semana foi incluído visitar sua mãe em um sanatório e sobreviver aquilo, olhando sua mãe viver em um universo paralelo. "Aprendi logo por que se chama de força. Porque força nesse contexto significa apertar. Porque força tanto que o sangue fica represado nos cotovelos, deixando as mãos dormentes" (pág.11)
Detalhes que estão em todas as páginas.
Além do fato de sua mãe viver em um sanatório, Alyssa conversa com insetos. Esse seu dom (no caso maldição) existe pois ela é tataraneta de Alice (do país das maravilhas) e com isso sua mãe ficou louca. Ela se desdobra em agradar seu pai e tentar não enlouquecer junto a sua mãe, ela usa a arte a seu favor: em suas obras são usados insetos, pois é a única maneira que encontra de calá-los. "Coleciono insetos desde os dez anos de idade; foi o único jeito que encontrei de silenciar seus sussurros" (pág.7) Ela e seu melhor amigo Jeb cresceram juntos e tem a arte como ponto em comum, o que faz com que eles sejam ainda mais próximos.

Alguns acontecimentos estranhos passam a fazer parte do dia a dia de Alyssa, seus pesadelos tornam-se maiores e após uma crise angustiante de sua mãe decidem que vão fazer com ela o mesmo que fizeram com Alice, um tratamento de eletrochoque, porém após isso sua tataravó morreu e ela entra em desespero para ajudar sua mãe.

Em busca de respostas ela vai em buscar de algo maior: achar a entrada do País das Maravilhas e com a ajuda de Morfeu, uma mariposa misteriosa e com um jeito pouco confiável, ela consegue e tem como objetivo concertar os erros e salvar sua mãe. Mas e nesse meio, o que acontece com Jeb? Bom, ele vai junto. E à partir de então começa as partes mais emocionantes da história.

Eu sou uma apaixonada por histórias em que se têm um romance não meloso e foi exatamente isso que encontrei na história. Alyssa apesar de me lembrar o jeito de Alice (quem leu a história deve me entender) se torna um tanto inocente e não consegue ver nada a sua frente, é como se ela deixasse o seu lado mais sombrio tomar conta e nem se importasse muito com isso, ela é dominada de forma negativa enquanto está no País das Maravilhas (principalmente na presença de Morfeu- a misteriosa e perigosa mariposa). Mas acho que o que salva muito a história é o amor dela pela mãe, que por acaso passou a vida toda estudando esse lugar e pegando informações para proteger sua filha.

Preciso dizer que o livro pra mim pareceu que puxou um lado mais psicológico super interessante, diferente do que acontece quando se costuma reescrever histórias ou continuações imagináveis. Todo capítulo isso é explorado de forma única e tão intensa que tinha algumas horas que eu sentia os olhos de Morfeu em cima de mim, achei o jeito de escrever cada personagem ótimo.

Cada nome de capítulo remete a um capítulo da história original da Alice, o que faz com que você vá interligando uma história na outra. Eu achei legal, pois em algumas parte eu parava ia na história e via o que tinha lá para relembrar, não sei se for a intenção, mas achei muito legal. Outra coisa foi os detalhes em cada página, um verdadeiro amor e não fica nada cansativo.

É um livro que mistura romance, aventura, drama e suspense de forma única. Eu me apaixonei pelo jeito como a A.G. Howard escreve e já comprei a continuação e não vejo a hora de iniciar a leitura.

obs: a mariposa fui eu quem desenhei, por isso ficou meio feia haha

E vocês gostam de livros assim? Me contem!

Beijos,

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