Vestindo Ideias: papo sério Vestindo Ideias: papo sério
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15 abril 2018


O serviço de entrega dos Correios apresenta diversas falhas

O Correios é um serviço de entrega muito comum aqui no Brasil, tirando algumas transportadoras existentes eles possuem praticamente o monopólio. Acontece que devido à corrupção e falta de planejamento a empresa está a falir. E com isso, nossos pedidos de entregas tem se tornado uma tortura. Quem me acompanha nas redes sociais (Instagram e Twitter) deve ter visto que eu passei ao menos 5 dias reclamando desses serviços.

E como não é todo mundo daqui que me acompanha lá vamos resumir um pouco essa tour: Ano passado o blog fechou parceria com a Gamiss, uma loja internacional, e com isso vieram as encomendas. O pedido foi feito no final de novembro e enviado logo em seguida, apenas em janeiro foi constatado que o pacote chegou ao Brasil. Desde então, ele havia parado em Curitiba e ficado. Após um tempo até que rápido ele foi liberado sem imposto para chegar aqui em casa em 40 dias úteis. Contei os dias certinhos e daria que semana passada a encomenda deveria chegar em casa. Para diminuir a ansiedade dei uma parada de olhar, afinal: Se estressar para que? Pois bem, na segunda feira fui olhar e diziam que havia sido feitas duas tentativas de entrega.
 
dificuldade em obter encomenda pelo Correios
Print retirado do site do Correios sobre minha encomenda
Estranhei, liguei no Correios e informei que eu estava em casa e que nenhum carro havia passado aqui. Não adiantou e foram colocadas no sistema mais duas tentativas de entregas inexistentes. Feito isso aconteceu algo à mais: Ao invés do pacote ir para a central voltou para a central de distribuição e no site dizia que o pacote iria ser devolvido (no caso pra China, o que iria me causar muita dor de cabeça). Fui no CDD (central de distribuição) e em menos de meia hora consegui retirar minha encomenda.

Obs: Eu tentei abri uma reclamação por telefone, porém o sistema de reclamação estava fora do ar e foi pedido que eu retornasse em uma hora ou fizesse pelo computador. Tentei pelo computador e estava fora do ar, no final da tarde consegui fazer a reclamação até então sem reposta.

Nesse meio tempo até pesquisei se poderia processar o Correios, tendo em vista que era um calúnia falar que não havia ninguém em casa quando havia, mas pelas minhas pesquisas a resposta foi: Isso só é possível quando há um mal maior – Os exemplos dados foram: Comprou a aliança de casamento e não chegou na data ou o pedido por um remédio com urgência que foi entregue muito tarde.

Com uma pesquisa rápida com a palavra Correios e indo nas últimas no Twitter, descobri que muitas pessoas estavam passando pelo mesmo que eu. Cheguei até mesmo a ver uma garota que comprou algo da Coreia, pagou 50 reais de frete e o Correios alegando que não havia ninguém para receber devolveu a encomenda.
 
Reclamações sobre o Correios aumentam
Imagem retirada da pesquisa sobre a palavra Correios no Twitter em 15/04
Durante meus dias de reclamação encontrei muita gente passando pelo mesmo, dizendo para mim que estava com esse problema ou que esse serviço em si havia sumido com sua encomenda. E um detalhe importante para se falar aqui é que não foi apenas com encomendas internacionais (como foi meu caso) mas com nacionais também onde haviam pagado taxa extra para adquirir o produto em menos tempo.

Na televisão aqui, principalmente no SPTV 1, há sempre milhares de reclamações sobre o serviço e inclusive esses dias fizeram umareportagem onde mostrava que as encomendas não estavam indo para a agência central e sim para um lugar que normalmente era muito longe da casa da pessoa. Eu tive sorte da CDD ser perto da minha, mas sei que a maioria das pessoas não está tendo essa sorte.

É óbvio que isso poderia ser apenas uma reclamação de alguém classe média, mas até cartas normais estão demorando para serem entregues. Quem trabalha no Correios alega que é por corte de empregos muitos ficaram sobrecarregados mas o porta voz diz que não é bem assim. Óbvio que o trabalhador em si não tem culpa (ou no meu caso tem, já que não passaram aqui e nos horários e datas anotados eu estava em casa sim) e sim todos os que lucram nas costas de quem tem que carregar cartas o dia todo, principalmente porque o carteiro da minha região algumas vezes tem passado aqui às 19h de tanto o volume de entrega dele. Então como a empresa diz que os trabalhadores não estão sobrecarregados?

A verdade é que a empresa tem o monopólio aqui no Brasil e são poucas as empresas que enviam por transportadora ou tem a sua própria. Eu fiquei muito nervosa por conta de roupas e maquiagem (veja o post de recebidosaqui) mas fiquei pensando em quem compra itens realmente importantes.

Além de tudo, ainda estou esperando ao menos 6 encomendas de marcas aqui em casa e torcendo para que alguma delas me envie o código de rastreio para que eu possa buscar no CDD. Os serviços estão cada vez piores e espero  que minhas encomendas voltem à serem entregues e os trabalhadores dela não sejam mais sobrecarregados.

Se você tem alguma experiência ruim como a minha com os serviços dessa transportadora me comenta aqui embaixo seu relato.

14 fevereiro 2018

Apesar de falarem que cabelo liso não dá trabalho, isso é um mito. O cabelo liso possui algumas características que demonstram o quanto precisam de cuidado e que muitas vezes acabamos por nem perceber. Recentemente, surgiu na internet um post onde uma garota reclamava de ter andado em três locais antes de encontrar algo para seu cabelo liso - isso é uma realidade. Só que o me real impressionou foram comentários como "mas cabelo liso não precisa de nada especial" ué, quem disse? 

Recentemente a Salon Line lançou uma linha de lisos, usei e preciso dizer: meu cabelo sentiu muita diferença. A verdade é que sim, nós precisamos. O post em si era sobre creme de pentear isso me deixou encucada, por motivos de:


  • O cabelo liso costuma embolar com facilidade
  • Quando se é fino, a quantidade de nó pós o banho é inacreditável


E falando em quebra, também é por esse motivo que devemos passar o creme de pentear no cabelo, passando-o evita de sofrermos na hora de passar o pente e também que deslize com mais facilidade.
usando creme de pentear em cabelos lisos

Outro mito é que muitas pessoas que dizem que o cabelo é oleoso e por isso não deve-se passar creme de pentear. A verdade é que creme de pentear deve ser passado nas pontas do cabelo e não na raiz e com isso o cabelo não adquire oleosidade. Uma dica extra que dou nesses casos é passar apenas uma quantidade de um grão de café por parte do seu cabelo, quando dividido em três.

Eu sempre procuro nas marcas algo escrito para "cabelos lisos" porque sei que aquilo ali vai agir corretamente no meu fio. O cabelo como qualquer outro precisa de cuidados: hidratação - mesmo quando não tem química, reposição de massa, creme de pentear e por aí vai então não dá para simplesmente sair afirmando que esse tipo de cabelo não tem com o que se preocupar. Obviamente, passamos anos tendo apenas produtos para cabelo com progressiva e quem tem curvaturas no cabelo sofreu e está na hora de sofrermos também. Porém, porque a indústria não consegue simplesmente criar dois tipos de lançamento ao invés de focar em apenas um? Não há nada errado em ter mais produtos de cacheadas - afinal, tem muitas particularidades - mas é errado sim não pensar em todos os públicos.

A verdade é que sim, podemos usar os produtos de cabelos ondulados, cacheados e crespos mas porque não podemos ter também algo para nosso cabelo? Isso sem contar que esses cremes costumam ter uma hidratação maior e consequentemente no meu caso de cabelo liso, fino e oleoso não dá certo na maioria das vezes.

O que a indústria de cosméticos precisa pensar é que no Brasil existem os mais diversos tipos de cabelos e todos querem cuidá-los. Então não vamos focar em apenas um público, mas em todos e permitir que todo mundo escolha o cabelo que deseja.


obs¹: Meu cabelo é liso desde sempre, de química ele possui apenas tintura.
obs²: Estou falando de cuidados para cabelo liso e que todos os tipos de curvatura capilares merecem ter seus produtos.

05 outubro 2017

Você se veste para você ou para os outros?

O ato de se vestir é algo incorporado ao nosso cotidiano que faz parte da nossa rotina e que pra mim foi bem evidente com o meu trabalho de conclusão do curso. Sabia que só o fato de você se vestir mostra que você é independente?

Arrumar-se pra sair é algo mais comum do que você pensa - não estou falando sobre gostar ou não de moda - e é tão usual que nem ao menos pensamos antes de fazer isso. Mas tem uma questão importante que queria discutir com vocês:

Você se veste para você ou para os outros?
Foto:Pinterest

Sim, isso mesmo. Quando você veste uma roupa você pensa "Estou linda" ou pensa "Nossa fulana vai me achar linda"? Se a sua resposta for a segunda vamos conversar. O nosso cérebro, segundo algumas pesquisas, leva apenas meio segundo para formar a opinião sobre alguém, então sua roupa faz sim diferença em relação à isso.

A roupa que você veste influencia nesse quesito, por isso tantos sites e revistas sempre enfatizam nas manchetes de "como descobrir seu estilo", "como ser confortável usando social" porque principalmente nos negócios isso é muito importante.

Quando você deixa de pensar em você e pensa apenas nos outros para se vestir automaticamente está também mudando a primeira impressão que alguém pode ter de você. Algumas vezes temos sim que pensar nos outros dependendo do seu trabalho, mas não podemos deixar que isso se torne alguém para você.

Como parar de comparar seu estilo

Isso é um dos maiores motivos que leva alguém a ficar pensando no outro: você compara seu estilo com alguém. Cada pessoa é única e disso todo mundo está cansado de saber, sendo assim não dá para se comparar.

Uma das formas de parar com tal atitude é vendo o que você gosta no que a outra veste e adicionando isso ao seu estilo de forma que não imite a sua inspiração. Quando você faz isso você descobre se é uma forma de você se auto menosprezar ou apenas se era desejo em se vestir daquele jeito.

Pode parecer difícil, mas é muito importante que cada um se vista apenas do jeito que se sente bem.

24 agosto 2017

Se você deixa de usar uma roupa por pensar que é pra quem é magra ou pra quem tem mais “corpo” que você há uma grande chance de você ter um sabotador fashion. Ele pode vir de uma cultura geral ou você pode ter um auto sabotador.

Sabotadores em linguagem de couching são pensamentos e atitudes que te imobilizam não te deixa fazer algo ou ir para frente. Eles podem ser mais gerais como “ninguém conseguiu não vou nem tentar” ou ser algo mais para “nunca vou conseguir fazer”.  Segundo o especialista em couching Shizard Chamine eles impedem a realização plena do potencial de cada um.

A moda é social, logo como é ligada a sociedade como um todo e sendo assim possui sabotadores, principalmente os auto sabotadores.

Pra você identificá-los é muito fácil, é só você sair para fazer compras. Metades dos manequins ainda são de tamanhos nada proporcionais ao corpo das brasileiras, o que dificulta a ideia de que você pode usar tudo. Quando você não possui um referencial estético tudo fica mais complicado, principalmente porque segundo alguns estudos você demora 5 segundos (alguns dizem até menos) para julgar alguém, mesmo que inconscientemente, pelas suas roupas.

Há também os vários sites da internet que te dizem como você deveria se vestir, isto é, colocam regras do que se deve ou não usar. Alguns exemplos são: Se é baixinha nem pense em usar calça flare, se é alta nada de salto, se é gorda nada de cropped ou shorts curto e por aí vai. Quando você lê muito sobre como você deveria se vestir acaba passando adiante algumas informações.

Como exemplo vou falar de algo pessoal, quando posto um look aqui pelo blog recebo comentários de “queria ser magra como você para poder usar” ou “tá muito curta, não acho legal” como se pra tudo tivesse uma regra, um empecilho. As fotos enganam, eu e meu manequim 40 (depende da loja chego até a usar 44 e sem problemas) não ligamos muito para regras e fico feliz em parecer magra nas fotos, mas não gosto da sensação de que estou falando com uma minoria perfeita, já que meus looks servem para inspirar e não lembrar as pessoas de padrões impostos pela sociedade no geral.

O problema em questão não é existir sites com dicas, isso na verdade é muito útil, o errado é principalmente os blogs no geral  te imporem como você deve usar. Uma dica ou outra é legal, mas às vezes por ser baixinha quero usar estampa listrada na diagonal e não há nada errado com isso.

Sempre ouvi que regras foram feitas para serem quebradas e acredito que seja verdade. Não é certo sair falando “tem que ter corpo para usar” ou que a pessoa isso ou aquilo. Se você não acredita é só procurar por exemplo de pessoas que fogem das regras e são consideradas fashionistas por isso.


Não deixe as regras da moda falarem por você e também lute contra os sabotadores fashions. Enfrente as pessoas que comentam regras de como se vestir nas postagens e vídeos. E principalmente não deixe ninguém falar por  você.

16 maio 2017

Foto: Pinterest


Vou logo respondendo a pergunta acima e dizendo que não, ninguém é obrigado a nada. Pra quem não sabe do que estou falando, armário cápsula é quando a pessoa tem o menor número possível de roupas, elas variam em torno de 15, 30 e 45. Essas roupas precisam ser versáteis e se adaptar a qualquer situação.

Até aí tudo bem porque confesso que eu não tenho lá uma quantidade de roupas muito grande. A grande pegada do armário cápsula é dar um break no consumismo exagerado e fazer você usar apenas que tem, o que vendo pelo ponto de vista da sustentabilidade é bem ok.

Mas Carla se você sabe que é bom porque é contra? Aí é que está, eu não sou contra apenas não concordo em como isso em alguns momentos consegue ser imposto na pessoa ao invés de se fazer por gosto.

Eu apoio a moda sustentável e acredito que todos devem seguir uma vida assim, mas não acho que exista um guia de como agir e sim ações que te levam a alcançar um objetivo. A ideia do armário cápsula nunca fui limitar as pessoas e sim expandir os horizontes quando conseguimos enxergar o bem que fazemos ao não consumir roupas exageradamente. 

Ter um armário cápsula é pra quem tem vontade em mudar, vontade de se preocupar menos com o que vai vestir (sem perder o estilo, lógico) mas não pra ser um fator determinante se você é alguém que se importa com sustentabilidade ou não. Porque você já parou pra pensar naquela pessoa que tem que se vestir de social pra trabalhar? Como é que ela vai conseguir ter 15 peças? Teria que ter no mínimo 45 pra poder ter roupas a serem usadas apenas aos finais de semana. Vale sempre lembrar que armário cápsula não é ter 10 roupas apenas e sim 10 para cada estação para assim você guardar aquilo que não precisa para aquela época.

E vocês, o que acham de armário cápsula?

09 fevereiro 2017

Hoje estou aqui para falar sobre um assunto que a muito hesito em falar. Não por não ter confiança no que estou prestes a dizer, mas por ser um assunto muito sério para mim e por achar que não caberia no blog junto de outros posts tão legais e divertidos.

Mas vamos ao que interessa, maternidade. As pessoas costumam ficar muito surpresas quando descobrem que não vou ter filhos. Porém se você ficar surpreso, entendo, mas as reações, os comentários.. "Você é muito nova para decidir" "Você vai mudar de ideia" "Você vai acabar tendo" "Como assim não vai? Você não quer, mas não se sabe" "Quem vai cuidar de você quando estiver velha?" Esse tipo de comentário me incomoda muito.

Ninguém gosta quando duvidam da nossa capacidade de tomar decisões. Com que idade seria aceitável tomar essa decisão? Até quando vão me dizer que vou mudar de ideia? Na minha cabeça é tão natural quanto decidir TER filhos, casar ou não, trabalhar fora ou não, qualquer decisão sobre meu futuro e estilo de vida.

Estamos falando de criar outro ser humano e tem gente que torce para que eu tenha uma gravidez indesejada. Não estou aqui só torcendo e contando com a sorte. Se decidi assim, eu me cuido e tomo as providências necessárias para que não aconteça.Não estou aqui para falar sobre uma obrigatoriedade legal, literal, mas a pressão que a sociedade em geral exerce, pois nós mulheres "nascemos para ser mães". Eu nasci para ser o que eu quiser, fazer mil coisas maravilhosas, entre elas, ser mãe, ou não. Não me resumo a reprodução e criação. E o fato de sentir todas essas coisas entaladas na garganta me faz acreditar que é um assunto que vale a pena ser falado. Inclusive adoro quando a atriz Jennifer Aniston fala sobre o assunto. Pesquise o nome dela no Google, e entenderão o que quero dizer.

Detalhe que não abordarei aqui é a questão do aborto. Basta dizer que para mim é uma questão de saúde. E preciso dizer, sobre as pessoas que dizem "mas tantas mulheres querendo ter filhos sem poder, e você aí não quer". Lembrem-se, não é porque alguém não pode ter filhos que eu sou obrigada a ter, ou sou ingrata. Todos nós carregamos nossos fardos e fazemos o nosso melhor para lidar com os problemas. Sei que muitas mulheres anseiam pela experiência da gravidez, mas muitas crianças anseiam pela experiência de ter uma família. Devemos aceitar que uma mulher que decide não se casar, não ter filhos, não é uma mulher fracassada, infeliz ou menos mulher. Somos todas fortes, mais que suficientes, donas de si. 


Lembrando que esse texto reflete apenas a minha opinião e não a das outras colaboradoras. Elas podem concordar ou descordar de mim em certas coisas. Não estou aqui para desrespeitar ninguém. Pelo contrário, é um desabafo de alguém que também gostaria de ser plenamente respeitada em suas decisões.  

12 dezembro 2016

Quem me acompanha nas redes sociais (os links estão na lateral e meu twitter é @vestindo_ideias) sabe que eu sou a louca dos reality shows culinários e de moda. Não sei de onde isso surgiu, mas sério eu assisto tudo e mesmo tendo que levantar cedo fico até quase 1h vendo isso.

Quem não assiste vou dar um panorama geral: Normalmente o Master Chef é realizado com pessoas leigas na cozinha, que vão lá por serem consideradas mestres na cozinha, porém não tem diploma. Esse é/foi (amanhã 13/12 é a final) o primeiro Master Chef profissionais que teve e é exibido na Band.

Esse programa foi mais uma briga de egos do que necessariamente um programa culinário e vimos além de tudo muito machismo, sim vamos usar a palavra certa, nas cozinhas profissionais. Teve o caso do João (que foi eliminado, agradecemos) que foi o participante mais odiado. Porém, depois todos os homens restantes (Ivo, Dário e Marcelo) garantiam que Dayse estava lá pelo acaso e não por talento, inclusive o crush da galera Dário saiu eliminado por ela falando isso - baixa a bola rapaz.

Tem inclusive vários vídeos no YouTube e Facebook mostrando o machismo que Dayse sofreu ao longo do programa. A verdade é que nessa competição o machismo na cozinha ficou ainda mais evidente e acredito eu, pelo menos deveria, que esses machistas do programa deveriam sofrer punições não no programa (já que não aconteceu né), mas também na vida e as pessoas boicotarem o restaurante deles ou darem alguma lição moral que os fizesse repensar na vida de macho opressor que eles tem.

Depois desse panorama geral, vamos aos motivos para que essa deusa abaixo deva ganhar o programa:
Foto: Alto Astral

1) Por ser mulher ela foi menosprezada na cozinha: Ok que não foi só ela, teve casos com outra participante também, mas ela foi ainda mais repercutido. O Marcelo no último episódio já ficou falando que ia ser vencedor na frente dela, para deixá-la intimidada (o que não aconteceu né kirido) e vamos combinar: se isso acontecer vai ser um belo tapa na cara dos machistas.

2) Ela teve uma evolução pessoal durante o programa: A Camila (também autora aqui do blog) disse que sou muito chata, mas a Dayse não tinha postura nenhuma e com o passar de cada tempo ela foi adquirindo. No começo tinha um andar mais trancudo, não parecia muito profissional mas depois mostrou para quê estava ali e continuou confiante, mas com uma postura e um modo de falar melhor (outra evolução: ela ficava muito perdida explicando os pratos e melhorou demais)

3) Ela leva tudo no bom humor: Sério quem ao ouvir um "Ganhou meu respeito" iria dizer "Como se eu precisasse disso", porque né amores: Ninguém tem que ganhar respeito de ninguém, todos devem ser respeitados. Ela sempre faz piada e os comentários que ela faz ao longo do programa são maravilhosos.

4) Ela diz que não sabe nada e então mostra que sabe: Sério, ela é uma cozinheira incrível. Quando você vê a cara de perdida dela, ela cometendo erros você fica "Ai meu Deus, pensa direito!!" e pá, ela vai e faz tudo valer à pena. Ela conseguiu unir dois ingredientes nada parecidos (e mais difíceis!) na mesma coisa, ousar e ficar incrível.

5) Ela precisa colocar o Marcelo em seu devido lugar: Sério, não vou negar que o cara é bom, ok? Não to falando de mérito e sim de atitude. Mas como nos últimos episódios ele se mostrou uma péssima pessoa, não merece ganhar. Para ser Master Chef tem que ter atitudes de profissional e arrogância com mulheres na cozinha não é nada disso, então vai lá e mostra pra que veio!


E vocês, concordam comigo?

10 agosto 2016



Eu pensei muito sobre escrever esse texto, mas a verdade é que não resisti. Passei muito tempo da minha vida tentando me adequar ao que os outros queriam, tentando me adaptar ao invés de permitir que as pessoas me aceitassem como eu sou.

Entrei na faculdade e fiquei envergonhada de admitir meu gosto por moda afinal "jornalismo de moda não é jornalismo" ou por diversos comentários que só viam o lado ruim da moda. Também passei por momentos difíceis: Dois estágios que apesar das experiências me trouxeram mais e mais problemas de saúde.

Mas o que isso tem a ver com amor próprio? Eu deixei de me amar nesse meio tempo. Tentei gostar de coisas que todos gostavam apenas por não conseguir me encaixar, meus pais chegaram até a perguntar se eu não queria parar a faculdade.

Ano passado começaram os problemas de saúde: Gastrite, pedra no rim, microcistos no ovário, ferida no útero... Tudo isso com fundo emocional. Mas Carla, você tem auto estima né? Sim eu tenho, mas não significa que eu estivesse amando meu corpo. Por conta de todos esses problemas de saúde as piadas de "você tem de tudo", "a Carla procura doença até onde não tem", foram me causando problemas emocionais que me levaram a ter crises de ansiedade (e as piadas sobre eu ter de tudo continuaram).

A verdade é que eu deixei esses comentários me abalarem, eu me descuidei. Voltei a comer de tudo, de não ter horário para refeições e evitar voltar ao médico. E agora eu voltei. E justo agora eu tenho mais problemas de saúde do que tinha antes (mais pra frente eu conto direito sobre isso!!) e estou sendo obrigada a ver essas piadas de novo.

E eu me pergunto se quem faz piada com pessoas doentes que tem tudo de emocional abalado e zoado, tem amor ao próximo? Porque agora eu vejo que não estou procurando doença. Que saber que remédio usar não é ser a maníaca dos medicamentos e sim que passei por coisas e posso ajudar.

Sei que ficou confuso, mas quero por aqui pedir se você faz essas piadas com seus amigos só parem ok? Foi culpa dessas piadas que me levaram a deixar de me amar e parar de cuidar da minha saúde em prol de parar de ser zoada (sim, com 21 anos). Amar você mesmo não tem a ver com aparência, nem com aceitação do corpo... Tem a ver com amar você por inteiro, mesmo com defeitos e doenças. Quando você para de se amar... Bom, vocês viram o que acontece.

Espero não ter deixado ninguém entediado e que vocês tenham me entendido.

02 março 2016

Sempre deixei claro que moda e política são coisas que andam juntas e somente uma estando com a outra se pode ser possível entender melhor a humanidade, como vocês podem ver aqui. Mas acredito que além de política devemos falar de cultura, lembrando claro que cultura também pode ser política, mas não vou mais confundir ninguém e vou direto ao ponto.
Foto: Pinterest

Esses dias eu tenho visto posts maravilhosos nos blogs sobre o Oscar ou sobre as semanas de moda europeias, mas a verdade é que eu só tenho visto sobre os vestidos. Mas Carla, como assim? Longe de mim criticar essas postagens, já que eu as considero de extrema importância para ficarmos por dentro do mundo das celebridades. Porém, entretanto, todavia precisamos nos ater a mais que apenas tecidos, texturas e afins.
Quando falamos de um Oscar eu acho tranquilo falarmos dos vestidos, mas porque não discutirmos ao respeito também de porque aquele mulher estava ali? E agora, provavelmente as pessoas irão dizer “Poxa, lá vem a feminista!”, mas é verdade. Ano passado houve uma campanha gigantesca dizendo para perguntar as mulheres sobre sua carreira e não somente sobre seu vestido e parece que ninguém entendeu muito bem o recado, salvo algumas exceções. Claro que um post pode ser separado de outro, você pode falar sobre apenas os vestidos que está tudo certo, mas eu quero adentrar um pouco mais o assunto.
Vocês já pararam para pensar o quanto a moda é influenciada pelo cinema? Falo de verdade, basta uma lida rápida na Elle ou Vogue para ver a quantidade de referências cinematográficas existentes. A verdade é que ninguém deve apenas assistir ao Oscar pelos vestidos e parar de ver quando acabar o tapete vermelho, para você saber o que irá ter em uma próxima estação é preciso reparar nos detalhes que circulam os filmes: como estão os penteados, as modelagens, a forma de agir... A verdade é que cinema é cultura, moda é cultura, então obviamente as duas coisas estarão ligadas entre si.
Mas porque eu disse no começo sobre as semanas de moda europeias? Porque salvo uns dois posts que vi muito bem explicado, mostrando as referências o restante é apenas “meus preferidos da semana> insira aqui as imagens> e aí, gostaram?" Não acho ruim fazerem isso, mas porque não nos aprofundamos um pouco mais na discussão e conseguimos ampliar nosso horizonte de moda e também nos cercar mais do assunto.
Saber sobre as influências de um estilista não é besteira, também não é besteira reparar nos figurinos do Oscar e no discurso da figurinista de MadMax ao receber críticas sobre sua roupa ao receber seus incríveis prêmios. Pra mim esse último exemplo é o que mais evidencia que as pessoas simplesmente julgam e julgam sem olhar um contexto, sem olhar para si próprios. É lindo ver as pessoas reclamando que ninguém as leva a sério por conta de gostarem de moda, quando seu senso crítico é apenas olhando a roupa e não a cultura que os cerca. Parafraseando uma amiga que pegou essa frase de algum lugar “Você percebe se a época é conservadora ou liberal apenas olhando para a roupa de alguém, ninguém mesmo se quiser se veste de uma forma fora da época em que vive” e é verdade, afinal: hoje somos um mix de estilos, uma mistura de décadas e mesmo que se negue está na nossa cultura viver assim.
Então vamos apenas falar um pouco mais de moda com cultura? Vamos sim, obrigada!



*Esse post não é indireta pra ninguém* *Não pensei em ninguém escrevendo esse post* *minha opinião e tão somente minha*

09 setembro 2015

De uns tempos para cá ando ficando muito irritada com algumas coisas que vejo na blogosfera e normalmente percebo que irritam qualquer um. Não estou falando de música no post, post com centenas de fotos para explicar tendência, mas que não tem explicação... Enfim, to falando de comportamento e pensando nisso resolvi trazer ao blog isso. Afinal: educação e respeito na internet também conta.


Desespero por divulgação e atenção: Sou muito chata com isso, se tem algo que tenho visto em grupos é que as pessoas postam algo e ficam dando up loucamente. Sempre existe alguém de bom coração que te responde por dó, mas é chato! Pode até não ser divulgação, mas toda pergunta pode sim ser respondida se as pessoas quiserem, nada de obrigação. Eu sou da regra: posts com mais de três dias up, se você postou a dez minutos, que tal esperar?

Ódio gratuito: Isso é algo que está me deixando louca, as pessoas não podem mais ter opinião. Se você diz "olha, acho que não ficou legal", pronto a pessoa vai lá e te xinga, bota num grupo de blogueiras e fala "onde já se viu fulana não gostar disso" ou pior a pessoa não gosta de marca e fala sobre moda e comenta em algum grupo e nossa, o mundo acaba. O exemplo claro para mim desses dias foi um vídeo que a Kéfera fez dizendo que estava cansada de tanta briga com ela e por ela e todo mundo a chamou de estrelinha e ficou ofendido. Se você ficou ofendido é porque fez, então que tal parar?

Valorização demais de marcas: Gente, ok você quer ter um Iphone vai lá e compra, mas se alguém não gosta, não tente obrigá-lo ok? Vi em um grupo esses dias que uma pessoa disse não ter gostado da câmera do Iphone e pronto: lá vai gente dizer que ela tá louca, que não sabe o que é bom e tentar humilhar. Para ok? E não só de celular, maquiagem também. Se você não possui nenhuma de marca super famosa sua make é considerada ok, mas vai usar uma Naked que geral cai em cima aplaudindo. Gente, se a marca é pigmentada e ficou linda, que tanto importa a marca?

Não ler posts e comentar: Isso tem me afetado diretamente e eu já cheguei a comentar aqui no blog. A pessoa chega e diz "amei sua postagem, arrasou" e nem sabe do que eu escrevi, você posta um vídeo e alguém vem e comenta "nossa, que divertido" e não tem nada a ver com nada. E tenho certeza que nesse post terá muitos comentários de adorei o post e eu irei ignorar como sempre rs

Desespero por parcerias: Ok, eu já fui a louca atrás de parceria, mas eu parei. Por quê? Simples: Com o meu trabalho as empresas vieram me procurar. Então não fiquem desesperadas achando que número importa tanto ok? Importa? LÓGICO. Mas vai com calma, faça um texto decente, sem erros, não faça spam, monte um mídia kit e seja feliz. Mas chega de achar que é blogueira ao ficar correndo atrás de parceria loucamente e achando que press kits são tudo. Fiquei sabendo de coisas horríveis da Beauty Fair e fiquei bem bolada. Aah, e parem de fazer uma resenha de duas linhas apenas dizendo que o produto está incrível: Vamos investir no conteúdo?

Achar que números são mais importantes que seguidores fiéis: Será que precisa de explicação esse item? SDV (Segue De Volta) é um saco eu não faço e não vou te seguir porque você vai comentar que adorou meu post e me pedir pra seguir de volta. Eu sigo aqueles que gosto. Essas trocas só te prejudicam, porque normalmente essas pessoas não visitam seus blogs (pode acontecer, mas é raro) e você não tem um tráfego de pessoas legal. Então pare ok?

Falar que está com um tempinho e quer conhecer blogs novos: Se você faz isso, provavelmente está em um grupo de divulgação e se você está nele, porque não experimenta descer o mouse e ver os posts? Todo dia tem uns 20 (exagero ou mais?) por dia fazendo isso. Eu nunca retribuo comentários sem tempo, porque gosto de ler e afins, do que adianta pedir 100 pessoas responderem e você nunca ligar para eles? Faça as coisas com tempo e procure os blogs em grupos de divulgação no FB, Google+ e até mesmo em blogs que você visita: você pode se surpreender.

Eu vou parar por aqui, mas tenho muitas mais coisas para reclamar! Mas acho que por hoje está bom né? Não sei se isso foi dica, papo sério... Mas digamos que eu precisava escrever a respeito! E você o que não suporta de comportamento atual na blogosfera?




16 julho 2015

Esse post contém alguns spoilers sobre os livros de John Green, caso não tenha lido nenhum, não siga adiante!

Imagem: Etsy


Seria realmente Culpa das estrelas o John Green fazer tanto sucesso? Foi seu talento reconhecido mundialmente  que o transformou em um ídolo teen procurado por todos. A verdade é que eu não senti isso, me disseram: “É uma leitura fácil e cativante”. Mas a verdade é que pra mim não foi cativante, apenas foi fácil.

Sem delongas os personagens são criados de acordo com aquilo que já é esperado: um rapaz ou moça que se apaixona tudo corre bem e o inesperado acontece. AI CARLA, NÃO É ASSIM. É assim sim, dois livros que li (se você ainda não leu nada dele, pare por aqui ok?) sendo A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca? não me surpreenderam em nada. Em ACEDE a menina está morrendo e se apaixona por um cara, esse cara faz tudo que ela quer, ela responde seus pais e o inesperado ocorre, ela continua viva e ele morre. No outro o cara quer se encontrar (eu gostei dessa história, mas não me surpreendeu) na vida, se muda pra um internato, é excluído e faz amigos, se apaixona e o inesperado ocorre: a menina morre. O Cidades de Papel eu não li, assisti nos cinemas gostei muito, mas eu já sabia o final. Como? Sempre aquilo que não é previsto ocorre.

Se eu for parar pra pensar não são histórias ruins, afinal: no fim tudo vai acabar bem, mesmo que de uma maneira inesperada. Seu jeito de escrever é fluído, mas fácil demais de se imaginar, deixa a desejar em detalhes que seriam importantes e seus personagens parecem não ligar muito para os pais. 

Os amantes de John Green que me perdoem, mas é assim que eu vejo. Acho todas s histórias sensacionais, caso não fossem SEMPRE a mesma coisa, entende? É muito fácil achar o nicho ideal e trabalhar em cima dele, mas quando me disseram que ACEDE seria incrível, juro que pensei que ela ia dar o pé na bunda dele, ficar com pais e mesmo em estado terminal ajudar as outras crianças ou invés de ser egoísta e não que fosse fechar a porta na cara deles e dizer “sei que querem ficar comigo, mas vocês estão vivos e ele está morrendo” (foi algo assim) e simplesmente ir embora deixando um sentimento angustiante neles e nunca pedindo desculpas.(entendo o lado dela, mas eu nunca responderia meus pais daquele jeito!)

O que eu quero dizer é que eu não sou fã, pois desde o primeiro em que abri um livro dele, eu fiquei com uma placa de “Me surpreenda” e não foi o que aconteceu. John Green, escreva uma história com personagens que vivam por si e que tenha um final tão bom quanto em Cidades de Papel (pelo menos o final foi muito bom!) e que os personagens não sejam revoltados e sim amáveis. Amo histórias infanto-juvenis e seria muito bom ler algo que me agradasse.


Peço desculpas novamente aos fãs, essa é apenas minha opinião: suas histórias são fracas. Desejo ler algo intenso e verdadeiro.

04 março 2015

Acho que faz um bom tempo aqui que eu simplesmente não posto nada na tag #PapoSério, não foi esquecimento nem nada, mas eu queria não apenas um assunto polêmico, mas algo que fosse meu e tão somente meu. Acho que muitos leitores aqui apenas sabem que faço faculdade de jornalismo, mas não sabem que sou prounista muito menos do que se trata, então resolvi fazer esse post, vamos ver se consigo me explicar haha
O post ficou longo, então só leia se você se interessa pelo assunto. Há vários posts esperando para serem lidos além desse, comentários como "adorei" "você escreve muito bem" serão devidamente marcados como spam.
Acho que esse post é mais pessoal do que um papo sério, mas está inserido no papo sério, pois achei necessário por levantar algumas questões importantes. Vamos ao início de minha história para entender como cheguei aqui: eu estudei em escola pública minha vida toda e não era como alguns amigos do ensino médio para ter direito ao ProUni, eu não tinha dinheiro para estudar em escola particular e nunca tive uma inteligência além do normal para conseguir uma bolsa integral. Pois bem, meu ensino fundamental foi normal como qualquer um poderia ser e as pessoas ao meu redor eram em sua maioria da mesma condição social que eu. No ensino médio eu passei em uma ETEC, pois eu queria ter um ensino melhor que não teria condições na escola que estava. Até aí ok, porém as diferenças sociais já passaram a fazer parte de meus dias. Muitas pessoas estavam ali porque foram obrigados a entrar lá já que os pais se recusavam a continuar pagando uma escola particular ou porque os pais sabiam que apenas o ensino médio em escola pública já conta para o ProUni e sabe-se lá o porquê ninguém comentava o quesito renda.

Quando chegou no terceiro ano do ensino médio me bateu um desespero, eu queria durante os seis primeiros meses USP, loucamente, desesperadamente já que eu não tinha dinheiro para pagar faculdade de jeito nenhum. Porém, eu fazia técnico então não estava estudando e isso me desesperou e acabou com grande parte das minhas chances, mas ok na metade do ano meu avô me deu de presente seis meses no cursinho mais barato da cidade (que por sinal foi bom!) e eu fiz. Depois da desilusão com a USP eu comecei a pesquisar as faculdades daqui de São Paulo e como não tinha dinheiro para me mudar pesquisei as particulares e resolvi que ia fazer como meu irmão e fazer pelo ProUni, quando eu disse para meus amigos que ia tentar PUC e Mackenzie eles riram de mim e outros fizeram cara de deboche, afinal, eu que estudei a vida toda em escola pública, aluna regular de uma etec com seis meses de cursinho jamais ia conseguir 100% de bolsa. Quando saiu o resultado dos vestibulares eu fiquei muito decepcionada comigo, não tinha passado em nada e todo mundo estava me olhando com cara de "eu avisei". Aí eu comecei a estudar em casa mesmo e a trabalhar em buffet para pagar o material que eu comprava na banca de jornal, minha madrinha viu meu esforço e decidiu pagar um cursinho bom para mim e eis a surpresa: um dia antes de ir para o cursinho me ligam, pois eu havia passado na lista de espera do ProUni da PUC com 100% de bolsa.
Foi uma alegria só, sem tamanho e descrição. Confesso que não contei para nenhum amigo até dar certo. Acho que essa é a parte mais legal de tudo, como tudo ocorre para você ser do ProUni. Depois da ligação você tem cerca de 2 a 3 dias para conseguir todas as suas documentações que compravam que você é baixa renda (não entendo como tem gente que mente, eu quase tirei xerox de mim!) e aí você tem que voltar não lembro em quantos dias para ver se tudo foi aprovado. Essa é a pior parte, vários pensamentos passam em sua cabeça mesmo você fazendo tudo certo dá um certo medo, mas se você realmente fez tudo certo eles te aprovam, como foi meu caso. Como já estava atrasada eu comecei minhas aulas numa quarta feira e aí rolou várias perguntas de o porquê eu estava entrando tão atrasada e como eu tinha conseguido isso e até comentários (sem querer) maliciosos.

Para quem está lendo até aqui e não está entendendo vou explicar como funciona o ProUni (Programa universidade para todos): você faz o ENEM lá bonitinho e enfrenta dois dias daquela formidável prova, depois disso você espera o resultado e torce com todas as suas forças para ter tirado a nota que eles pedem (na minha época foi 450 não sei quanto é hoje) e espera abrir as inscrições do programa. Aberta as inscrições você vai lá e preenche tudo (sem mentir!) sobre suas condições financeiras (em outras palavras: prova que você é pobre) e aí o sistema mostra se você tem direito a 100% ou 50% e aí é só escolher o curso e a universidade e tentar a sorte.

Acredito que as maiores maldades que ouvi durante toda a minha vida era a respeito dessa renda, ouvi discursos de "meu pai é rico, eu não" "tinha dinheiro mês passado, não nesse". Ok, eu entendo que uma falência pode ocorrer então se você tiver como provar vai ter direito, então não use essa desculpa ok? E se você vive com seus pais, não trabalha e seu pai ganha mais que o suficiente para pagar sua faculdade e você me vêm com esse discurso eu te ignoro. E sim, isso é dito na faculdade. Outra coisa é as pessoas não entenderem como você entrou, ninguém realmente entende que você está ali porque prestou uma prova e é inteligente, eles acham que você está de graça roubando a vaga de alguém (não todos, mas grande parte) o que é realmente incomodador.

Uma coisa que todo mundo diz é que você não vai sentir diferença, que você é igual a todos. Eu só fui sentir isso agora e passei os seis meses iniciais me perguntando o quê eu estava fazendo ali, sério. As pessoas podem não saber que você é baixa renda, mas você sabe disso, eu não tinha calça para ir para a faculdade e tive que comprar, eu não tinha bolsa e tive que comprar, eu não tinha dinheiro pra condução e ficava negativa para ir. Pode parecer pouca coisa, mas vai tudo acumulando. Eu olhava pro meu lado e via algumas pessoas combinando de fazer compras no shopping Iguatemi e outras que falavam que só compravam roupas nos EUA e eu ali, sem nunca ter saído do país. A verdade é que dá diferença no começo, você está ali num mundo que nunca entrou e você pode contar nos dedos as pessoas que vivem na mesma situação que você e que podem te entender (tive uma que esteve do meu lado e fico feliz com isso!). A verdade é que a faculdade em si é fácil de se adaptar, mas as pessoas não.

Porque eu fiz esse texto longo contando minha história quase triste de vida? Pra dizer pra vocês não julgarem ninguém, principalmente a galera que está em escola particular e vê os pro unistas ali com roupa repetida e usando os cadernos que sobraram do governo, a vida é assim galera. Outra coisa é aprender a se adaptar ao lugar, eu dei muita sorte de estar na PUC uma faculdade que é menos elitista e apesar de uns ou outros a maioria me recebeu bem e muitos nem fazem ideia de que sou baixa renda, já que não ligam para grifes e se vestem num estilo parecido com o meu. Outra coisa é quem não é da mesma classe social estudar um pouquinho sobre o que é ser de outra classe social e como é se virar assim antes de reproduzir algumas besteiras ok?

Bom, esse são meus sentimentos de prounista, como eu vi e vivenciei o mundo até agora. Não contei tudo pra não matar ninguém de ler, mas quem quiser saber mais de algum assunto em especifico pergunta que eu respondo ou quem sabe faço outro post rs Enfim, como vocês veem quem é de cotas por renda em universidade?

Beijos,


12 setembro 2014


Olá! Hoje trago mais um Papo Sério para vocês, sinceramente esse post não estava nem um pouco preparado. Acontece que muitos devem ter visto que a Vogue Kids é alvo de uma polêmica ao respeito de fotos sensuais postadas com crianças e eu resolvi falar a minha opinião sobre isso.



Na indústria da moda não há muito problema em relação á idades: mulheres e homens são explorados iguais independente de suas idades. E isso ficou visível no ensaio Sombra e água fresca da Revista Vogue desse mês. Se fosse apenas modelos o máximo que se falaria seria da mulher sendo publicada como um objeto sexual, porém com crianças o nível é outro.

Diariamente crianças já sofrem a adultização em seu dia a dia, sendo incitadas a usarem maquiagem e se comportarem como sua mães ao invés de brincar como garotas normais. A revista é séria, não podemos negar, por conhecer através da faculdade como são as etapas de uma revista é muito estranho ninguém ter visto antes de ser publicada. Talvez seja aquela famosa frase "a maldade está nos olhos de quem vê" ou então o editorial tinha como objetivo chocar realmente.


Quando eu comprei a revista confesso que nem abri, normalmente eu faço isso, mas ao ver o que estava acontecendo resolvi ver por mim mesma. Pra mim parece que a fotógrafa não se ligou que não eram adultas e sim crianças, que se tratava de uma revista de criança. Talvez ela tenha achado que fosse normal erotizar crianças e como isso acontece a todo tempo ninguém fosse ligar e que a revista não tinha um alcance tão grande. Para mim essas hipóteses são impossíveis.

A revista Vogue errou. Errou ao permitir fotos eróticas de crianças, errou ao achar que ninguém perceberia e também errou ao não perceber que crianças, principalmente meninas, são vistas com outros olhos e que há milhares de pedófilos e afins que compram essa revista com esse intuito.

Não vou deixar de comprar a revista e muito menos gostar (no meu caso, continuarei a não ver a Vogue Kids), mas acredito que está faltando revisor na revista para ver com outros olhos ao invés de adultos e enxergarem a criança em si ao invés de ver apenas adultos. O problema não era as roupas ou as calcinhas,em minha opinião, já que era para ser esse tema o editorial. A grande questão foram as poses adultas e sensuais a quais essas meninas foram submetidas.

*O rosto das meninas foi desfocado como uma forma de preservação*

E vocês o que acham dessa polêmica? Me contem tudo!

Beijos,



31 agosto 2014




Olá! Nossa depois de muito tempo sem postar, estou de volta. Confesso não foi por correria nem nada, foi apenas por cansaço e querer aproveitar meus dias de folga de outra maneira. Mas, para compensar trago hoje mais um #paposério, dessa vez falando do meu assunto favorito: moda

"Eu quero fazer jornalismo para trabalhar com moda" Essa é uma frase normal para muitas garotas e até eu já cheguei a falar. Eu ainda não mudei de opinião e considero que seja o assunto que mais me defina. Pois bem, como disse isso é normal quando se tem uma paixão, só não se pode esquecer que a moda não é só glamour ou aprender a costurar. Por trás de cada moda, de cada tecido na década de 50 e escolha de comprimento das roupas, está por trás influências econômicas e políticas.

Carla, como assim? É simples, as mulheres não deixaram de mandar fazer roupa após a Primeira Guerra Mundial por simplesmente achar que os tecidos deveriam ser reaproveitados. Isso ocorreu em meio a um racionamento de tecidos e aviamentos, que como consequência da Guerra estavam caros e havia lugares que não permitiam a entrada (como dica vale a pena ler 100 anos de moda e O tempo entre costuras).



Na questão política a moda está inserida em muitas polêmicas: na questão da magreza dos modelos, na trabalho escravo e principalmente na censura da mulher ao vestir. Considerada um assunto fútil, falar que gosta de moda ou que lê revistas e livros a respeito é um tabu para muitas ou é considerado fácil. É por isso que vemos tantas revistas de moda em que não nos espelhamos: sempre uma mulher magra, produtos caros demais ou algo que foi muito decodificado e mesmo assim continuamos sem entender.

É muito fácil dar uma goolgada básica na internet e pesquisar "a origem do tule", mas não se preocupar com o contexto no qual está inserido. Ou falar "não me interessa saber nada sobre guerras, afinal eu gosto é de moda". Equívocos existem, mas faz parte do ser humano mudar de opinião e melhorar. Moda não é fútil, estudar moda não é fútil, quem faz esses pensamentos perdurarem até hoje são aqueles que acreditam que mulheres em um sobrepeso devem apenas usar preto e que celulite e estria é abominável.

Falar de moda envolve comportamento, economia, história e política. Gostar de moda acima de tudo é gostar de ler, aprender sobre as influências políticas positivas e negativas e não julgar antes de conhecer. E acima de tudo: um estudo socioeconômico é válido, porque nem toda mulher lê vogue (lembrando:revistas assim não representam a mulher em si) e o assunto moda só é encontrada em jornais baratos e revistas. Estudar o contexto da moda e seus derivados vale a pena, e não digo olhar na Wikipedia, há vários livros e sites especializados nisso, gostar de ler é fundamental para quem gosta desse assunto.

Tudo isso foi apenas para dizer que moda não é de todo ruim e que também as revistas não dizem tudo. Há polêmicas e comportamentos que devem ser analisados e estudados de maneira coerente. E principalmente: economia e política são assuntos sim ligados à moda. 

E o que vocês acham desse assunto?

14 julho 2014

Olá! Hoje vou falar sobre um assunto que para mim é realmente importante, trata-se da existência dos "vagões rosa" ou "vagão para mulheres", que nada mais é do que todo metrô ter um vagão exclusivo para mulheres em horário de pico.


Aprovada em 3 de julho pelos deputados estaduais de São Paulo, a medida que obriga as empresas de metrô a cederem que um vagão seja exclusivo para o uso feminino, ainda não é lei e espera a aprovação do então governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Essa questão tem como intuito "proteger" as mulheres dos homens chamados de "encoxadores" que tanto as atormentam durante o trajeto de metrô e tornar assim mais "fácil" para as mulheres usarem o transporte público.

A medida já foi aprovada e implantada em diversos lugares como: Japão, Egito, Índia, Irã e muitos outros países, e já é usada há 7 anos no estado do Rio de Janeiro. Como é perceptível observar, as aprovações ocorreram em países de cultura machista, e isto não é por acaso, vamos pensar: o que é mais fácil, reeducar uma sociedade que vê a mulher como objeto ou apenas continuar colocando as mulheres em "redomas de vidro" e as amedrontando como se os homens não fossem capaz de segurar seus instintos ou melhor, como se elas tivessem o total poder de evitar isso?

Essa é uma questão que divide diversas opiniões, há usuárias que consideram que seja uma medida preventiva boa e que isso evitará que elas sejam abusadas durante o trajeto. Quem mora em SP deve saber que não é apenas os vagões que são cheios, há fila para entrar em estação, para subir em escadas do metrô e trem e os encoxamentos ocorrem nesses lugares também, e quem estará lá para nos proteger? Ou nos acompanhar no meio da noite, em nossa volta para casa? Sempre teremos que sentir medo? Acredito que não.

E vamos pensar em uma cidade imensa como São Paulo em que o número de mulheres ,que segundo algumas pesquisas atuais, ultrapassa o número de homens que utilizam do transporte, fica meio óbvio que não cabem todas em um vagão e que provavelmente será necessário esperar vários metrôs até que se consiga entrar em algum. Isso sem contar o fato de estarem culpando descaradamente as mulheres pelo fato de serem assediadas, pois ao você isolar a vítima e deixar o restante livre, isso prova muitas coisas.

Sei que muitos acham realmente correto o que estão fazendo, e não as julgo, mas como usuária do metrô sei que tal medida não irá impedir que os homens façam o que façam e que será apenas algo superficial, em que se arruma uma questão lá na frente sem se preocupar com suas raízes e assim proporcionará ainda mais mal estar em quem utiliza do transporte público. Mulheres não são a causa do estupro, nem do assédio, são vítimas, esse vagão apenas ilude ainda mais visto que em pesquisas nos outros países que fazem uso desse vagão o número de assédios não diminuiu de forma significativa e portanto seu efeito não atingiu o que era esperado.

Isso não é mais um discurso de um feminista que não sabe o que fala, mas se pararmos para pensar vamos ver o quanto essa atitude é machista, isto sem contar os outros fatores que também são importantes, como onde os transsexuais iriam ficar, ou como as mulheres homossexuais se sentem em relação à isso que também é algo realmente importante. Enfim, esta opinião é minha, e muitos podem discordar, mas realmente acredito que os efeitos negativos sob essa medida são maiores que os positivos. Se vocês gostaram da assunto e querem ler mais ou entender basta clicar aqui e aqui.

E vocês o que acham da medida? Concordam? Não? Me contem tudo!

Beijos,
Carla Wolf  


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