Vestindo Ideias: pessoal Vestindo Ideias: pessoal
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21 maio 2019

Imagem: Arquivo



Chegou nosso capítulo final. Nosso ponto e vírgula não foi um tempo para encontrarmos novos amores, novas essências e recomeçar um novo capítulo. Foi um encerramento. Não sei se foi o dia que você foi romântico com outra entregando rosas e um pedido de namoro escrito com aliança ou se quando eu acordei e não senti sua falta.
Ou se foi quando você disse que eu te mandava mensagem e você não respondia. Não sei dizer ao certo, foi uma sucessão de fatores. Aquela velha frase “Você não conhece alguém quando está junto e sim quando separa” nunca fez tanto sentido na minha vida.
Você encerrou nossa história sem nem se preocupar com meus sentimentos. A minha visão sentada no chão do banheiro grunhindo de tanto chorar ainda está em minhas memórias ou daquela vez que tive que fazer uma lista de motivos pra sair da cama nunca sairão da minha mente. Mas eu me reconectei comigo mesma.
Eu não precisei de outra pessoa, não precisei apresentar ninguém aos meus pais e não precisei de você. Não precisei do seu dinheiro, da sua estabilidade ou das suas falsas palavras de um dia ficarmos juntos e nos casarmos. Eu nunca precisei de nada disso.
Eu me joguei nos estudos sobre bruxaria natural, exoterismo e astrologia. Me vi indo em um bar de faculdade para beber e dançar sem me preocupar com nada. Abordando sobre política sem nenhum problema e tendo pessoas pra me lembrarem o quanto sou incrível e inteligente.
Você não esteve lá quando meu mundo caiu por conta de um diagnóstico ou quando aquele que não deve ser nomeado reapareceu na minha vida. Você perdeu uma pessoa fraca e hoje sei que não alguém podado aos moldes de alguém que nunca me mereceu.
É aquele clichê “Azar de quem te perdeu, sorte de quem te encontrar agora: mais feliz, mais madura e mais forte” e também que um dia encontrarei alguém capaz de aguentar minha força de mulher forte e independente que você não suportou.
E por aqui, eu encerro nossa história para mim. Você já encerrou faz tempo, mas eu precisava  encerrar por mim mesma. Eu tirei a ilusão que eu tinha de você de dentro de mim.

20 setembro 2018


Existe um episódio em  Grey’s Anatomy onde a moça tem que olhar no espelho e falar “Eu sou uma viúva” para se aceitar e eu estou tendo que falar “eu estou solteira” para entender o que aconteceu comigo. Esse foi de longe o meu relacionamento mais maduro, o mais estável e o mais saudável, aquele que parecia um conto de fadas de quando você encontra seu amor aos 16. E era exatamente assim que eu em sentia: Em um conto da Disney, onde me caso com meu primeiro namorado sério.

Nós passamos por muita coisa junto, desde o meu afastamento do meu irmão, minha formatura no ensino médio, faculdade e até minhas crises de ansiedade. E eu também estava ali por ele, em suas formações, incentivando à estudar e até levando a gata ao veterinário junto, aquela mesma que eu chamava de “nossa” quando na verdade eu só via aos finais de semana.

Um relacionamento é como uma montanha russa, às vezes anda reto, vira de ponta cabeça, dá frio na barriga, medo... Mas no final é bom, e é isso que levo desse relacionamento por mais dolorido que esse final possa ser. Quando um relacionamento chega ao fim, sempre perguntam quem é o culpado mas a verdade é que na nossa relação não foi assim. Não houveram traições, não houveram brigas e na minha mente de criança Disney não havia sinais que estava próximo ao término.

Uma semana antes uma conversa franca sobre o futuro, sobre a necessidade de se pensar no casamento, casa própria e depois uma crise de sentimentos, medo e angústias que não puderam ser superados. Não é fácil ouvir que uma relação que parecia tão de boa estivesse desgastada e não é fácil contar no calendário que nossa última relação sexual tivesse sido quando tudo já estava estremecido. Mas acabou e é necessário superar.

E agora pra mim parece ser o momento mais difícil e também o mais doloroso: me reinserir na sociedade de forma a estar solteira e também ver que o mundo ao meu redor havia evoluído junto comigo e que agora eu não me encaixo em mais nenhum grupo. Nenhuma das minhas amigas estão vivendo esse momento comigo, afinal tenho as que já são mães, as que estão pra se casar e também as que namoram. Quando se namora por muito tempo o ciclo social de ambos se misturam, você não sabe mais de quem aquele fulano ou aquela cicrana era amiga na origem e quando se termina essas definições voltam a fazer parte.

Eu me sinto perdida, eu não sei por onde ir ou quem procurar pra tomar uma breja no final do expediente. Não culpo ninguém, eu sei que involuntariamente quando namoramos nossos amigos não viram tão primeiro plano assim e não culpo ninguém, mas eu estou perdida.

Eu me sinto sozinha, me pergunto se ir em um  rodízio sozinha e colocar uma série na Netflix enquanto como parece tão esquisito para alguém. Me disseram que devo me amar em primeiro lugar, mas eu já me amo. Não me culpo pelo fim do relacionamento, acredito que seja erro dos dois que levaram ao extremo de não estarmos mais juntos e sei que posso encontrar alguém que me ame por aí, não me sinto diminuída mas sim perdida.

É difícil se sentir sozinha mesmo com todo e qualquer tipo de carinho que suas amigas possam dar não será o suficiente. Minhas noites de sábado não serão mais recheadas com netflix ou “Fábrica de casamento” e uns agarramentos no sofá. Eu não terei mais uma companhia que aceite os roles mais doidos sem questionar, as mensagens de bom dia, bom almoço e boa noite. E confesso, essa parte tem sido muito difícil porque quando temos um costume por quase 7 anos, mudar assim dói e te deixa sem rumo.

Eu estou sem rumo, remando em busca de algo que não sei o que é nem pra onde é. Eu sei que não é culpa de ninguém eu me sentir tão sozinha e também sei que as pessoas estão se esforçando ao máximo para me deixarem feliz – um abraço e um beijo especial aos meus pais por isso.

A verdade é que tudo foi belo e não tenho do que reclamar do meu ex namorado (é muito estranho pensar e escrever essa palavra) e se um dia ele chegar a ler esse texto, saiba que eu sei que você foi o melhor de si pra mim e eu o melhor de mim pra você e que mesmo eu discordando de muita coisa, sei que foi o melhor e que no meu coração eu só estou levando os momentos bons e sei que essa separação foi dolorida para ambas as partes.

Meu único desejo é voltar a me sentir incluída em grupos de amigos e que eu refaça algum círculo de amizade.
Uma foto em meio às flores para meu renascimento pessoal


06 junho 2017

Por acreditar em astrologia vejo cada novo ano como um novo ciclo a ser tomado, nossa revolução solar nos diz muito sobre como seremos em nossas vidas. Sou de gêmeos com ascendente e lua em virgem e minha revolução solar já evolui pra aquário, o que mostra que entre os 21 e 22 anos eu mudei muita coisa em mim.

Percebi que de uns tempos pra cá eu estou mais metódica e também bem mais detalhista. Passei a ser a louca da organização e fiz até um bullet journal, coisa que até um ano atrás eu não suportava. Quando fiz 18 anos confesso que não me senti mais velha nem nada, eu já estava na faculdade então sem muitas mudanças. Com 21 veio aquela conhecida crise dos 20 e tantos anos, mas perto do meu famoso inferno astral durante mercúrio retrógrado em áries (signo que tenho interceptado) eu me interiorizei e mudei muita coisa que talvez outras pessoas não  percebam.

Eu me esforcei e consegui gravar 30 vídeos para o YouTube e fazer um #CarlaTodoDia como nunca imaginei, consegui me manter focada para editar vídeos e ainda consegui manter as postagens todos os dias por aqui. É, nem parece mas pela primeira vez eu me sinto uma adulta. Ok, existem dias que eu compro um pacote de fini e como sozinha sem nem pensar duas vezes, dias em que não queria me preocupar com a fatura vencida do cartão ou com mandar currículo/cobrar empresas sobre aquele publi antigo. Tem dias que me sinto pequena em meio ao mundo, meu 1,52 fala mais alto e enxergo todos ao meu redor com o dobro de tamanho que eu e a cara de não acreditarem que sou maior de idade me incomoda e em outros eu saio mostrando meu RG e fazendo questão de lembrar todos ao meu redor que tenho um currículo de dar inveja.

Não sou 100% adulta e nunca morei sozinha (o que equivale a dizer que também não lavo minhas roupas ainda) mas sinto que tudo é uma evolução e que você deve fazer o máximo para se esforçar a cada dia. Agora, oficialmente com 22 anos, eu sei que nada em si vai mudar loucamente mas vai me fazer feliz ver que posso evoluir espiritualmente a cada dia.

Todos os dias é uma loucura de sentimentos, mas uma loucura boa. E que comece os 22 anos, ou dois patinhos na lagoa.


AAAAAAAAAAH e gente tá tendo vídeo todo dia no canal tá? Abaixo está a playlist com o que está no ar no momento e também o botão para vocês se inscreverem!

  

E feliz aniversário pra mim!

10 março 2017

Eu queria escrever um texto sobre minha formatura e nada saía. Eu enfim me tornar jornalista, a louca que escolheu uma das profissões mais perigosas. A verdade  é que eu nunca parei pra pensar sobre isso, confesso que pensando em como escrever eu me lembrei do post da Thayse do Brilho de Aluguel onde ela dizia que ela sempre soube soube que ia se tornar jornalista, foi a mesma coisa comigo.

Quando criança eu abria as revistas e fingia que lia algo e observava a quantidade que havia de palavras ali. Com o tempo eu fui colecionando as mais diversas revistas e lendo cada vez mais sobre assuntos que eu achava chato apenas por gostar de folhear uma revista ou mesmo um jornal.

O tempo foi passando e as minhas leituras aumentando, o dinheiro gasto com revistas então. Eu passei pela falecida revista Genius, Atrevidinha, Capricho, Época entre tantas outras, vi meu lado escritora se fortalecer. Comecei a ler mais e mais livros e quando  dei por mim tinha uma paixão tanto por best sellers, quanto leitura juvenil e também clássicos.

Aí veio a escolha do vestibular, aquela pressão dos amigos (sim, dos amigos) para escolher algo que não fosse jornalismo, já que era um absurdo eu fazer algo que não valia meu diploma. Eu como uma aluna bem regular fui taxada de louca quando disse que eu queria a PUC ou Mackenzie. Afinal, como eu conseguiria sendo tão regular? Bom, eu não sei mas passei com bolsa integral pelo ProUni. E então veio os comentários de que eu era privilegiada e tive que aprender a responder. Responder que eu não tinha dinheiro, que vivia no vermelho para pegar todos os dias o trem e metrô que me levavam pra lá, que pagar qualquer que fosse a faculdade estava fora de cogitação. Tive que enfrentar muitas pessoas que eu acreditava que eram minhas amigas me falando isso.
Fui jogada em um universo onde as pessoas tem dinheiro, onde entrar na PUC era a última opção porque estudaram a vida inteira em particular e deveriam ir para a pública e eu no caminho inverso. Todos ao meu redor já haviam visto os mais diversos filmes cults e eu vendo tudo pela primeira vez na faculdade. Eu não fazia ideia do que era direita e esquerda e descobri na prática, ao trabalhar em uma campanha presidencial para um partido de direita e ir contra as minhas convicções. 


Me (re)descobri feminista. Eu sempre falei frases como "o que eu faço é só da minha conta", "se fosse homem vocês não estariam julgando" e eu não fazia ideia de que eu estava certa. O feminismo me viu num abismo e ao invés de me empurrar segurou minha mão para descer em segurança. Passei a me amar, amar meu corpo, meu cérebro e até meus defeitos. Tive que aprender a perder a vergonha de falar que eu amo moda e política, conseguir explicar uma coisa dessas fazia o cérebro das pessoas entrar em tilti permanente.

Foram 4 anos difíceis, foi falar de moda inclusiva no blog para uma matéria, criar uma revista de arte feminista, criar sozinha uma revista de moda unissex e depois mexer em php para criar um site informativo sobre moda para cadeirantes. Foi através das palavras que eu guiei meu caminho, que mostrei que a moda é mais que futilidade e que faz parte do seu próprio eu.

Queria ter me jogado mais na faculdade, participado de várias coisas mas por acordar muitas vezes as 5h para ir para aula tudo se tornava impossível. Não tive dinheiro pra mudar pra perto da faculdade nem para sair da casa dos meus pais, mas eu aprendi muita coisa. Aprendi a ser mais humana, a lidar com gente que compra o mundo com dinheiro e que eu não precisava de dinheiro pra ter a melhor educação possível.

Foram noites dormindo mal, dormindo 3h, 2h por noite... Ninguém disse que era fácil, mas confesso que foi mais difícil do que pensei. Se eu pudesse voltava o tempo e faria tudo igual, porque sei que se eu tivesse feito tudo eu não teria sido nada. Acabou. Formei.

20 fevereiro 2017

*Esse texto é um desabafo pessoal, leia com atenção ou dirija-se ao próximo post*


Desde sempre sou conhecida pela minha família como A bela adormecida, mas de uns tempos para cá muita coisa mudou. Eu, que sempre fui uma pessoa diurna, me vi dormindo pouco à noite e invertendo as necessidades. Não sei ao certo o que houve, foi algo repentino que não esperava.

Meu corpo nem sempre queria se levantar, uma sensação de que tudo podia dar certo tomava conta de mim, mas meu corpo se retraía e eu voltava a dormir após as 10h da manhã. Durante a noite eu tentava dormir de todas as maneiras, mas meu corpo se agitava e várias ideias de coisas para fazer passavam pela minha cabeça.

Há sim uma explicação astrológica para isso, mas tudo começou antes da posição de plutão ter mudado. Fui diagnosticada com depressão e crise de ansiedade e tudo fez sentido. Eu estava triste, mas meu corpo me fazia andar, me mover e criar mesmo na minha pior maneira de ser. As pessoas me falavam que eu estava triste, mas eu achava que era apenas algo passageiro e demorei a perceber que não era exatamente o que eu pensava até que parei de desejar coisas que antes eu amava.

A ideia de bela adormecida foi ficando cada vez mais distante, foram necessários remédios, meditações guiadas e tentativas de Yoga para que eu pudesse me reerguer. Não vou mentir e falar que estou bem, todos os dias pela manhã meu corpo se retrai e praticamente me pergunta se eu realmente quero me levantar e não é uma briga com ele. É com minha mente, parte do meu cérebro que se recusa a fazer coisas simples como levantar da cama. O sono passou a fazer parte de mim, porém mais agitado e com mais aberturas de olhos durante a madrugada.

Durmo bem quando não me sinto sozinha, quando estou com alguém como meu namorado na maior parte do tempo. Não é vergonha admitir que nosso cérebro tem falhas, que nosso corpo não se comporta como deveria. É vergonhoso os amigos não perceberem o quão sério é isso.

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