Vestindo Ideias: sustentabilidade Vestindo Ideias: sustentabilidade
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12 fevereiro 2018

Que o Carnaval é um feriado controverso não há dúvidas, mas também não há dúvidas da quantidade de lixo produzida durante os dias de folia. Esse ano o glitter foi considerado o vilão por muitos, porém esquecemos que tudo que consumimos nesses dias são tão prejudiciais quanto as micropartículas que não se dissolve e causa um problemão ao meio ambiente.

Segundo uma matéria do G1, apenas 3% do lixo produzido no Brasil vai para reciclagem segundo um dado do IBGE de 2015. Tendo em vista que a quantidade de locais de coleta de recicláveis estava aumentando durante esse período acreditamos que esse número tende a aumentar, porém não o suficiente.

AFONTE! Comunica me enviou como sugestão de pauta muito importante, que é exatamente sobre esse fatos. O utensílio em questão é bem simples: 

My Growler reinventou o mercado e trouxe o growler. Ele é um utensílio cervejeiro muito prático produzido em vidro, cerâmica ou inox, com fechamento tipo rosca - para facilitar ainda mais o armazenamento da bebida - e com capacidade de 1 e 2 litros. Além disso, elimina processos de envase, rotulagem e embalagem, deixando a bebida mais fresca e acessível ao consumidor que tem toda essa praticidade e liberdade de consumir um chope fresco onde, quando e com a companhia que desejar.
utensílio para manter cerveja gelada sustentável
Growler - Imagem divulgação

A ideia é ajudar a diminuir um pouco a quantidade de lixo produzido nos dias de Carnaval, por exemplo só no primeiro dia na capital de São Paulo foram recolhidas 464 toneladas de lixo, sendo apenas 9 toneladas desse lixo reciclável.

Nos próximos finais de semana, antes de sair para a folia, passe em uma Growler Station e garanta seu growler (www.shop.mygrowler.com.br). Você pode encontrar a loja mais perto de você através do aplicativo disponível na App Store. Além de promover esse conceito, a My Growler investiu no fornecimento de diferentes modelos do produto e acessórios. O seu Carnaval será divertido, gostoso e, o melhor de tudo: sustentável.

E então, o que acharam da ideia?

01 abril 2017

Depois da volta dos patches temos agora uma nova moda que promete vir com tudo os bordados. Sim, aqueles famosos bordados que sua mãe/vó/tia ou seus parentes masculinos - por quê não? - costumam fazer em pano de pratos, estão de volta. Repaginados eles são oferecidos não somente nas famosas fast-fashions mas também em diversos outros segmentos do mercado. Basta dar uma voltinha pela feirinha de artesanato na sua cidade que você vai encontrá-los, sendo que eles podem estar tanto em um pano de prato, mas também em roupas! 
Muitos acham que é uma moda dos anos 80/90, mas vou te guiar a pensar diferente. Estima-se que o bordado tenha surgido logo na pré-história, quando os homens passaram a bordar suas roupas de pele de animais e também seus objetos domésticos, de forma diferente do que é hoje obviamente. Já o bordado com aplicação aparece na história lá na Rússia, com aplicação em grânulos de marfim. Um exemplo é que na Bíblia muitas vezes são citados o bordado em roupas de pessoa mais ricas e na Grécia também havia bordados nas roupas (reparem nas fantasias de grega!). Mas quem realmente aperfeiçoou a técnica foi o oriente médio, que influenciaram os bordados sobre algodão e ráfia na África.

Na SPFW #43 esse ano apareceu nos desfiles de LLAS (projeto estufa), Apartamento 03 entre outros. Atualmente é sucesso entre as fashionistas e blogueiras, que usam e abusam não somente no jeans como em jaquetas, bolsas e até mesmo sapatos.
Quando se fala em moda sustentável estamos falando além do consumir menos ou usar tecidos que se decompõe com maior facilidade. Estamos falando também do pequeno empresário, já expliquei sobre isso aqui, logo o bordado algo que surgiu entre famílias não poderia ser diferente.

O bordado veio sim repaginado, mas quantas vezes não vimos escrito em lojas em shopping, ruas e bairros que a pessoa “borda” e simplesmente ignoramos? É super de boa comprar roupa, de forma consciente claro, mas quando tivermos uma tendência como essa vamos voltar nossos olhos ao que temos por perto.

26 janeiro 2017

Eu ando bem cheia desses guias rápidos por aqui né? Acontece que existem diversos assuntos do qual eu quero sempre compartilhar com vocês mas acabo não tendo a chance ou a desenvoltura necessário. Vou seguir a onda da Tati Souza, de blog homônimo, e falar um pouco sobre uma moda mais sustentável, clica nesse link aqui em cima que ela está falando de blogs nessa onda.

O mundo da moda não é nada diferente do restante: Há um capital absurdo por trás onde comanda toda a indústria têxtil. Para quem não sabe até 2005, mais ou menos, o Brasil possuía uma grande rede de confecção de tecidos, porém com a crise e o barateamento de roupas produzidas na China (olá fast-fashions) elas faliram e foram obrigadas a serem fechadas, logo nosso consumismo se estendeu a produtos apenas de origens que não sabemos muito bem.
Foto: Luana Maria | Ano: 2015

Depois dessa historinha vou jogar um conceito que retirei da loja Orna, das irmãs Alcântara: 

O slow fashion é um conceito atual que busca produzir moda de forma consciente, sem afetar em demasia o meio ambiente procurando respeitar aspectos sociais e econômicos. Através da busca de novos caminhos que façam do design, confecção e consumo a seguir para uma vertente mais justa e responsável com o planeta e seus pertencentes.

Mas Carla, dá pra fazer tudo isso?

Dá sim, eu por exemplo tento ao máximo produzir minhas próprias roupas e também evitar o consumo desenfreado. Também não incentivo ninguém a comprar na Zara (foram muitos escândalos) como  também nunca comprei lá, nunca comprei nada na Forever 21, apesar da vontade, por perceber que os tecidos são baratos (faz jus ao preço) e prefiro mil vezes investir em algo mais duradouro. Tirando essas existem diversas outras lojas como a Emme, que eu era super fã e até hoje tenho meu pé atrás (apesar de ter coisas de lá e pretender comprar em breve). Eu acredito que se você passar a entender certos conceitos e buscar não pensar apenas no valor mas em como comprar de forma a não incentivar o desperdício, comprar apenas o que necessitava e buscar outras formas de consumo uma maneira de ajudar o planeta.


Tá mais onde eu compro?

Aí vai uma questão importante, primeiro você tem que se perguntar se aquela roupa é necessária, aqui não estou falando para ter um armário cápsula proque eu também não tenho isso, mas sim não sair comprando de forma desenfreada apenas porque está moda. Pensou isso? Ótimo, então anota essas lojas;

Doisélles

A Doisélles foi criada pela Raquell Guimarães  é inteira idealizada em tricô e crochê. Sua oficina é uma penitenciária de segurança máxima onde ela tem um projeto chamado Flor de Lótus, que contrata mão de obra presidiária (um projeto de reinclusão social em que os detentos tem salário, redução da pena e auxílio às famílias).

Karmen

A marca é preocupada com o descarte e desperdício têxtil e utiliza tecidosde qualidade que o mercado não quer mais. Sendo assim, a criação fica por conta do tecido encontrado, garantindo peças em número limitado e roupas que duram mais. E além disso a Karmen tem um design superurbano, cheio de estilo, e peças unissex pra todo mundo poder usar.

Terra da Garoa

Carolina Biaggi e Fernanda Capellini acreditam que, a cada peça que elas produzem, transmitem um pouco delas mesmas. A marca não produz nada em larga escala e o conceito de CO2Control é empregado, fazendo com que toda a produção seja pensada de maneira ecológica.

Mas e essas pronta entrega mais em conta, tem?

Tem sim e muitas! Vocês já reparam que sempre em meio à algo acrescento uma marca pequena ou que algumas vezes faz pedidos apenas pelo facebook ou Instagram? Se não, comece a reparar. Fiz uma wishlist com produtos de lojas com essa pegada de "faça você mesmo" ou que produzem em escala menor para que vocês percebam que slow fashion pode sim ter a mesma qualidade e um conceito que te faz repensar na vida.


  1. Colete Sereia - CanCan Store
  2. Biquíni Sereia - Virall Retrô
  3. Bolsa Emoji - Pinappe
  4. Body "Lorelai" - Bralette Boutique
  5. Body Tricot - Laissez Faire
A maioria é feito sob medida, então não é pronta entrega, mas é beem mais rápido que pedir no AliExpress e também bem mais confiável, não?
O que acharam do conceito?

17 março 2016

Uma coisa que sempre pensei muito sobre a moda é como ela muitas vezes perde grande parte de material, eu com minha pouca experiência já desperdicei muito tecido somente comprando a mais. A verdade é que sempre penso que em meio à todo o desperdício existente poderíamos dar um jeito de salvar metade das coisas, apenas reutilizando ou criando tecidos sustentáveis.

Eu pensei ainda mais nesse assunto após ver esse link (antigo por acaso) em que mostra os tipos de tecidos diferentes sustentáveis que a moda tem desenvolvido, afinal: Quem não gosta de dar uma pausa no consumismo exagerado algumas vezes né? E também esse link, com um guia de lugares que fazem uma moda sustentável em São Paulo.

A verdade é que como sou muito ligada a causas nacionais dei uma googada aqui em projetos sociais ambientais envolvendo moda em São Paulo e me lembrei de ter visto o Ecoera que todo ano realiza um desfile só com roupas com materiais recicláveis e olhando o site encontrei algumas coisas:

Vencedora do Prêmio Ecoera 2015 ela cria roupas de forma sustentável, como é possível ver aqui. Além de usar em alguns casos tecidos com extratos vegetais, toda a tintura é feita com materiais naturais, como o café por exemplo, evitando assim a poluição do ambiente com produtos que o prejudicam. Percebi que obviamente por ser um trabalho praticamente 100% artesanal, as roupas possuem um preço um tanto salgado (pelo menos pra mim), mas acredito que seu trabalho deve ser valorizado.

Essa é uma marca que conheci e me encantei com seu trabalho sustentável. Seus tecidos são de PET reciclável e materiais vegetais. Eles unem a ideia de design e moda em suas coleções e buscam sempre a união entre o urbano e o meio ambiente, para assim garantirem uma nova forma de enxergar a moda. Assim como a marca da Flávia, os preços também são salgados como por exemplo a bermuda  reciclada que custa R$179.

A Malwee também tem um histórico de sustentabilidade incrível e quem não conhece a marca, vale a pena dar uma olhada.
Existem diversas marcas com esse intuito pelo Brasil e eu acho isso ótimo! Quem conhecer mais me avise.

E vocês? Gostam de uma mais mais ecológica e sustentável?

Me siga @caahwolf