Vestindo Ideias: empoderamento Vestindo Ideias: empoderamento
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30 agosto 2017

No último final de semana do mês de agosto, ocorreu no Nacional Club a Casa TPM. Com o tema o futuro é feminino. O Vestindo Ideias foi cobrir o evento no segundo dia, optamos por ir na peça apresentada por Clarice Niskier e um workshop de astrologia com Maína Mello.

Pra quem não sabe a Casa TPM ocorre em São Paulo em um clube que em seus princípios foi frequentado apenas por homens e hoje discute feminismo em seu lugar. Com palestras sobre empoderamento feminino e lições que podemos tirar de histórias o evento sempre surpreende.

Esse ano haviam frutas para serem pegas para comer, além da distribuição dos produtos da Equilibri. Além disso haviam para serem comprados diferentes tipos de alimentos.

Esse ano eu não consegui assistir às palestras, apenas assisti à peça que assisti logo antes de começar o restante da programação e participei do workshop de astrologia. Ambas as programações que participei foram maravilhosas e muito bem organizadas.
Ah, detalhe que esse ano também foi a decoração mais linda que já vi desse evento, tudo muito bem feito e pensado. 
Para ver os detalhes, assista ao vídeo:



25 fevereiro 2017

Recentemente eu tenho escutado muitos relatos de homens reclamando de tomar um fora. Sempre foi assim, ninguém gosta de ser rejeitado. A questão é, que quando alguns deles escutam um "Não", é porque a mulher é metida (?). Por exemplo, minha amiga estava no ponto de ônibus, e um cara ficou chamando ela com assovios. Ela não respondeu, estava de fone e fingiu que não era com ela. Ele começou a chama-la de princesa, e continuou sendo ignorado. Até que ele perguntou o nome dela, que tirou o fone, olhou pra ele e disse: "é comigo??". Ele respondeu que sim e perguntou novamente. Ela falou que não diria seu nome, e ele afrontado disse: "nossa mas você não pode falar seu nome?" "NÃO". E ele respondeu: "nossa, desce do pedestal, veste a sandália da humildade" (?).

Agora me digam vocês, em que universo uma mulher é OBRIGADA a dizer seu nome para um COMPLETO DESCONHECIDO no meio da noite sozinha, ou então ela é "desumilde"? Que palhaçada é essa? MESMO que não fosse a noite, mesmo que ela não estivesse sozinha, se ele fosse bonito ou feio, não importa. Meus pais me ensinaram a não falar com estranhos. Saio do meu trabalho as 20h e vou correndo pro ponto de ônibus, louca  pra chegar na minha casa e me sentir segura novamente. E nesse carnaval está muito na  moda tomar um fora e dizer que a mina não é humilde, que se acha, que é metida, que ela nem é tudo isso. A me poupe né. Esse ego ferido, a masculinidade afrontada, dói demais para que se possa seguir em frente sem precisar tentar humilhar e diminuir a mulher só porque ela NÃO QUER NADA COM ELE .

Imagem retirada do Google

Talvez porque ele claramente seja um babaca, talvez ele não faça o tipo dela, talvez ela seja comprometida, talvez ela não esteja afim. NÃO é NÃO. Lide com isso. Esses homens que fazem esse tipo de coisa não entendem que o mundo não gira em torno deles, que mulheres não vieram ao mundo para satisfazer suas vontades acima de tudo.
E se você conhece um cara assim, comente aqui em baixo. Se você não conhece, fique atenta, pois eles estão por ai, e se acham a ultima bolacha do pacote, o ultimo pedaço de bolo da festa, e nós sabemos que não é bem assim.
Lembrando que estou falando de ALGUNS homens, ou melhor, moleques. 

09 fevereiro 2017

Hoje estou aqui para falar sobre um assunto que a muito hesito em falar. Não por não ter confiança no que estou prestes a dizer, mas por ser um assunto muito sério para mim e por achar que não caberia no blog junto de outros posts tão legais e divertidos.

Mas vamos ao que interessa, maternidade. As pessoas costumam ficar muito surpresas quando descobrem que não vou ter filhos. Porém se você ficar surpreso, entendo, mas as reações, os comentários.. "Você é muito nova para decidir" "Você vai mudar de ideia" "Você vai acabar tendo" "Como assim não vai? Você não quer, mas não se sabe" "Quem vai cuidar de você quando estiver velha?" Esse tipo de comentário me incomoda muito.

Ninguém gosta quando duvidam da nossa capacidade de tomar decisões. Com que idade seria aceitável tomar essa decisão? Até quando vão me dizer que vou mudar de ideia? Na minha cabeça é tão natural quanto decidir TER filhos, casar ou não, trabalhar fora ou não, qualquer decisão sobre meu futuro e estilo de vida.

Estamos falando de criar outro ser humano e tem gente que torce para que eu tenha uma gravidez indesejada. Não estou aqui só torcendo e contando com a sorte. Se decidi assim, eu me cuido e tomo as providências necessárias para que não aconteça.Não estou aqui para falar sobre uma obrigatoriedade legal, literal, mas a pressão que a sociedade em geral exerce, pois nós mulheres "nascemos para ser mães". Eu nasci para ser o que eu quiser, fazer mil coisas maravilhosas, entre elas, ser mãe, ou não. Não me resumo a reprodução e criação. E o fato de sentir todas essas coisas entaladas na garganta me faz acreditar que é um assunto que vale a pena ser falado. Inclusive adoro quando a atriz Jennifer Aniston fala sobre o assunto. Pesquise o nome dela no Google, e entenderão o que quero dizer.

Detalhe que não abordarei aqui é a questão do aborto. Basta dizer que para mim é uma questão de saúde. E preciso dizer, sobre as pessoas que dizem "mas tantas mulheres querendo ter filhos sem poder, e você aí não quer". Lembrem-se, não é porque alguém não pode ter filhos que eu sou obrigada a ter, ou sou ingrata. Todos nós carregamos nossos fardos e fazemos o nosso melhor para lidar com os problemas. Sei que muitas mulheres anseiam pela experiência da gravidez, mas muitas crianças anseiam pela experiência de ter uma família. Devemos aceitar que uma mulher que decide não se casar, não ter filhos, não é uma mulher fracassada, infeliz ou menos mulher. Somos todas fortes, mais que suficientes, donas de si. 


Lembrando que esse texto reflete apenas a minha opinião e não a das outras colaboradoras. Elas podem concordar ou descordar de mim em certas coisas. Não estou aqui para desrespeitar ninguém. Pelo contrário, é um desabafo de alguém que também gostaria de ser plenamente respeitada em suas decisões.  

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