KATHARSIS – “O Diabo veste Prada”, de Lauren Weisberger e a adaptação para o cinema

           Olá, pessoas! Hoje vou falar um pouco de um livro que eu gostei muito e cuja adaptação para o cinema completa 10 anos agora em 2016. O Diabo veste Prada foi lançado em 2001 e ganhou o coração do público, principalmente depois da versão cinematográfica com Meryl Streep e Anne Hathaway. Eu li o livro pela primeira vez depois de já ter assistido ao filme algumas vezes, e essa foi uma experiência que me ajudou bastante a entender como funcionam as adaptações para o cinema. Como boa Potterhead que sou, amante e fã de Harry Potter, já estava acostumada a ver coisas diferentes nas páginas e na telona, mas descobrir as diferenças entre o livro de Lauren e o filme de 2006 deixou a leitura ainda mais interessante. Como minhas resenhas não têm spoilers, quem ficar curioso vai ter que ler (~risada maléfica~).

            O livro, assim como o filme, acompanha um ano na vida de Andrea Sachs, jornalista recém-formada e cheia de sonhos. Andy consegue “o emprego que toda garota gostaria de ter”, como assistente da editora Miranda Priestly, chefona da revista de moda Runway. O problema é que a chefe faz da vida da garota um inferno. Sempre pensando em seu próprio sucesso, Miranda não pensa duas vezes antes de humilhar, intimidar e até demitir um funcionário por causa de uma pequena falha. O emprego causa inúmeros problemas a Andy, que enfrenta aquilo tudo em busca de uma oportunidade maior no concorrido mercado editorial nova-iorquino.
            Sabe aquele chefe, ou até mesmo professor, super abusivo, que acha que só porque é superior a alguém pode fazer todo mundo de gato e sapato? Essa é Miranda. Acredito que todo mundo já teve (ou terá) uma experiência como a de Andy, eu mesma me identifiquei muito com ela. O final do livro é catártico (juro que não é um trocadilho com o nome da coluna) e foi uma grande surpresa para mim, pois não está no filme. Alguns detalhes da trama, naturalmente, são omitidos na hora da adaptação (o que nos decepciona às vezes), mas no caso de O Diabo veste Prada, o final foi bastante modificado. Isso não deixou o filme ruim, apenas diferente do livro. Além, disso, deixou a leitura muito mais gostosa para quem já tinha visto o filme várias vezes, como eu. Talvez esse final inviabilize uma adaptação do segundo livro, A vingança veste Prada, que se passa dez anos depois do primeiro, pois algumas coisas não fariam muito sentido e precisariam ser muito bem explicadas.


            Por que assistir? O Diabo veste Prada (filme) conta com Meryl Streep no papel de Miranda (na minha opinião, qualquer filme com Meryl Streep no elenco já merece ser assistido apenas por ter Meryl Streep no elenco) e Anne Hathaway como Andy (a nossa Gisele Bündchen faz uma pontinha no filme também). A atuação do elenco é ótima, o filme é leve e bem humorado, perfeito para uma tarde de domingo ou de férias, a trilha sonora é nostálgica (em 2006 ela era super moderna) e os figurinos são incríveis. 

Meryl vai te fazer amar a odiosa Miranda!

            Por que ler? Para quem já viu o filme, é uma oportunidade de revisitar a história com maiores detalhes e com um final um pouco diferente do que estava acostumada. Para quem não viu, é uma boa leitura de entretenimento, que vai te fazer sentir raiva e admiração ao mesmo tempo pela chefe tirana de Andy. Além de a leitura do primeiro livro ser quase essencial para quem ficou com vontade de ler o segundo, tendo visto o filme ou não. É bom lembrar que livros e filmes são coisas diferentes. Nem tudo que está nas páginas vai bem na telona, e o cinema não admite alguns buracos que a literatura deixa. Por isso é sempre importante assistir a uma adaptação com o coração aberto, procurando curtir a experiência.
            O filme: O Diabo veste Prada (2006), direção de David Frankel
            Quanto? Na faixa de 20 reais
            O livro: Weisberger, L. O Diabo veste Prada. Rio de Janeiro, Record, 2011.

            Quanto? Na faixa de 50 reais

Precisamos falar de amor próprio!



Eu pensei muito sobre escrever esse texto, mas a verdade é que não resisti. Passei muito tempo da minha vida tentando me adequar ao que os outros queriam, tentando me adaptar ao invés de permitir que as pessoas me aceitassem como eu sou.

Entrei na faculdade e fiquei envergonhada de admitir meu gosto por moda afinal "jornalismo de moda não é jornalismo" ou por diversos comentários que só viam o lado ruim da moda. Também passei por momentos difíceis: Dois estágios que apesar das experiências me trouxeram mais e mais problemas de saúde.

Mas o que isso tem a ver com amor próprio? Eu deixei de me amar nesse meio tempo. Tentei gostar de coisas que todos gostavam apenas por não conseguir me encaixar, meus pais chegaram até a perguntar se eu não queria parar a faculdade.

Ano passado começaram os problemas de saúde: Gastrite, pedra no rim, microcistos no ovário, ferida no útero... Tudo isso com fundo emocional. Mas Carla, você tem auto estima né? Sim eu tenho, mas não significa que eu estivesse amando meu corpo. Por conta de todos esses problemas de saúde as piadas de "você tem de tudo", "a Carla procura doença até onde não tem", foram me causando problemas emocionais que me levaram a ter crises de ansiedade (e as piadas sobre eu ter de tudo continuaram).

A verdade é que eu deixei esses comentários me abalarem, eu me descuidei. Voltei a comer de tudo, de não ter horário para refeições e evitar voltar ao médico. E agora eu voltei. E justo agora eu tenho mais problemas de saúde do que tinha antes (mais pra frente eu conto direito sobre isso!!) e estou sendo obrigada a ver essas piadas de novo.

E eu me pergunto se quem faz piada com pessoas doentes que tem tudo de emocional abalado e zoado, tem amor ao próximo? Porque agora eu vejo que não estou procurando doença. Que saber que remédio usar não é ser a maníaca dos medicamentos e sim que passei por coisas e posso ajudar.

Sei que ficou confuso, mas quero por aqui pedir se você faz essas piadas com seus amigos só parem ok? Foi culpa dessas piadas que me levaram a deixar de me amar e parar de cuidar da minha saúde em prol de parar de ser zoada (sim, com 21 anos). Amar você mesmo não tem a ver com aparência, nem com aceitação do corpo... Tem a ver com amar você por inteiro, mesmo com defeitos e doenças. Quando você para de se amar... Bom, vocês viram o que acontece.

Espero não ter deixado ninguém entediado e que vocês tenham me entendido.

DIY: Como transformar sua calça jeans em uma jardineira

Se existe algo que as pessoas me pedem muito, m-u-i-t-o, é para fazer DIY. Acontece que eu não sou daquele tipo de pessoa que costuma customizar nada nem mudar, sabe? Maaas estou mudando isso de forma natural (e não porque querem, juro!) e vagando pelo YT em um dia que não tinha nada para fazer, eis que me surge: como transformar sua calça jeans em jardineira.

Aí né, fiquei intrigada. Assisti à uns 3 vídeos ou mais e falei: Tá bom, talvez eu consiga fazer isso. E não é que eu simplesmente me rendi para fazer mesmo?

Mas então, já aviso que não sei se vocês irão gostar, maaas fiz com todo meu amor. A calça que usei era do meu pai e ficou pequena nele (miga, a calça mal entrou em mim, quem diria nele) e aí falei: Tá de bobeira em casa é minha (tava até com a etiqueta).
 ASSISTA EM HD!


E então, gostaram? Mudariam algo? Me contem!

Look: colete felpudo com calça jeans

Como está o tempo por aí? Começo com essa pergunta porque aqui está bem confuso: Começa frio, esquenta, esfria, esquenta... Tá uma verdadeira metamorfose. Por essas e outras meu corpo não aguentou e estou com uma gripe horrível, expectorando e tudo mais.

Mas vamos falar de look que é porque vocês estão aqui, certo? Usei esse look para uma saída básica, nesse dia eu acordei e falei: Vou colocar salto porque eu quero. Como eu ia andar de carro não achei complicado, já que eu mal andei.

Eu estou sem nenhuma maquiagem nas fotos pelo simples fato de tudo, t-u-d-o, me deixar irritada quando estou doente. Para ficar só com cara de doente e não postura apostei no meu colete felpudo que por ter pago caro não tiro mais do  corpo, minha calça jeans que é cintura média e esse salto.

Essa blusa pra quem interessar é do O Teatro Mágico, uma banda que começou carreira aqui na região metropolitana de São Paulo - Osasco. Tem na blusa a letra de uma música, o que eu particularmente adoro.






Calça e colete: YouCom | Bota: Vizzano | Camiseta: O teatro Mágico | Bolsa: Brechó

E então, gostaram do look?