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21 maio 2019

Imagem: Arquivo



Chegou nosso capítulo final. Nosso ponto e vírgula não foi um tempo para encontrarmos novos amores, novas essências e recomeçar um novo capítulo. Foi um encerramento. Não sei se foi o dia que você foi romântico com outra entregando rosas e um pedido de namoro escrito com aliança ou se quando eu acordei e não senti sua falta.
Ou se foi quando você disse que eu te mandava mensagem e você não respondia. Não sei dizer ao certo, foi uma sucessão de fatores. Aquela velha frase “Você não conhece alguém quando está junto e sim quando separa” nunca fez tanto sentido na minha vida.
Você encerrou nossa história sem nem se preocupar com meus sentimentos. A minha visão sentada no chão do banheiro grunhindo de tanto chorar ainda está em minhas memórias ou daquela vez que tive que fazer uma lista de motivos pra sair da cama nunca sairão da minha mente. Mas eu me reconectei comigo mesma.
Eu não precisei de outra pessoa, não precisei apresentar ninguém aos meus pais e não precisei de você. Não precisei do seu dinheiro, da sua estabilidade ou das suas falsas palavras de um dia ficarmos juntos e nos casarmos. Eu nunca precisei de nada disso.
Eu me joguei nos estudos sobre bruxaria natural, exoterismo e astrologia. Me vi indo em um bar de faculdade para beber e dançar sem me preocupar com nada. Abordando sobre política sem nenhum problema e tendo pessoas pra me lembrarem o quanto sou incrível e inteligente.
Você não esteve lá quando meu mundo caiu por conta de um diagnóstico ou quando aquele que não deve ser nomeado reapareceu na minha vida. Você perdeu uma pessoa fraca e hoje sei que não alguém podado aos moldes de alguém que nunca me mereceu.
É aquele clichê “Azar de quem te perdeu, sorte de quem te encontrar agora: mais feliz, mais madura e mais forte” e também que um dia encontrarei alguém capaz de aguentar minha força de mulher forte e independente que você não suportou.
E por aqui, eu encerro nossa história para mim. Você já encerrou faz tempo, mas eu precisava  encerrar por mim mesma. Eu tirei a ilusão que eu tinha de você de dentro de mim.

20 setembro 2018


Existe um episódio em  Grey’s Anatomy onde a moça tem que olhar no espelho e falar “Eu sou uma viúva” para se aceitar e eu estou tendo que falar “eu estou solteira” para entender o que aconteceu comigo. Esse foi de longe o meu relacionamento mais maduro, o mais estável e o mais saudável, aquele que parecia um conto de fadas de quando você encontra seu amor aos 16. E era exatamente assim que eu em sentia: Em um conto da Disney, onde me caso com meu primeiro namorado sério.

Nós passamos por muita coisa junto, desde o meu afastamento do meu irmão, minha formatura no ensino médio, faculdade e até minhas crises de ansiedade. E eu também estava ali por ele, em suas formações, incentivando à estudar e até levando a gata ao veterinário junto, aquela mesma que eu chamava de “nossa” quando na verdade eu só via aos finais de semana.

Um relacionamento é como uma montanha russa, às vezes anda reto, vira de ponta cabeça, dá frio na barriga, medo... Mas no final é bom, e é isso que levo desse relacionamento por mais dolorido que esse final possa ser. Quando um relacionamento chega ao fim, sempre perguntam quem é o culpado mas a verdade é que na nossa relação não foi assim. Não houveram traições, não houveram brigas e na minha mente de criança Disney não havia sinais que estava próximo ao término.

Uma semana antes uma conversa franca sobre o futuro, sobre a necessidade de se pensar no casamento, casa própria e depois uma crise de sentimentos, medo e angústias que não puderam ser superados. Não é fácil ouvir que uma relação que parecia tão de boa estivesse desgastada e não é fácil contar no calendário que nossa última relação sexual tivesse sido quando tudo já estava estremecido. Mas acabou e é necessário superar.

E agora pra mim parece ser o momento mais difícil e também o mais doloroso: me reinserir na sociedade de forma a estar solteira e também ver que o mundo ao meu redor havia evoluído junto comigo e que agora eu não me encaixo em mais nenhum grupo. Nenhuma das minhas amigas estão vivendo esse momento comigo, afinal tenho as que já são mães, as que estão pra se casar e também as que namoram. Quando se namora por muito tempo o ciclo social de ambos se misturam, você não sabe mais de quem aquele fulano ou aquela cicrana era amiga na origem e quando se termina essas definições voltam a fazer parte.

Eu me sinto perdida, eu não sei por onde ir ou quem procurar pra tomar uma breja no final do expediente. Não culpo ninguém, eu sei que involuntariamente quando namoramos nossos amigos não viram tão primeiro plano assim e não culpo ninguém, mas eu estou perdida.

Eu me sinto sozinha, me pergunto se ir em um  rodízio sozinha e colocar uma série na Netflix enquanto como parece tão esquisito para alguém. Me disseram que devo me amar em primeiro lugar, mas eu já me amo. Não me culpo pelo fim do relacionamento, acredito que seja erro dos dois que levaram ao extremo de não estarmos mais juntos e sei que posso encontrar alguém que me ame por aí, não me sinto diminuída mas sim perdida.

É difícil se sentir sozinha mesmo com todo e qualquer tipo de carinho que suas amigas possam dar não será o suficiente. Minhas noites de sábado não serão mais recheadas com netflix ou “Fábrica de casamento” e uns agarramentos no sofá. Eu não terei mais uma companhia que aceite os roles mais doidos sem questionar, as mensagens de bom dia, bom almoço e boa noite. E confesso, essa parte tem sido muito difícil porque quando temos um costume por quase 7 anos, mudar assim dói e te deixa sem rumo.

Eu estou sem rumo, remando em busca de algo que não sei o que é nem pra onde é. Eu sei que não é culpa de ninguém eu me sentir tão sozinha e também sei que as pessoas estão se esforçando ao máximo para me deixarem feliz – um abraço e um beijo especial aos meus pais por isso.

A verdade é que tudo foi belo e não tenho do que reclamar do meu ex namorado (é muito estranho pensar e escrever essa palavra) e se um dia ele chegar a ler esse texto, saiba que eu sei que você foi o melhor de si pra mim e eu o melhor de mim pra você e que mesmo eu discordando de muita coisa, sei que foi o melhor e que no meu coração eu só estou levando os momentos bons e sei que essa separação foi dolorida para ambas as partes.

Meu único desejo é voltar a me sentir incluída em grupos de amigos e que eu refaça algum círculo de amizade.
Uma foto em meio às flores para meu renascimento pessoal


06 junho 2017

Por acreditar em astrologia vejo cada novo ano como um novo ciclo a ser tomado, nossa revolução solar nos diz muito sobre como seremos em nossas vidas. Sou de gêmeos com ascendente e lua em virgem e minha revolução solar já evolui pra aquário, o que mostra que entre os 21 e 22 anos eu mudei muita coisa em mim.

Percebi que de uns tempos pra cá eu estou mais metódica e também bem mais detalhista. Passei a ser a louca da organização e fiz até um bullet journal, coisa que até um ano atrás eu não suportava. Quando fiz 18 anos confesso que não me senti mais velha nem nada, eu já estava na faculdade então sem muitas mudanças. Com 21 veio aquela conhecida crise dos 20 e tantos anos, mas perto do meu famoso inferno astral durante mercúrio retrógrado em áries (signo que tenho interceptado) eu me interiorizei e mudei muita coisa que talvez outras pessoas não  percebam.

Eu me esforcei e consegui gravar 30 vídeos para o YouTube e fazer um #CarlaTodoDia como nunca imaginei, consegui me manter focada para editar vídeos e ainda consegui manter as postagens todos os dias por aqui. É, nem parece mas pela primeira vez eu me sinto uma adulta. Ok, existem dias que eu compro um pacote de fini e como sozinha sem nem pensar duas vezes, dias em que não queria me preocupar com a fatura vencida do cartão ou com mandar currículo/cobrar empresas sobre aquele publi antigo. Tem dias que me sinto pequena em meio ao mundo, meu 1,52 fala mais alto e enxergo todos ao meu redor com o dobro de tamanho que eu e a cara de não acreditarem que sou maior de idade me incomoda e em outros eu saio mostrando meu RG e fazendo questão de lembrar todos ao meu redor que tenho um currículo de dar inveja.

Não sou 100% adulta e nunca morei sozinha (o que equivale a dizer que também não lavo minhas roupas ainda) mas sinto que tudo é uma evolução e que você deve fazer o máximo para se esforçar a cada dia. Agora, oficialmente com 22 anos, eu sei que nada em si vai mudar loucamente mas vai me fazer feliz ver que posso evoluir espiritualmente a cada dia.

Todos os dias é uma loucura de sentimentos, mas uma loucura boa. E que comece os 22 anos, ou dois patinhos na lagoa.


AAAAAAAAAAH e gente tá tendo vídeo todo dia no canal tá? Abaixo está a playlist com o que está no ar no momento e também o botão para vocês se inscreverem!

  

E feliz aniversário pra mim!

21 abril 2017


Se você chegou até aqui provavelmente tem duas opções: vieram aqui porque já conheciam o blog ou porque você está passando por isso. Se for a segunda opção sinto lhe contar, provavelmente você não encontrará nada que te acalme aqui, mas talvez você possa se sentir contemplado de dividir os mesmos sentimentos comigo.

Há três meses fui diagnosticada com ansiedade, a doença do século XXI. Depois de algum tempo fui obrigada a perceber que não era só isso, era uma luta diária entre estar empolgada e querer ficar na cama pensando na vida ou se sentir sufocada por ter muita coisa pra fazer e me despedaçar em choro sem motivo aparente. Foi então que veio mais um diagnóstico: depressão. Mas o que tem de tão demais em ter as duas coisas? Bom, isso é realmente complicado.

Minha pior crise de ansiedade foi na minha prova de direção (que eu passei!), onde eu sentia meu peito doer e uma falta de ar inacreditável. Depois disso vieram as noites mal dormidas por não conseguir desligar o cérebro e também a quantidade inimaginável de vezes em que me via pensando em várias coisas que nunca vão acontecer (assim espero) mas que me faziam chorar antes de dormir.

Depois surgiu as coisas legais que me aconteciam e eu não conseguia me animar, minha amigas foram as primeiras a perceber: Afinal, por incrível que pareça eu sempre fui a menina animada da galera. E então eu percebia que eu estava super a fim de fazer a coisa, ansiedade a mil mas meu corpo ficava ali estagnado e eu só conseguia pensar em coisas ruins.

Infelizmente eu não comecei a tomar a medicação, exige uma grana que infelizmente não tenho no momento, então tenho que me virar como eu posso. Faço o necessário pra me mover todos os dias da minha cama um mantra parecido com o do Derek Sherperd (quem assiste Grey's Anatomy pode me entender aqui) e pensar "Esta é uma bela manhã para fazer tudo que tenho vontade" e esse é meu pensamento todos os dias.

Não tive dificuldades em aceitar o que eu tenho, sei que é apenas um resultado de toda a zoação, machismo e muitas outras coisas que sofri da infância à adolescência pelas mais variadas pessoas. E todos os dias eu sei que vou melhorar, seja porque tiro algumas horas por dia pra ficar sem internet ou por fazer meditação guiada antes de dormir. Quem tem sabe que nunca vai estar 100% bom, as crises podem aparecer quando você menos espera e te fazer andar 8km sem sentir em um dia (acredite, o dia seguinte é péssimo). Não é fácil, mas esses primeiros meses me fizeram me conhecer melhor, ver meus limites e saber até onde devo ir. Não é fácil, eu sei e você que está lendo também sabe. Cada corpo e mente agem de um jeito, é impossível todos serem iguais, mas é a pura realidade. Tudo isso serve para que possamos nos conhecer e principalmente saber até onde aguentamos e no momento eu sei que aguento a maior pressão que tiver sem nenhum problema.

18 abril 2017


Um feminismo escancarado, talvez muito branco não sei pois reconheço que sou privilegiada em diversos sentidos, mas necessário de se assistir. 4 mulheres aprendendo a viver em um mundo só delas. Hannah, Jessa, Marnie e Shoshanna.
Eu quero agradecer, dizer um obrigada bem alto por todas as vezes que vocês me deixaram melhores, me fizeram ver que ok ter 20 e tantos anos e não ter "dado certo". Ok não viver o amor da sua vida, casar e ter filhos antes dos 30.
Quando o mundo estava de cabeça para baixo eu via vocês e tudo ficava bem, eu sabia que da minha maneira eu estava lutando para as coisas acontecerem,
Nessa série eu vi que a vida pode te deixar sem rumo e te levar à lugares inimagináveis, que nossos objetivos algumas vezes nos levam a caminhos longos e estradas erradas, mas que tudo bem temos que passar por isso mesmo.
Eu vi que tudo bem querer ser independente, mas que aceitar ajuda também faz parte. Aprendi com a Hannah que eu não preciso amar meu corpo, mas sim aceitá-lo e não odiá-lo e aprender a deixar isso bem claro. Com a Shosh aprendi que posso ser bem sucedida quando menos esperar. A Marnie me mostrou que cada um possui um talento e que às vezes é difícil aceitar e a Jessa, essa meu bem, essa me ensinou a ser autêntica e forte quando tudo resolver desabar em sua cabeça.
Vocês não foram perfeitas e algumas vezes tomaram atitudes que me faziam querer adentrar a tela do notebook e dar na cara de vocês. Mas foram essas atitudes que me mostraram o que é crescer, amadurecer e se tornar adulto. Um jogo de erros e acertos, de cara ou coroa que muitas vezes depende apenas da sorte.
Eu me vejo em cada uma, em cada atitude precipitada e também nas pensadas. Vocês me deram tchau nesse último domingo e tudo bem, o caminho precisa ser seguido, mas levarei comigo cada ensinamento mesmo que pareça que estava tudo errado.
Muito obrigada por me mostrarem que ok relacionamentos não darem certo e ok também não continuar uma amizade por ela ser tóxica mesmo amando muito aquela pessoa.
Eu me sinto uma criança, inexperiente e perdida no mundo, mas essa série, essas garotas me mostraram como é possível viver as piores coisas e superar sem me dar nenhuma resposta.
Obrigada por esses anos, obrigada por me acompanharem na faculdade. Acabou na televisão mas não apaga nenhum dos sentimentos que tive ao assistir a série. O roteiro não era grande coisa, mas era a Lena dirigindo toda a série e sendo atriz (ela interpretou a Hannah) e a história vale mais que qualquer coisa.
E mais uma vez, obrigada.

30 março 2017

Quem me acompanha nas redes sociais (se você ainda não me segue tem todos os links aqui do lado!) sabe que eu sou a louca da astrologia, mesmo sem nunca ter feito curso. Pensando nisso resolvi comentar de como eu me apaixonei por esse universo e porque isso aconteceu.

Mapa Astral. Signo Interceptado. Planeta Regente. Casas. Graus. É uma infinidade de termos que são necessários serem memorizados e consultados o tempo todo a cada vez que a lua, sol ou um planeta muda de direção (ou fica retrógrado né).

Quando eu tinha 8 anos descobri que meu signo era gêmeos e procurava as informações mais completas sobre isso, inclusive digitava no Google pra ver o que significava ter nascido no dia 6 de junho, se isso era ruim e etc. Eu não sabia nada de astrologia e fiquei sem entender até ano passado.

Agora, com 21 anos, me descobri ser apaixonada por esse universo e através dele tenho me conhecido cada vez mais. Sempre soube qual era o meu ponto fraco, mas nunca soube lidar muito bem com ele e a astrologia me fez enxergar como dominar, qual era a casa (veja esse post) que eu tenho que trabalhar melhor e também como os trânsitos do meu signo influenciam na minha vida. 

A astrologia é uma ciência exata e se você não acredita leia esse post aqui. Vou deixar um argumento pra vocês: Se a lua influencia a maré porque não iria influenciar nosso corpo que possui 80% de água? Pois é, para pra pensar que faz sentido.

Desde que descobri que astrologia não é só seu signo e sim um mapa astral completo eu passei a me entender e todas as vezes que arrisco o ascendente do meu amigo eu super acerto. A verdade é que eu me tornei a louca da astrologia e foi assim: desde criança. 

Quando um planeta está retrógrado e eu tenho ele em um signo de grande influência no meu mapa eu fico diferente, a astrologia consegue até explicar meus momentos de tristeza. Não foi algo onde eu busquei um escape da rotina, muito pelo contrário eu me interesso muito antes de virar modinha.

Para os curiosos: Sou de gêmeos com ascendente e lua em virgem, possuo Libra e Áries interceptados (por isso tenho dificuldade em lidar com as características desses signos).

E vocês, acreditam em astrologia?



12 março 2017


          Eu sou uma típica baixinha, praticamente uma das que mais defendem que não importa seu tamanho você deve usar tudo. Com meu 1,52cm de altura eu tento sempre buscar inspirações para meu corpo que é um bem específico: peitos pequenos, cintura marcada e um quadril extramente grande. 



Quando penso em comprar uma calça ou shorts é uma briga grande, vocês já repararam, apesar das altas falarem o contrário, o tamanho das pernas de uma calça? Com essa minha altura que citei acima e meu quadril, uso em torno de 42 na Riachuelo, 40 na Renner e 38 na C&A (por favor, bora padronizar essas medidas gente!) e caso a calça não seja no estilo cropped (que pra mim fica normal) eu retiro mais de 20cm de barra fácil.

E não estou exagerando, isso é uma realidade bem comum. Quanto mais larga a peça, maior a barra que terei que fazer. Outra coisa são os vestidos, em pessoas altas mega curto em mim ou fica curto num estilo 36 e não me entra (obviamente) ou então fica pra baixo do joelho quando a modelagem não é midi.

Esses dias no BuzzFeed Brasil, saiu uma reportagem sobre uma baixinha que ignorou todas as regras e usou saia longa e sapato baixo, listras na vertical, saia pantalona entre outras. A verdade é que normalmente sofremos muito pra usar uma calça skinny, já que como falei retirando 20cm de barra ela vira uma calça larga e lá vamos nós fazer mais ajustes.

Imagens retiradas de BuzzFeed



















A única vez que não tive que fazer mudanças em uma calça ela era cropped e ficou skinny longa (e sem a dobra virada ela fica grande, viu?). Não é fácil achar uma roupa pra baixinha, vestidos de festa longo então nem se fala, nessa minha formatura eu nem ligava pra beleza do calçado, se não tinha uns 10cm de salto nem pegava nele porque ele não poderia ser feito barra.

Vejo amigas com alguns centímetros a mais com facilidade de comprarem roupas e eu aqui, na sofrência total. Não é fácil ser baixinha, vocês podem perceber nos meus looks que eu sofro bastante e minhas combinações acabam sendo sempre as mesmas né.

Não é fácil ser baixinha, não é fácil ver as pessoas ditando milhares de regras sobre como você deve se vestir. Simplesmente, temos que ignorar e criar nossas próprias regras.

10 março 2017

Eu queria escrever um texto sobre minha formatura e nada saía. Eu enfim me tornar jornalista, a louca que escolheu uma das profissões mais perigosas. A verdade  é que eu nunca parei pra pensar sobre isso, confesso que pensando em como escrever eu me lembrei do post da Thayse do Brilho de Aluguel onde ela dizia que ela sempre soube soube que ia se tornar jornalista, foi a mesma coisa comigo.

Quando criança eu abria as revistas e fingia que lia algo e observava a quantidade que havia de palavras ali. Com o tempo eu fui colecionando as mais diversas revistas e lendo cada vez mais sobre assuntos que eu achava chato apenas por gostar de folhear uma revista ou mesmo um jornal.

O tempo foi passando e as minhas leituras aumentando, o dinheiro gasto com revistas então. Eu passei pela falecida revista Genius, Atrevidinha, Capricho, Época entre tantas outras, vi meu lado escritora se fortalecer. Comecei a ler mais e mais livros e quando  dei por mim tinha uma paixão tanto por best sellers, quanto leitura juvenil e também clássicos.

Aí veio a escolha do vestibular, aquela pressão dos amigos (sim, dos amigos) para escolher algo que não fosse jornalismo, já que era um absurdo eu fazer algo que não valia meu diploma. Eu como uma aluna bem regular fui taxada de louca quando disse que eu queria a PUC ou Mackenzie. Afinal, como eu conseguiria sendo tão regular? Bom, eu não sei mas passei com bolsa integral pelo ProUni. E então veio os comentários de que eu era privilegiada e tive que aprender a responder. Responder que eu não tinha dinheiro, que vivia no vermelho para pegar todos os dias o trem e metrô que me levavam pra lá, que pagar qualquer que fosse a faculdade estava fora de cogitação. Tive que enfrentar muitas pessoas que eu acreditava que eram minhas amigas me falando isso.
Fui jogada em um universo onde as pessoas tem dinheiro, onde entrar na PUC era a última opção porque estudaram a vida inteira em particular e deveriam ir para a pública e eu no caminho inverso. Todos ao meu redor já haviam visto os mais diversos filmes cults e eu vendo tudo pela primeira vez na faculdade. Eu não fazia ideia do que era direita e esquerda e descobri na prática, ao trabalhar em uma campanha presidencial para um partido de direita e ir contra as minhas convicções. 


Me (re)descobri feminista. Eu sempre falei frases como "o que eu faço é só da minha conta", "se fosse homem vocês não estariam julgando" e eu não fazia ideia de que eu estava certa. O feminismo me viu num abismo e ao invés de me empurrar segurou minha mão para descer em segurança. Passei a me amar, amar meu corpo, meu cérebro e até meus defeitos. Tive que aprender a perder a vergonha de falar que eu amo moda e política, conseguir explicar uma coisa dessas fazia o cérebro das pessoas entrar em tilti permanente.

Foram 4 anos difíceis, foi falar de moda inclusiva no blog para uma matéria, criar uma revista de arte feminista, criar sozinha uma revista de moda unissex e depois mexer em php para criar um site informativo sobre moda para cadeirantes. Foi através das palavras que eu guiei meu caminho, que mostrei que a moda é mais que futilidade e que faz parte do seu próprio eu.

Queria ter me jogado mais na faculdade, participado de várias coisas mas por acordar muitas vezes as 5h para ir para aula tudo se tornava impossível. Não tive dinheiro pra mudar pra perto da faculdade nem para sair da casa dos meus pais, mas eu aprendi muita coisa. Aprendi a ser mais humana, a lidar com gente que compra o mundo com dinheiro e que eu não precisava de dinheiro pra ter a melhor educação possível.

Foram noites dormindo mal, dormindo 3h, 2h por noite... Ninguém disse que era fácil, mas confesso que foi mais difícil do que pensei. Se eu pudesse voltava o tempo e faria tudo igual, porque sei que se eu tivesse feito tudo eu não teria sido nada. Acabou. Formei.

20 fevereiro 2017

*Esse texto é um desabafo pessoal, leia com atenção ou dirija-se ao próximo post*


Desde sempre sou conhecida pela minha família como A bela adormecida, mas de uns tempos para cá muita coisa mudou. Eu, que sempre fui uma pessoa diurna, me vi dormindo pouco à noite e invertendo as necessidades. Não sei ao certo o que houve, foi algo repentino que não esperava.

Meu corpo nem sempre queria se levantar, uma sensação de que tudo podia dar certo tomava conta de mim, mas meu corpo se retraía e eu voltava a dormir após as 10h da manhã. Durante a noite eu tentava dormir de todas as maneiras, mas meu corpo se agitava e várias ideias de coisas para fazer passavam pela minha cabeça.

Há sim uma explicação astrológica para isso, mas tudo começou antes da posição de plutão ter mudado. Fui diagnosticada com depressão e crise de ansiedade e tudo fez sentido. Eu estava triste, mas meu corpo me fazia andar, me mover e criar mesmo na minha pior maneira de ser. As pessoas me falavam que eu estava triste, mas eu achava que era apenas algo passageiro e demorei a perceber que não era exatamente o que eu pensava até que parei de desejar coisas que antes eu amava.

A ideia de bela adormecida foi ficando cada vez mais distante, foram necessários remédios, meditações guiadas e tentativas de Yoga para que eu pudesse me reerguer. Não vou mentir e falar que estou bem, todos os dias pela manhã meu corpo se retrai e praticamente me pergunta se eu realmente quero me levantar e não é uma briga com ele. É com minha mente, parte do meu cérebro que se recusa a fazer coisas simples como levantar da cama. O sono passou a fazer parte de mim, porém mais agitado e com mais aberturas de olhos durante a madrugada.

Durmo bem quando não me sinto sozinha, quando estou com alguém como meu namorado na maior parte do tempo. Não é vergonha admitir que nosso cérebro tem falhas, que nosso corpo não se comporta como deveria. É vergonhoso os amigos não perceberem o quão sério é isso.

24 dezembro 2016

2016 não foi um ano fácil, muito pelo contrário. Para alguns pode ter sido um ano ok, mas para a maioria das pessoas não foi. Astrologicamente foi um ano de mudanças, de retirar de sua vida tudo aquilo que lhe atrasa e te faz mal. 2017 vai ser um ano das reconciliações, do trabalho excessivo e da dosagem das coisas.

Não sei o que aconteceu comigo nesse 2016, perdi sonhos, perdi amigos e me perdi internamente. Teve coisas boas claro: Tirei as pessoas tóxicas de minha vida, tirei carta de motorista, fiz uma cirurgia que me evitou possíveis problemas... Mas ele ainda não acabou e acho que muita coisa ainda vai acontecer nessa minha vida, que podem ser boas ou ruim.

Acho que foi um ano para te colocar à prova da vida, aceitar mudanças e também saber lidar com elas. Após ler esse texto percebi que eu havia aprendido algumas coisas nesse ano e que eu só não estava querendo enxergar.


Então vamos as cinco coisas que aprendi nesse ano:


    1. Desapegar é a palavra: Sério, esse ano foi o que mais desapeguei das coisas, principalmente pessoas. Percebi que muitas pessoas ao meu redor ao invés de somarem, estavam causando problemas emocionais e que eu estava ficando desgastada apenas de vê-las e foi um sábia decisão seguir minha vida.
    2. Não me cobrar ao extremo: Eu como uma pessoa jovem de 21 anos acabei me cobrando demais e o resultado não podia ter sido outro: Começo de crises de ansiedade, Não foi fácil, mas tive que começar a pensar que tudo acontece por uma razão e que é necessário saber dosar a cobrança com a satisfação. Na maior parte do tempo a vida não toma os caminhos que gostaríamos e não tem problema! É só uma forma de nos mostrar que temos diversos outros jeitos de seguir com tudo.
    3. Cuidar da saúde é tudo: Eu como já comentei em um texto por aqui, disse que as pessoas me zoarem por ter "todas as doenças" foi acabando com meu psicológico e eu acabei por deixar de me cuidar até ter que retirar a vesícula (coisa que eu nem sabia que teria porque não ia ao médico). Percebi que as pessoas zoavam por ser o medo delas, medo que elas tivessem doentes ao ver os meus sintomas e aprendi a seguir a vida.
    4. Estar com alguém não é necessariamente conhecê-la: Isso não é necessariamente com relacionamento amoroso, mas para amizades também. Você pode conhecer a pessoa, mas você não deve colocar tanta estimativa em cima da pessoa, ela é humana e pode errar. Não é porque ela te fez mal que você não vai sentir falta dela, muito pelo contrário isso só mostra que você a amou intensamente e que foi bom.
    5. Novo ciclo é começar do zero: Como já disse, astrologicamente foi um ano de novos ciclos. Foi como se os astros estivessem dizendo que era hora de seguir em frente e aprender a viver bem, Nem sempre é fácil, eu por exemplo sofri muito, mas é necessário deixar de insistir tanto por algo que não dá certo e começar a pensar apenas nas coisas que são possíveis de serem boas.
Eu estou pensando bastante em como começar 2017 bem, apesar de todo o clima ruim que estou sentindo, mas sei que por ser um ano de reconciliações (astrologicamente só começa em março) vai ser bom para todos.

E vocês, o que acharam de 2016, aprenderam algo?

11 novembro 2016




Você é tóxica. Sua competição feminina era insuportável. Eu te mostrava as coisas, contava as novidades e você não ligava. Depois aparecia contando como se fosse novidade e ninguém tivesse te falado. Você me dava patada e culpava sua TPM, seu livro triste pelo seu mau humor. Mas na verdade tudo era motivo para me tratar mal.
Você não acredita na importância dos meus estudos ou quão longe eu conseguiria ir. Sua cara era sempre de deboche. Mas eu achava que você era minha amiga. Saía correndo quando você ligava precisando de algo, coisa que você jamais iria fazer (ou fez) por mim. Você quer ser o centro das atenções, receber elogios e não suporta outra pessoa que seja tão inteligente quanto você (qualquer uma do sexo feminino na verdade).
Aquele dia em que você saiu de fininho de uma conversa, ignorando as falas e com um olhar claro de "não te quero falando comigo" me lembrou de quando você falava "vai na frente, to conversando com fulano" (normalmente nenhum segredo, só não queria que eu me tornasse amiga da pessoa). Me lembrou de quando você disse ser uma pessoa invejosa e de quando me contaram que você acha que eu tenho inveja de você (até hoje tento analisar porque eu teria isso).
Apesar de todas as reclamações eu segui minha vida e quando olhei pra mim e disse "não vou me importar mais" ao perceber que todos os nossos momentos bons eram rodeados por uma nuvem tóxica, eu parei de procurar saber sobre você, de pensar em você ou de me perguntar porque você havia se afastado. A verdade é que você nunca esteve presente. Desejo que você continue conseguindo tudo que deseja, que não tenha amizades sazonalmente com o sexo feminino e consigo manter uma linha reta e sem curvas perigosas que farão você se afastar da pessoa. Desejo além de tudo que seja feliz e pare de acreditar que nós mulheres fomos feitas para sermos competidoras uma das outras. Pare de ser tóxica com os outros. Pare de ser tóxica com você.

05 setembro 2016

Eu sei que eu voltei e apenas disse por cima que iria explicar tudo. Bom chegou a hora e achei válido. Em agosto muitas coisas aconteceram comigo além das explicações astrológicas (caso você não acompanhe horóscopo não saberá do que estou falando HAHAHA) e com isso muita coisa aconteceu.

Pra começar vocês lembram que nesse look comentei que estava um pouco doente? Depois desse dia eu fiquei ainda pior: Comecei a expectorar ainda mais, meu corpo doer e fiquei muito fraca. Conseguir postar ficou muito difícil, então eu simplesmente parei por 15 dias que foi enquanto durou.

Depois desses 15 dias tive que adiantar grande parte do meu TCC, logo não consegui voltar para cá. Também tive que fazer vários exames para minha cirurgia (quem em breve eu conto certinho, vou fazer um vídeo explicando certinho).

Essas foram as razões, juro que vou tentar voltar a fazer post 5x por semana, mas é bem complicado. A dica da vida é me seguir em todas as redes sociais, estou sempre por esses lugares: Instagram, Facebook, Twitter e Snapchat - Vestindo Ideias. 

E como vai a vida de vocês? Alguém percebeu que dei essa sumida? rs

10 agosto 2016



Eu pensei muito sobre escrever esse texto, mas a verdade é que não resisti. Passei muito tempo da minha vida tentando me adequar ao que os outros queriam, tentando me adaptar ao invés de permitir que as pessoas me aceitassem como eu sou.

Entrei na faculdade e fiquei envergonhada de admitir meu gosto por moda afinal "jornalismo de moda não é jornalismo" ou por diversos comentários que só viam o lado ruim da moda. Também passei por momentos difíceis: Dois estágios que apesar das experiências me trouxeram mais e mais problemas de saúde.

Mas o que isso tem a ver com amor próprio? Eu deixei de me amar nesse meio tempo. Tentei gostar de coisas que todos gostavam apenas por não conseguir me encaixar, meus pais chegaram até a perguntar se eu não queria parar a faculdade.

Ano passado começaram os problemas de saúde: Gastrite, pedra no rim, microcistos no ovário, ferida no útero... Tudo isso com fundo emocional. Mas Carla, você tem auto estima né? Sim eu tenho, mas não significa que eu estivesse amando meu corpo. Por conta de todos esses problemas de saúde as piadas de "você tem de tudo", "a Carla procura doença até onde não tem", foram me causando problemas emocionais que me levaram a ter crises de ansiedade (e as piadas sobre eu ter de tudo continuaram).

A verdade é que eu deixei esses comentários me abalarem, eu me descuidei. Voltei a comer de tudo, de não ter horário para refeições e evitar voltar ao médico. E agora eu voltei. E justo agora eu tenho mais problemas de saúde do que tinha antes (mais pra frente eu conto direito sobre isso!!) e estou sendo obrigada a ver essas piadas de novo.

E eu me pergunto se quem faz piada com pessoas doentes que tem tudo de emocional abalado e zoado, tem amor ao próximo? Porque agora eu vejo que não estou procurando doença. Que saber que remédio usar não é ser a maníaca dos medicamentos e sim que passei por coisas e posso ajudar.

Sei que ficou confuso, mas quero por aqui pedir se você faz essas piadas com seus amigos só parem ok? Foi culpa dessas piadas que me levaram a deixar de me amar e parar de cuidar da minha saúde em prol de parar de ser zoada (sim, com 21 anos). Amar você mesmo não tem a ver com aparência, nem com aceitação do corpo... Tem a ver com amar você por inteiro, mesmo com defeitos e doenças. Quando você para de se amar... Bom, vocês viram o que acontece.

Espero não ter deixado ninguém entediado e que vocês tenham me entendido.

25 dezembro 2015

Eu pensei em trazer meu look de Natal para vocês, mas resolvi que tenho algumas coisas para falar antes que o ano acabe. A verdade é que prometi mudanças e ainda não consegui cumprir, não foi na maldade: eu apenas tive um ano ruim e agora vou desabafar com vocês.
Eu me vi chorando para escrever algo aqui e então eu percebi o significado que esse tem. Ele foi ruim? Foi péssimo. Mas como todo final de ano eu me vejo triste, eu sentava com alguém na sala na retrospectiva da Globo e comia pão de queijo e tomava Coca-Cola (não tomo mais refrigerante) e eu não tenho mais isso há uns 4 anos, eu acho.

A primeira vez que pintei o cabelo esse alguém estava no exterior e quando voltou eu pintei de verde. E hoje eu pintei de rosa e fiz uma pequena homenagem pra ele na minha revista de moda unissex. Mas o que isso tem a ver? Eu passei o ano relembrando dele indiretamente, eu sinto sua falta e olha que ele ainda está vivo.

Eu errei, não soube me expressar em palavras e dei a entender algo que eu não queria. A pessoa nunca lerá esse texto e provavelmente não terá acesso, mas eu quero dizer que esse ano eu coloquei todos os ensinamentos em ação: levantei minha cabeça quando necessário, fui eu mesma sem me preocupar com os outros e ainda investi na minha educação (no caso fiz um curso de especialização em jornalismo de moda), mas ele não estava aqui. Na verdade, nunca esteve.

Esse ano foi ruim, mas olhando meu cabelo e lembrando que você me incentivou a pintar no começo de tudo fez meu coração em migalhas. As pessoas choram ao ver suas fotos de felicidade no Instagram, mas choram porque sentem sua falta. Eu sei onde você está e torço por sua felicidade, mas sei que em algum lugar nesse coração de gelo você sente falta da família e faria de tudo para ser aceito.

Eu nunca pedi isso, mas quero que em 2016 você dê um oi para todos e que ligue para conversar com as pessoas. Eu não sei o que vai do meu próximo ano, mas estou com uma sensação boa. Eu sei que você me odeia e nunca vai me perdoar, mas eu farei de tudo para aliviar minha dor e esse ano eu aceitei ela, aceitei quando me vi em uma depressão da qual não conseguia sair. Foi como naquele filme da Petra Costa o Helena, "temos que mergulhar na nossa dor para superar" e é isso que estou fazendo.

Eu quero que 2016 me traga a chance de viver melhor, de ser uma pessoa mais ativa e que eu possa realizar meus sonhos que não consegui em 2015. Eu quero melhorar, mudar e queria ser perdoada, conversar com você e tudo se realizar. O texto ficou confuso, mas foi esse meu ano: confuso.

Eu sei que foi difícil para todos, mas eu quero um 2016 que eu não termine chorando.

06 junho 2015


A cada carta chega meu coração se transforma em migalhas. Não são cartas de amigos, nem de amores: são contas. Contas para pagar e avisos que estou negativa no banco. Parece apenas mais uma idade, um número, a junção de um número que representa o começo de sua vida, o 2, e um que se jogado ao lado dinheiro aumenta uma década de sua vida, o zero. Parece pouco? Talvez, mas a responsabilidade é enorme.

Cada dia algo parece mais intenso, saber que daqui um ano e meio eu me formo ou que ainda não tenho estágio. São tantas coisas pra pensar, sinto que mesmo sendo uma idade pequena (nem sou maior de idade na maioria dos países ainda), tenho responsabilidades enormes. Do que adianta poder fazer tudo e não ter dinheiro? Ou quando têm é porque trabalha muito e não pode sair? A vida ás vezes é meio esmagadora mesmo.

São tantos pensamentos, tantos avisos de amigos que não podem ir no seu aniversário porque vão trabalhar ou estão sem dinheiro, e pensar que até outro dia não nos importávamos de pedir dinheiro para nossos pais. A vida muda e nos arrasta para mudar junto à ela.

Esse ano eu não estou feliz no meu aniversário e não é por conta da idade. Eu apenas não estou preparada para toda essa responsabilidade que me cerca e muito menos sei como agir em relação à isso. Devia ter ao menos um manual de como se tornar um adulto, isso sim.

Feliz aniversário para mim!

30 dezembro 2014



Olá! Hoje o post de hoje é um tanto quanto pessoal, na verdade é uma despedida desse ano que passou voando. Não é um texto de motivação nem nada e provavelmente não vai merecer um comentário de que lindo o texto. 

Querido 2014,

Pensei muito em como te escrever essa carta e a verdade é que estou sem palavras. Você me deu muitas coisas boas, mas foi na verdade um ano muito ruim para todos. Vi aqueles que eram encantadores de palavras morrerem, vi amigos se distanciarem e vi seis meses perdidos por conta da Copa do Mundo. A verdade é que o tempo realmente voou, eu não vi você passar, quando dei por mim estava fechando o último semestre da faculdade, atolada de trabalhos e tudo atrasado.
Esse ano aprendi a ser menos ingênua, encarei meus medos e me afastei daqueles que me faziam mal, parei de ser reserva para aqueles que me consideram apenas isso. Tive meu primeiro estágio, ele foi bom, mas me mostrou o lado obscuro daqueles que te julgam por você gostar de moda ou ter dificuldade em aprender inglês, eu perdi as contas de quantas vezes eu ia para o banheiro chorar ao receber mais uma frase grosseira sem eu ter feito nada e aprendi a ficar indiferente quando me julgaram por simplesmente ser diferente deles.
A verdade é que esse ano eu me fechei, me fechei para as pessoas e aprendi a demonstrar meus sentimentos de outras formas, porém acima de tudo aprendi a ser mais eu. Eu poderia estar chorando vendo você acabar ou estar pulando de alegria, a verdade é que eu não estou nada.
Fiquei feliz com tudo que aconteceu e triste ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que duvidei de mim descobri que eu poderia ser muito melhor, talvez tenha sido o primeiro ano que eu tenha sido tão eu. Sendo tão eu, no final do ano descobri meus amigos de verdade e aprendi a viver mais, andei mais pela cidade, reencontrei uma amiga que mora longe e descobri que conviver com alguém de outra região por uma semana é maravilhoso, principalmente quando se trata da sua melhor amiga.
Enfim, acima de tudo em 2014 eu me encontrei no meu blog e passei a ser mais exigente com imagens e edições. O blog cresceu, mas em nenhum momento eu me esqueci que quem faz isso aqui não pode ser eu sozinha, são os leitores que estão comigo me acompanhando e me dando dicas ou me criticando quando necessário. Eu quero um 2015 melhor, quero menos estresse, menos gente chata, menos egoísmo e mais alegria. Quero quem sabe um novo estágio, em que simplesmente eu conviva com todos cinco dias e não sete dias por semana.
Quero que em 2015 tudo melhore e que eu saia em busca dos meus sonhos como sempre desejei. Vem 2015, vem!

Se você leu o texto todo eu fico muito feliz e te desejo um bom 2015, caso não eu te desejo mesmo assim.

Próspero ano novo para todos <3

Beijos,
Carla Wolf




15 dezembro 2011

O Vestindo Ideias surgiu à partir da necessidade em se ter um local para conversar, debater e criar sobre moda. Queria por aqui apresentar minhas ideias sobre o que eu acho que a moda poderia ser e como ela poderia ser. Comecei a estudar sobre moda mais a fundo quando iniciei meu curso de modelagem do vestuário em 2011.

Foi nele que encontrei as primeiras ideias de postagens sobre os temas mais diversos que vocês irão encontrar nas próximas postagens. Falar de moda não é apenas apontar o que fica bem ou o que fica ruim, é muito mais que isso. Gilson Monteiro em "A metalinguagem das roupas" já afirmava que "Quando o consumidor decide comprar uma roupa, ele não está apenas comprando alguns pedaços de panos bem costurados. Ele está comprando sua própria alma, para se refletir no outro. Está comprando também toda a representação imagética de grupo que a vestimenta representa." E é exatamente sobre esse pensamento que irei me ater por aqui.

A moda além de tudo é uma questão política e social, pois o que para muitos é apenas mais um detalhe e há as vertentes que são contra o vestir moda, em meu TCC em 2016 chamado de "Salto Em Rodas", sobre como as mulheres podem se empoderar através da moda, Daniela Auler, do projeto Moda Inclusiva, diz "Quando você cria uma roupa pensando na pessoa com deficiência e ela consegue se vestir sozinha, ela se sente independente". E é exatamente essa a questão: a moda pode ter seus defeitos, mas também consegue trazer ao mundo um pouco mais sobre como pequenos atos no dia a dia podem te fazer se sentir bem.

A moda é mais do que apenas uma roupa, do que pensar em como se parecer bonito. Ela é locomoção. Empoderamento. Estilo de vida. Política.

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