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21 agosto 2017

Olá, pessoas! Para esse terceiro post do especial sobre o meu intercâmbio em Salamanca, Espanha, vou falar um pouco sobre turismo. Porque toda viagem para estudar fora, além de incluir uma língua e cultura diferentes, traz à tona o nosso lado turista. Claro que estudar é importante, mas nada melhor que aproveitar o tempo livre para visitar os pontos turísticos da cidade onde estamos. Por isso, hoje separei uma lista com cinco lugares que me marcaram muito e que vale a pena conhecer, sem sair de Salamanca.

1. Plaza Mayor 

A Plaza Mayor de Salamanca é um ponto turístico que pode (e deve) ser visitado tanto de dia quanto à noite. Principal praça da cidade, encontra-se bem no centro e tem saída para várias ruas importantes. Todos os caminhos levam à Plaza Mayor, onde podemos tomar um sorvete ou apreciar uma variedade de petiscos (as tapas) e outras comidinhas típicas acompanhadas de uma boa cerveja enquanto esperamos as luzes da praça acenderem, um espetáculo à parte. Mas cuidado, os restaurantes não permitem que pessoas que não estão consumindo nada se sentem às mesas, mesmo que estejam acompanhando um grupo que esteja comendo algo. Na Plaza Mayor também há uma variedade de eventos culturais, espetáculos de música e exposições, além da central de atendimento aos estudantes, na qual quem está estudando em Salamanca pode tirar a carteirinha de estudante e comprar passagens com desconto.

2. Plaza de Anaya

Bem mais modesta que a Plaza Mayor, a Plaza de Anaya não possui bares ou restaurantes, mas tem um jardim florido lindíssimo, ideal para uma boa foto em frente à catedral. A Plaza de Anaya é um local pelo qual passávamos com frequência, pois fica bem próximo da universidade, e sempre ficávamos maravilhados com o jardim tão bem cuidado. Além da bela visão (também ótima à noite), há muitas lojinhas, igrejas e bares por perto, ou seja, é um lugar para todos os gostos.

3. Catedrais de Salamanca


A cidade de Salamanca possui duas catedrais. Se você estiver na Plaza de Anaya, pode aproveitar para entrar pela Catedral Nova. É preciso pagar uma pequena quantia de entrada, que dá direito ao acesso às duas catedrais. Isso porque as duas igrejas são grudadas. Isso mesmo, parede com parede. O que houve foi que a Catedral Nova estava sendo construída para substituir a velha, que era pequena demais para dar conta dos habitantes de uma cidade em crescimento. Porém, em 1755 um terremoto atingiu Lisboa, e seus efeitos danificaram até a catedral em construção, o que impediu que a Catedral Velha fosse demolida. As catedrais oferecem visitas guiadas e um passeio noturno às torres. Se você for religioso, ou até mesmo curioso, pode assistir à missa em uma das capelas da catedral, elas ocorrem com certa frequência durante o dia e duram pouco menos de meia hora.

4. Universidad de Salamanca


O prédio histórico da Universidade de Salamanca é um passeio interessante, principalmente para estudantes. A história do prédio, as salas de aula medievais, as placas em latim, a biblioteca com manuscritos antigos, as figuras nas paredes e na fachada são uma aula à parte. Ano que vem a universidade fará 800 anos, e é emocionante visitar as primeiras instalações de uma instituição de ensino tão antiga. Aproveite para procurar a rã da boa sorte que está esculpida na fachada, dizem que quem a encontra é bem sucedido nos estudos. Além do prédio histórico, que tal procurar o prédio do seu curso? Quem sabe um dia você não volta para estudar lá...

5. Puente Romano

A Puente Romano, Ponte Romana em português, é uma ponte sobre o rio Tormes, que passa por Salamanca. Mais do que uma simples ponte, é um monumento arquitetônico fantástico, e tem uma bela vista da Catedral (que, aliás, pode ser vista de quase toda a cidade). Além da construção, a Puente Romano é um bom lugar para observar o céu, durante o dia ou à noite, e o rio, numa mistura de natureza e arquitetura de encher os olhos!


E aí, ficou com vontade de visitar Salamanca? Já pode ir montando o seu roteiro. Semana que vem trago mais dicas para vocês. ;)

12 agosto 2017

Olá, pessoas! Continuando a contar minhas aventuras por Salamanca, hoje vou falar um pouco sobre as diferenças culturais (além da língua, é claro!) que mais notei durante meu intercâmbio e que me renderam alguns micos. Porque quando se está em um país estrangeiro, com uma cultura diferente, todo cuidado é pouco na hora de lidar com as pessoas.

1. Higiene

Uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai para fora do Brasil são os hábitos de higiene dos estrangeiros. Na Espanha, por exemplo, eles têm o costume de jogar o papel higiênico no vaso sanitário após o uso. Para eles, é uma questão de higiene, para nós, uma questão sanitária. Os esgotos na Espanha são muito bons e o papel, mais fininho que o nosso, se dissolve mais facilmente sem deixar resíduos. Muitos estabelecimentos nem possuem lixeiras ao lado do vaso sanitário, e pedem para que os absorventes íntimos sejam jogados em um recipiente que fica do lado de fora do reservado. Para quem vem do Brasil, esse hábito é, no mínimo, estranho.

2. Comida
Os churros espanhóis são bem diferentes dos brasileiros

A culinária espanhola é rica em carboidratos. Quando digo carboidratos quero dizer batata. Provei batatas preparadas de várias formas, mas a principal delas foi a batata frita. Além disso, para quem está acostumado com a comida brasileira (a melhor do mundo, diga-se de passagem), a comida da Espanha pode parecer um pouco sem tempero. Sim, eles usam bem menos sal que a gente, e açúcar também. Não era raro ver alguém pedindo mais sal no almoço no alojamento para dar aquela temperadinha nas batatas. As frituras também me pareciam mais oleosas e o café, para uma paulista neta de mineira, era fraco. Mas os pratos com frutos do mar e os sorvetes tinham os seus encantos...

3. Horários

Os espanhóis são pessoas muito pontuais e fiéis a horários. Nenhum evento começava antes ou depois do previsto. As aulas? Sempre no horário marcado. Nós, estudantes brasileiros, estávamos sempre perdidos e, por isso, sempre atrasados. Os horários das refeições também são diferentes. “Um espanhol nunca almoça antes das 14h ou janta antes das 21h!”, foi o que Tico, meu professor de cultura espanhola, disse com orgulho. E é verdade, todas as lojas fecham entre 14h e 16h para o almoço e a famosa siesta, um cochilo depois da refeição. Mas como no verão o sol se põe bem tarde (por volta das 22h), não há problema em jantar mais para o fim do dia.

4. Trânsito

Meus amigos e eu tivemos dificuldade para entender o trânsito na Espanha. O problema é que lá as pessoas realmente respeitam a faixa de pedestres, e foi até um susto quando percebemos que poderíamos atravessar na faixa com o semáforo aberto para os carros, que parariam mesmo assim. Também recebemos muitas buzinadas por praticar um costume muito brasileiro: andar no meio da rua. Os espanhóis respeitam sim os pedestres, desde que estejam atravessando a rua no devido lugar.

5. Cordialidade

As pessoas na Espanha são cordiais, sim. Os brasileiros costumam achar os espanhóis grossos, mas eu digo, eles são só menos pacientes. Aqui no Brasil temos muitos filtros e fazemos de tudo para não magoar as pessoas com quem estamos lidando. Esses filtros são beeem menores na Espanha e as pessoas lá não medem muito o que falam, principalmente com desconhecidos. Mas, em geral, conheci pessoas muito simpáticas e me senti acolhida pelos professores e funcionários da universidade. Também fui bem tratada na rua e na maioria dos estabelecimentos comerciais.


As pessoas na Espanha se encantam com o nosso país, e nossas culturas são bem mais próximas do que parecem. Gostou do texto? Semana que vem tem mais!


Para ver algumas fotos da minha viagem, me segue lá no Instagram @cathebonesso e busque pela #SafoenSalamanca.

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