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21 julho 2018


Lingerie em bom estado de conservação são higienizadas e doadas para outras mulheres, por iniciativa da Ouseuse, de Juraia

moda íntima com projeto social

Em 2017, tive o prazer de conhecer a Ouseuse (veja post aqui) e conhecer os seus projetos que ajudam outras mulheres de diferentes formas, na ocasião conheci um que doava peças  para uma instituição de mulheres com câncer de mama. Ontem foi divulgado que a Burberry, uma marca de auto costura, ao invés de doar suas peças que não são usadas na verdade optam por queimá-las para que não sejam vendidas por preços baixos ou que a população que não tem dinheiro para adquirir não possa simplesmente comprar. E diferente disso, a marca de Minas Gerais vem para provar o contrário dessa história.

O Amiga Recicla é um projeto socioambiental, idealizado pela Sakey e desenvolvido pela diretora da Ouseuse, Rosana Marques, a partir de dois objetivos claros: impedir que roupas íntimas ainda em bom estado de conservação, vão parar nos aterros sanitários e virem mais um passivo ambiental, e, de quebra, ajudar outras mulheres que precisam. O Projeto foi lançada no dia 28 de abril durante a Felinju, Feira de Lingerie de Juruaia, e de lá para cá vem ganhando adeptos e cada vez mais colaboradoras.
ouseuse projeto social
Projeto Amigas do Peito da Ouseuse

Depois de encabeçar uma campanha pelo reaproveitamento de lingerie em bom estado de conservação, o Projeto Amiga Recicla, se prepara para fazer a entrega da primeira remessa de peças arrecadadas. A entrega ocorrerá no dia 28 de julho, data em que é comemorado o Dia da Lingerie. As calcinhas e sutiãs serão destinados ao Projeto Sertão, também da cidade de Juruaia, que atua dando assistência a dezenas de famílias que necessitam de amparo.
O Projeto Sertão já arrecada e doa, rotineiramente, roupas, calçados, alimentos e móveis. Agora, seus coordenadores também estarão recebendo as peças de lingerie, obtidas através do Amiga Recicla, para fazer a distribuição.
De acordo com Lucia Corrêa, do Departamento de Marketing e Relações Comerciais da Ouseuse, as quase 1.000 peças que estão sendo encaminhadas ao projeto, nesta etapa, foram arrecadadas no próprio showroom da Ouseuse, em Juruaia. 
“Lançamos a campanha e fizemos várias ações de incentivos a doação.  A partir das divulgações começaram as colaborações. As pessoas reagiram bem e estão ajudando. Recebemos doações de blogueiras, durante o Salão Moda Brasil e, inclusive, muitas peças infantis, em perfeito estado”, informa.

HIGIENIZAÇÃO ADEQUADA

As peças foram encaminhadas para o processo de higienização e agora estão prontas para serem usadas por qualquer mulher ou menina que recebê-las. “Todo o preparo foi feito aqui mesmo, por uma colaboradora que ficou responsável por esse cuidado. As peças passaram por higienização com água quente e sabão específico para limpeza pesadaObservamos que as pessoas tiveram o cuidado de lavar bem antes de doar. Recebemos também muitas peças ainda com etiqueta e que nunca haviam sido usadas”, conta.
A campanha continua à pleno vapor nas lojas que revendem a marca Ouseuse e qualquer mulher pode colaborar fazendo algo de bom com as peças que já gostaram um dia, mas que por algum motivo, não usam mais. Ao invés do lixo, é possível ter uma atitude humana, um gesto de solidariedade, fazendo a doação. Afinal, gaveta não usa lingerie e não precisa delas, mas outras mulheres, sim.
 “O Projeto Amiga Recicla continuará permanentemente em nosso showroom e a intenção é cada vez mais levarmos essa contribuição para mulheres que necessitam”, diz. As cidades com lojas licenciadas e parceiros, deverão receber ação similares nos próximos meses, segundo ela.  
A Diretora Executiva da Ouseuse, Rosana Marques, ressalta que, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil, no Brasil, 170 toneladas de lixo proveniente do setor são geradas a cada ano e apenas 40% desse total é reciclado.  “Esperamos que com nossa campanha parte desse volume de descartes deixe de ir para o aterro sanitário, livrando o meio ambiente de mais uma carga, enquanto ajudamos outras mulheres”, menciona.


09 abril 2018

Se existe algo que é sempre necessário incentivar uma moda que seja democrática, para todos e que ainda ajude as pessoas de algumas formas. Um dos exemplos que sempre uso é o Periferia Inventando Moda que transforma a vida de muitas pessoas em Paraisópolis (SP).

Porém a cada ano surgem mais projetos como esse, como é o caso do Ponto Firme. O projeto é de idealização de Gustavo Silvestre, que inclusive já foi estilista que desfilava na Casa de Criadores. O que ele faz é muito simples, porém muito profundo: Ele leva às penitenciárias masculinas a formação da técnica artesã em crochê.
 
das penitenciárias ao desfile da spfw
Foto: Danilo Sorrino

Tendo em vista que é um ambiente masculinizado, onde há diversos tipos de pessoa é um projeto que afronta à sociedade. Em entrevista ao FFW ele disse que costuma apelar para o lado do afeto, já que em um primeiro contato ele pergunta “Quem aí tem alguém na família que faz crochê?” e é assim que ele ganha a confiança.

O projeto, segundo a entrevista, funciona através de oficinas dadas na penitenciária onde ele dá três aulas duas vezes por semana. Surgiu após uma decepção pessoal, já que Silvestre após o mercado têxtil ter sofrido uma queda foi para a China. Lá ele viu o lado negro da costura da moda, trabalho escravo e condições precárias. Foi então que ele voltou ao Brasil e sem direção até ver iniciativas de moda sustentável e passou a fazer alguns projetos sociais com Chiara Gadaleta que envolviam artesanato, foi quando conheceu o crochê e começou a desenvolver suas peças.
 
desfile de crochê ponto firme
Foto: Danilo Sorrino
O grande destaque para isso no momento é que o Ponto Firme está deixando de ser apresentado apenas nas penitenciárias. Esse ano o projeto, que conta com o apoio da Melissa, Linhas Círculos e Novelaria, estará na SPFW no sábado dia 21/04. A prévia da coleção ocorreu em Guarulhos, na penitenciária Adriano Marrey.“O SPFW tem como premissa transformação, educação e formação. Ter esse projeto dentro do evento reafirma nosso compromisso com a sociedade de mostrar que a moda, o design, o fazer criativo podem realmente mudar a vida das pessoas”, ressalta Paulo Borges, diretor criativo do SPFW.
 
desfile ponto firme
Foto: Danilo Sorrino
Sempre penso que a moda muda à vida de todos sim, já que nos expressamos através dela. Além disso, temos as costureiras, modelistas e lojistas que ganham dinheiro trabalhando com isso. Quando alguém te parar e falar que a moda é uma futilidade, lembre-se de projetos como esse.

05 julho 2017

Sim os posts de fotografia vão voltar ao blog 💁Depois de muito tempo eu consegui voltar com um projeto e dessa vez será um pouco diferente do que eu participava. Pra quem não sabe é só clicar em Lente Criativa ali em cima na aba de pesquisar, era um grupo maravilhoso em que me forçava a tirar fotos incríveis.

Esse grupo também é maravilhoso, mas faremos no esquema de 5 on 5: Cinco pessoas postam 5 fotos todo dia 5. O tema escolhido para o mês de julho foi Festa Junina. Confesso ser um tema que eu adoro, mas que sofri um pouco porque minha câmera tira fotos péssimas à noite. Com muitas tentativas e erros esse foi o resultado desse mês:

E se você quer ver mais fotos com esse tema é só clicar no blog das meninas aqui embaixo:


E então o que acharam desse novo projeto? Se gostam de ver fotografia por aqui só me contar aqui embaixo!

13 maio 2016

Estou tentando há dias postar no blog, mas fiquei sem internet e com o TCC acabou me faltando tempo para postar aqui. Mas juro que vou tentar ao máximo impedir que isso aconteça ok?

Bom, para quem me acompanha nas redes sociais deve ter visto que passei para a segunda fase do concurso Fada Madrinha da Magic Blond com a Fada madrinha #FadaJessica do blog Jessica Pantoni. O segundo desafio era gravar um vídeo de penteia e fala, contando um pouco de porque escolhi a minha fada e também porque eu queria ser parceira da Magic Blond, foi de longe o vídeo mais difícil de editar e vocês verão porque HAHAH 

Mas sério, me ajudaria muito se vocês dessem um curtir e comentassem no vídeo para me ajudar, mesmo! Conto com ajuda, viu?

ASSISTA EM HD!



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E o que acharam do vídeo?

10 maio 2016

Lembram que eu falei aqui no post sobre o primeiro dia da lições da Casa que iria me aprofundar sobre os projetos? Pois é, chegou a hora. Se existe uma coisa que eu adoro é quando se é possível juntar moda x bem estar social.

O Periferia Inventando Moda é um projeto que visa trazer para a favela (comunidade) de Paraisópolis em São Paulo diversos cursos como: Costureiras, cabeleireiros, maquiadores, modelos, fotógrafos enfim todas as áreas que tenham a ver com esse universo fashion.

A ideia do projeto consiste em ajudar aqueles que ficam o dia todo na rua ou estão desempregados, a terem acesso a um universo que é considerado apenas das elites. Esse projeto é bom para trazer visibilidade a uma realidade muito presente nas grandes cidades, as das comunidades ou favelas (depende de onde você mora) e o como elas são sim influenciadas pela moda seja de revista ou novela.

Um trecho da revista Carta Capital: "A iniciativa, criada por Alex Santos há cerca de dois anos, em parceria com Nilson Mariano, é uma série de workshops para 25 aspirantes a modelos, em aulas que acontecem no CEU Paraisópolis. Eles aprendem a desfilar, a coordenar postura e expressão e recebem orientações sobre como fazer entrevistas ou como conseguir um desfile sem a ajuda de agências. Contam, também, com suporte psicológico."


Acho que o que eu mais gosto não é nem o fato de eles também produzirem desfiles e darem a cara a tapa e sim do universo que eles criaram, modelos que surgiram em Paraisópolis hoje desfilam até para Alexandre Herchcovitch, os avanços são e muito significativos.

Quando alguém pensa fora da caixa e traz uma realidade dessas para o cotidiano das pessoas, é como mudar todos os dias o pensamento de alguém. É permitir mudanças e principalmente, ajudar no bem estar social de quem está ao seu lado. Outra coisa que o Alex falou na mesa redonda é que as pessoas conhecem Paraisópolis pela violência ou pela novela da Globo, mas não percebem que ali está cheio de cultura e diferentes etnias, é uma mistura que deu certo. Em entrevista a Carta Capital ele disse “O foco do projeto é ajudar as pessoas que têm coisas pesadas na vida, problemas emocionais, por meio da transformação da autoestima e mostrar que a periferia também tem cultura”. 
O que eu quero mostrar com isso, é que a moda não é feita só de alta costura, ela é feita de pessoas. São Paulo têm uma diversidade cultural enorme que pode ser vista de forma significativa em Paraisópolis, nem só de ricos a moda é feita. Eu sou branca, classe média e nunca sofri preconceito, mas isso não me impede de ter um olhar atento aos outros andamentos da moda e perceber que esses projetos são de importância muito grande.

Para saber mais: Instagram | Facebook | Site 

E então, o que acharam?

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