Vestindo Ideias: emprestando linhas Vestindo Ideias: emprestando linhas
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22 agosto 2016

           Olá, pessoas! Hoje vou falar um pouco de um livro que eu gostei muito e cuja adaptação para o cinema completa 10 anos agora em 2016. O Diabo veste Prada foi lançado em 2001 e ganhou o coração do público, principalmente depois da versão cinematográfica com Meryl Streep e Anne Hathaway. Eu li o livro pela primeira vez depois de já ter assistido ao filme algumas vezes, e essa foi uma experiência que me ajudou bastante a entender como funcionam as adaptações para o cinema. Como boa Potterhead que sou, amante e fã de Harry Potter, já estava acostumada a ver coisas diferentes nas páginas e na telona, mas descobrir as diferenças entre o livro de Lauren e o filme de 2006 deixou a leitura ainda mais interessante. Como minhas resenhas não têm spoilers, quem ficar curioso vai ter que ler (~risada maléfica~).

            O livro, assim como o filme, acompanha um ano na vida de Andrea Sachs, jornalista recém-formada e cheia de sonhos. Andy consegue “o emprego que toda garota gostaria de ter”, como assistente da editora Miranda Priestly, chefona da revista de moda Runway. O problema é que a chefe faz da vida da garota um inferno. Sempre pensando em seu próprio sucesso, Miranda não pensa duas vezes antes de humilhar, intimidar e até demitir um funcionário por causa de uma pequena falha. O emprego causa inúmeros problemas a Andy, que enfrenta aquilo tudo em busca de uma oportunidade maior no concorrido mercado editorial nova-iorquino.
            Sabe aquele chefe, ou até mesmo professor, super abusivo, que acha que só porque é superior a alguém pode fazer todo mundo de gato e sapato? Essa é Miranda. Acredito que todo mundo já teve (ou terá) uma experiência como a de Andy, eu mesma me identifiquei muito com ela. O final do livro é catártico (juro que não é um trocadilho com o nome da coluna) e foi uma grande surpresa para mim, pois não está no filme. Alguns detalhes da trama, naturalmente, são omitidos na hora da adaptação (o que nos decepciona às vezes), mas no caso de O Diabo veste Prada, o final foi bastante modificado. Isso não deixou o filme ruim, apenas diferente do livro. Além, disso, deixou a leitura muito mais gostosa para quem já tinha visto o filme várias vezes, como eu. Talvez esse final inviabilize uma adaptação do segundo livro, A vingança veste Prada, que se passa dez anos depois do primeiro, pois algumas coisas não fariam muito sentido e precisariam ser muito bem explicadas.


            Por que assistir? O Diabo veste Prada (filme) conta com Meryl Streep no papel de Miranda (na minha opinião, qualquer filme com Meryl Streep no elenco já merece ser assistido apenas por ter Meryl Streep no elenco) e Anne Hathaway como Andy (a nossa Gisele Bündchen faz uma pontinha no filme também). A atuação do elenco é ótima, o filme é leve e bem humorado, perfeito para uma tarde de domingo ou de férias, a trilha sonora é nostálgica (em 2006 ela era super moderna) e os figurinos são incríveis. 

Meryl vai te fazer amar a odiosa Miranda!

            Por que ler? Para quem já viu o filme, é uma oportunidade de revisitar a história com maiores detalhes e com um final um pouco diferente do que estava acostumada. Para quem não viu, é uma boa leitura de entretenimento, que vai te fazer sentir raiva e admiração ao mesmo tempo pela chefe tirana de Andy. Além de a leitura do primeiro livro ser quase essencial para quem ficou com vontade de ler o segundo, tendo visto o filme ou não. É bom lembrar que livros e filmes são coisas diferentes. Nem tudo que está nas páginas vai bem na telona, e o cinema não admite alguns buracos que a literatura deixa. Por isso é sempre importante assistir a uma adaptação com o coração aberto, procurando curtir a experiência.
            O filme: O Diabo veste Prada (2006), direção de David Frankel
            Quanto? Na faixa de 20 reais
            O livro: Weisberger, L. O Diabo veste Prada. Rio de Janeiro, Record, 2011.

            Quanto? Na faixa de 50 reais

21 junho 2016

            Olá, pessoas! Mais um mês passou voando e eu estou aqui de novo. Esse mês, escolhi falar de um livro maravilhoso das minhas férias. Como todo estudante de Letras, eu leio o tempo todo e nas férias sempre escolho uma leitura leve para não perder o costume. No início desse ano a Carla (sim, essa moça bonita que me cede esse espaço todo mês) me emprestou o Extraordinário. Ela me falou muito bem do livro, muito bem mesmo, mas preciso confessar que não dava muito para aquela capa azul com uma ilustração bonitinha. Nunca fiquei tão feliz por estar errada.

A tal capa azul com ilustração bonitinha <3

            O livro acompanha o primeiro ano de August Pullman na escola. Parece uma história normal, a diferença é que Auggie (para os íntimos) nasceu com uma síndrome genética rara cuja sequela é uma deformidade facial grave. Aos dez anos, os pais de Auggie o matriculam na escola pela primeira vez, já que a síndrome afeta apenas a aparência do menino e não sua aprendizagem (ele fora educado em casa até então). A partir disso, nos apaixonamos pelo garotinho engraçado, louco por Star Wars (para quem é fã, como eu, as referências são deliciosas), e torcemos para que ele consiga se integrar às crianças, em meio a amigos, bullying, fofoca e muitas lições.
            O livro, além de ser dividido em tradicionais capítulos, tem oito partes. Cada uma é narrada por um personagem diferente, sendo que as três maiores são do próprio August. Essa dinâmica é bem interessante porque podemos ver o personagem principal por diferentes pontos de vista além do dele próprio, o que torna a nossa visão dele muito mais ampla e rica. E tem um gostinho a mais para nós: ficamos sabendo pela irmã mais velha de Auggie, Olivia, que a avó materna deles era brasileira! O melhor disso é que a visão que o livro passa do Brasil é livre de estereótipos. A vovó é descrita como uma mulher carioca, bonita, de personalidade e sotaque fortes, sem nenhuma sensualidade implícita na sua figura, e isso é muito bom de ver.
            Extraordinário é o primeiro livro de R. J. Palacio, designer gráfica e escritora nova iorquina. Para difundir a mensagem antibullying da história de August, Palacio criou o site www.choosekind.tumblr.com, uma campanha para estimular todos a serem gentis. J

Linda citação do livro. Retirada da page "Amor Livrônico "

            Por que ler? A mensagem de Extraordinário é fantástica! O livro é absurdamente humano. Quem nunca sofreu por ser diferente? Todos podem, então, se identificar com Auggie. É uma oportunidade para repensarmos nossas atitudes, nos deliciando com essa divertida aprendizagem numa leitura que flui que é uma beleza. É apaixonante. Mas, aviso, preparem seus lencinhos porque eu chorei, viu?
            O livro: Palacio, R. J. Extraordinário. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
            Quanto? Na faixa de 30 reais.
            Mais informações: http://www.intrinseca.com.br/extraordinario/
            BÔNUS: Extraordinário vai virar filme! Com roteiro de Steve Conrad e direção de Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível), o longa contará com Julia Roberts no papel da mãe de Auggie e Jacob Tremblay (aquele menino lindo de O quarto de Jack) no papel do protagonista. Como será a caracterização de Jacob? Será que vão conseguir esconder toda aquela fofura e transformá-lo completamente? Só aguardando para saber.

18 abril 2016

        Olá, pessoas. Meu nome é Catherine e a partir de hoje vou escrever mensalmente para o Vestindo Ideias. Talvez vocês me conheçam, já apareci em posts da Carla: Tutorial - Como fazer bolo de caneca e [Fotografia] Reflexos de Vênus | Rapte-me, Camaleoa. . Katharsis, o título da minha coluna, é uma palavra grega que significa algo como “purificação através da arte”. Vou escrever sobre literatura e dicas culturais como saraus e exposições voltadas para a minha área (eu estudo Letras). Eu acredito que a literatura e a arte, assim como a moda, podem ser instrumentos de empoderamento.
            Comecemos, então, com uma resenha de uma exposição bem bonita. A exposição AMAR – Coletânea de Livres Infantis está em exibição na Casa das Rosas, em São Paulo. O projeto realizado por Thiago Minamisawa e Daniela Santos foi selecionado pelo edital ProAC LGBT 2014, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e apresenta quatro obras literárias sobre diversidade sexual e identidade de gênero. Delicadeza narrativa em traços de aquarelas e elementos naturais. Os trabalhos desenvolvem diálogos poéticos com Safo, Ovídio, João Guimarães Rosa e Frida Kahlo. A coleção interage com a beleza lúdica da infância para inspirar a construção de uma nova sociedade”. Essas obras estão em uma coleção de livros que foi lançada na terça-feira (12/04), e seus originais estão expostos em dois ambientes na Casa das Rosas até o dia 30 desse mês. O objetivo da coletânea é empoderar a comunidade LGBT e discutir sobre a diversidade sexual através do diálogo entre a literatura e as ilustrações. “Durante o período da mostra, serão realizadas atividades culturais relacionadas ao tema, como oficinas de arte, saraus, apresentações e mesas de debate sobre literatura, infância e diversidade. As ações são voltadas para crianças de todas as idades”.

            Por que ir? Estive no lançamento da exposição. Fui atraída principalmente pelos nomes de Safo e Ovídio, pois minha área de pesquisa na universidade é a dos Estudos Clássicos e, por coincidência, meu objeto de estudo é a poesia de Safo de Lesbos. Fiquei impressionada com o que vi. Os artistas captaram com delicadeza a beleza singular de cada obra literária, que foi escolhida para representar a diversidade da comunidade LGBT (a poesia de Safo representa as Lésbicas; as Metamorfoses de Ovídio representam os Gays; o Grande Sertão, Veredas de Guimarães Rosa representa os Bissexuais e as poesias de Frida Kahlo, Hilda Hilst e obras de Clarice Lispector representam xs Transexuais). Como heterossexual, não tenho como opinar sobre a representatividade dos LGBT’s, mas como estudiosa e amante da literatura posso dizer que os artistas fizeram um belo trabalho. Vale muito a pena conferir. 
Em dado momento da exposição, o público é convidado a participar, podendo montar sua própria versão de si mesmo com adesivos na parede. Essa sou eu na primeira foto :3 Emoticon colonthree

       
Quando? De 12 a 30 de abril
Onde? Na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo (próximo à estação Brigadeiro da Linha 2 – Verde do metrô)
Mais informações: Aqui




03 julho 2015

Decorar a sua casa para ser eco-friendly não deve ser uma coisa necessariamente cara. E não deve ser uma obrigação apenas para os ativistas ambientais; todos nós temos a responsabilidade para nossas comunidades e para as nossas famílias. Há muitas maneiras que você pode decorar "verde" por muito menos verdinhas. Confira nossas cinco dicas.

Use o que você tem:
Muitas vezes, para decorar a sua casa, você já tem muitas das coisas dais quais você precisa! Olhe ao redor para ver o que você já possui e poderia ser reaproveitado. Madeiras, moveis, tintas e outras matérias podem ser reaproveitados.

Reciclagem inteligente:
Tente utilizar materiais recicláveis quando for decorar a sua casa. Tecidos orgânicos, materiais recicláveis, caixas de papelão, revistas, garrafas pet. Todos esses são matérias que podem ser utilizados de forma inteligente e sustentável na decoração de uma casa.

Corte os produtos químicos voláteis:
Pintar a sua casa é uma das formas mais econômicas de decorar o ambiente. Mas você pode utilizar tintas eco-friendly para modernizar o ambiente. Existem muitas opções de tintas no mercado que já vem sem vários produtos químicos voláteis e são uma opção muito melhor para o meio ambiente e para a saúde da sua família.

Esteja atento na compra dos móveis:
A maioria de nós não calcula o impacto do consumo no meio ambiente. Reciclar é legal mas para cada saco de lixo que geramos, a indústria gerou outros sete durante a produção. Uma das melhores formas de ser ecológica é reduzir o consumo.
Consumo inteligente envolve comprar coisas que você realmente vai usar e também fugir de produtos com qualidade duvidosa  - isso porque eles nos forçam a comprar duas vezes: uma no ato e outra quando o móvel ou equipamento quebrar (isso é ruim pro bolso também). Tenho uma técnica pessoal bem prática para comprar itens de decoração de forma inteligente. Por exemplo na decoração da minha sala de TV, pesquisei em lojas de usados e diversos sites sobre racks com painel. As principais marcas tem um custo alto mas compensam pela durabilidade.
Pense o mesmo em relação aos móveis e os outros grandes investimentos que você vai fazer na decoração.
Tente comprar cortinas orgânicos feitas a partir de fibras naturais, e quando possível usar cores claras para refletir o sol no verão.

Doar:
Isso mesmo, doado nós ajudamos o meio ambiente. Doar seus antigos móveis e peças de decoração ajuda o meio ambiente e as outras pessoas. Mesmo moveis quebrados podem ser reparados e utilizados novamente. Esse simples ato ajuda a reduzir a produção de resíduos e protege o meio ambiente. Existem sites que facilitam esse troca (ou empréstimo) entre pessoas do mesmo bairro, como o Tem Açúcar? Evitar comprar é ótimo pra sua economia doméstica.
Todos nós, com pequenas mudanças, podemos fazer o mundo um lugar mais verde, e com isso ainda podemos ajudar o orçamento.


Bia Gonzalez: carioca, arquiteta, apaixonada por internet e blogueira do Decorafino

Se você também tem algum texto que queira publicar no blog, escreveu alguma resenha, crônica qualquer coisa já sabe, é só preencher o formulário lá em cima ou me mandar por e-mail: vestindoideias@yahoo.com.br.


09 março 2015

Tem uma tag que sempre tento postar, mas que não depende de mim que é a #Empretando Linhas. Esse texto eu simplesmente deixei em rascunho e esqueci de postar a sei lá quanto tempo, simplesmente ficou perdido, mil perdões Sarah. O texto não foi escrito por mim!



Alguns dias atrás quando você me perguntou o motivo que resultou o ponto final da nossa relação, eu não soube responder. Abaixei a cabeça, procurei palavras em minha mente que pudessem formar uma reposta convincente para você, mas não deu, eu estava confusa demais, perdida demais para entender toda aquela situação. Mas hoje, depois de pensar e repensar em tudo, de revirar o nosso passado, acho que finalmente consegui chegar a uma conclusão e agora sim posso dar uma resposta a sua pergunta, você ainda quer saber? Provavelmente. Então vamos lá! Eu sempre soube que o “nós” algum dia teria fim, alguns diriam que sou pessimista ou talvez até duvidassem dos nossos ou do meu sentimento, já que não posso falar por você, mas só cabe a quem está do lado de dentro da situação definir alguma coisa. Sempre soube que um dia, quando a relação já estivesse gasta e ambos empurrando com a barriga seguiríamos nossos caminhos, totalmente opostos. Você sabe, nossas vontades sempre foram diferentes demais e nossos planos incompatíveis. E quando esse dia chegou nenhum de nós teve a devida coragem de admitir que aquela era a hora de arrumar as malas e dizer adeus, sabe porque? Já estávamos acomodados demais para se dar ao trabalho de fazer isso. A gente não se entendia, qualquer bobeira já era motivo pra briga e discordávamos até na hora de escolher um lugar para passar a tarde de domingo, mas no fim de tudo sempre acabávamos por passar uma borracha e seguíamos em frente como se tudo fosse simples demais e se resolvesse com apenas um “eu te amo”, afinal sempre teríamos um ao outro no final das contas, sendo assim, jamais ficaríamos sozinhos. Medo da solidão? Eu diria que sim. Só que em um momento desses acabei me dando conta que viver acomodada nessa relação já não me satisfazia, não me fazia feliz e nem a você. Quer um motivo melhor do que esse? Aprendi que quando amamos alguém, mas não podemos fazer essa pessoa feliz, devemos simplesmente deixá-la ir, ser livre para encontrar outro alguém que a faça encontrar a felicidade plena, que a faça se sentir viva e completa. E esse foi o nosso caso. Espero que agora você entenda e siga seu caminho como eu seguirei o meu. Afinal de contas eu posso perder tudo, menos o meu amor próprio.

Por: Sarah Marques

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