Vestindo Ideias: katharsis Vestindo Ideias: katharsis
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29 agosto 2017

Olá, pessoas! Nesse quarto post sobre meu intercâmbio na Espanha vou falar de uma coisa que eu adoro: comida! Toda vez que viajo para um lugar novo, tento experimentar a culinária típica do local, afinal a comida está intimamente ligada com a cultura. Em Salamanca não foi diferente, provei vários pratos novos e outros já conhecidos, e trouxe nesse post as coisas que eu mais gostei.

1. Churros


Eu não fiquei a cara do Quico?













Não é possível ir à Espanha e não provar os churros espanhóis. Mas não se assuste quando não encontrar um doce coberto de açúcar e canela, já adianto que os churros são bem diferentes em sua terra natal. O sabor da massa não é tão doce, chega até a ser meio salgadinho, e os churros são consumidos com uma xícara de chocolate quente bem espesso, para mergulhar o doce. Por conta da temperatura, não é comum ver espanhóis comendo churros no verão, mas as churrerias abrem o ano todo. Churros com chocolate são muito apreciados no café da manhã.

2. Sorvetes

Olha a felicidade da criança!

Os helados fazem muito sucesso no verão salmantino. Também, com temperaturas encostando nos 40 graus, não há quem resista. Eu recomendo os sabores mais incomuns, como galletas de canela e turrón, que são deliciosos. Destaque também para os variados tipos de chocolate e o sabor de doce de leite argentino, também muito bons. Há diversas sorveterias pela cidade, desde a Plaza Mayor até as ruas mais afastadas.

3. Chocolates e guloseimas

Ir ao mercado em um país estrangeiro é uma descoberta. Além de treinar o idioma falando com as pessoas e lendo embalagens, a cada dia descobrimos uma coisa nova pelas prateleiras. Enquanto estive em Salamanca encontrei chocolates suíços que são caríssimos no Brasil por menos de 1 euro, vários tipos de doces diferentes, bolinhos, refrigerantes que não existem por aqui, e até um chiclete com sabor de Coca-cola! Se você, como eu, adora experimentar coisas diferentes, minha dica é: vá ao mercado quantas vezes seu coração mandar, a cada vez você terá uma surpresa diferente.

4. Tortillas de patatas


Essa dica é para ninguém reclamar que eu só falo de doces. As tortillas de patatas foram o prato salgado que eu mais gostei da Espanha. É uma espécie de omelete com batatas, bem temperado, que vai muito bem com um bom vinho, uma sangria ou uma cerveja. É o prato ideal para dar aquela segurada na fome entre o almoço e o jantar, o que nos leva ao último item dessa lista...

5. Tapas

As tapas são petiscos servidos com uma bebida, uma espécie de lanchinho para comer entre as refeições, depois da aula ou no happy hour. Podem ser acompanhadas de caña (uma espécie de chopp), vinho tinto ou branco, sangria ou café (isso apenas em Salamanca, nativos de outras partes da Espanha acham bem estranho tomar tapas com café). Existem vários tipos de tapas, desde pizzas, batatas fritas com molho de maionese (saudades </3), tortillas de patatas, cebolas, e muitos outros. As tapas são ótimas opções para quando bate aquela fome e são bem baratinhas.


E aí? Ficou com vontade? Quando estiver em Salamanca não perca tempo! Semana que vem eu volto com o último post da série e mais dicas para vocês.

21 agosto 2017

Olá, pessoas! Para esse terceiro post do especial sobre o meu intercâmbio em Salamanca, Espanha, vou falar um pouco sobre turismo. Porque toda viagem para estudar fora, além de incluir uma língua e cultura diferentes, traz à tona o nosso lado turista. Claro que estudar é importante, mas nada melhor que aproveitar o tempo livre para visitar os pontos turísticos da cidade onde estamos. Por isso, hoje separei uma lista com cinco lugares que me marcaram muito e que vale a pena conhecer, sem sair de Salamanca.

1. Plaza Mayor 

A Plaza Mayor de Salamanca é um ponto turístico que pode (e deve) ser visitado tanto de dia quanto à noite. Principal praça da cidade, encontra-se bem no centro e tem saída para várias ruas importantes. Todos os caminhos levam à Plaza Mayor, onde podemos tomar um sorvete ou apreciar uma variedade de petiscos (as tapas) e outras comidinhas típicas acompanhadas de uma boa cerveja enquanto esperamos as luzes da praça acenderem, um espetáculo à parte. Mas cuidado, os restaurantes não permitem que pessoas que não estão consumindo nada se sentem às mesas, mesmo que estejam acompanhando um grupo que esteja comendo algo. Na Plaza Mayor também há uma variedade de eventos culturais, espetáculos de música e exposições, além da central de atendimento aos estudantes, na qual quem está estudando em Salamanca pode tirar a carteirinha de estudante e comprar passagens com desconto.

2. Plaza de Anaya

Bem mais modesta que a Plaza Mayor, a Plaza de Anaya não possui bares ou restaurantes, mas tem um jardim florido lindíssimo, ideal para uma boa foto em frente à catedral. A Plaza de Anaya é um local pelo qual passávamos com frequência, pois fica bem próximo da universidade, e sempre ficávamos maravilhados com o jardim tão bem cuidado. Além da bela visão (também ótima à noite), há muitas lojinhas, igrejas e bares por perto, ou seja, é um lugar para todos os gostos.

3. Catedrais de Salamanca


A cidade de Salamanca possui duas catedrais. Se você estiver na Plaza de Anaya, pode aproveitar para entrar pela Catedral Nova. É preciso pagar uma pequena quantia de entrada, que dá direito ao acesso às duas catedrais. Isso porque as duas igrejas são grudadas. Isso mesmo, parede com parede. O que houve foi que a Catedral Nova estava sendo construída para substituir a velha, que era pequena demais para dar conta dos habitantes de uma cidade em crescimento. Porém, em 1755 um terremoto atingiu Lisboa, e seus efeitos danificaram até a catedral em construção, o que impediu que a Catedral Velha fosse demolida. As catedrais oferecem visitas guiadas e um passeio noturno às torres. Se você for religioso, ou até mesmo curioso, pode assistir à missa em uma das capelas da catedral, elas ocorrem com certa frequência durante o dia e duram pouco menos de meia hora.

4. Universidad de Salamanca


O prédio histórico da Universidade de Salamanca é um passeio interessante, principalmente para estudantes. A história do prédio, as salas de aula medievais, as placas em latim, a biblioteca com manuscritos antigos, as figuras nas paredes e na fachada são uma aula à parte. Ano que vem a universidade fará 800 anos, e é emocionante visitar as primeiras instalações de uma instituição de ensino tão antiga. Aproveite para procurar a rã da boa sorte que está esculpida na fachada, dizem que quem a encontra é bem sucedido nos estudos. Além do prédio histórico, que tal procurar o prédio do seu curso? Quem sabe um dia você não volta para estudar lá...

5. Puente Romano

A Puente Romano, Ponte Romana em português, é uma ponte sobre o rio Tormes, que passa por Salamanca. Mais do que uma simples ponte, é um monumento arquitetônico fantástico, e tem uma bela vista da Catedral (que, aliás, pode ser vista de quase toda a cidade). Além da construção, a Puente Romano é um bom lugar para observar o céu, durante o dia ou à noite, e o rio, numa mistura de natureza e arquitetura de encher os olhos!


E aí, ficou com vontade de visitar Salamanca? Já pode ir montando o seu roteiro. Semana que vem trago mais dicas para vocês. ;)

12 agosto 2017

Olá, pessoas! Continuando a contar minhas aventuras por Salamanca, hoje vou falar um pouco sobre as diferenças culturais (além da língua, é claro!) que mais notei durante meu intercâmbio e que me renderam alguns micos. Porque quando se está em um país estrangeiro, com uma cultura diferente, todo cuidado é pouco na hora de lidar com as pessoas.

1. Higiene

Uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai para fora do Brasil são os hábitos de higiene dos estrangeiros. Na Espanha, por exemplo, eles têm o costume de jogar o papel higiênico no vaso sanitário após o uso. Para eles, é uma questão de higiene, para nós, uma questão sanitária. Os esgotos na Espanha são muito bons e o papel, mais fininho que o nosso, se dissolve mais facilmente sem deixar resíduos. Muitos estabelecimentos nem possuem lixeiras ao lado do vaso sanitário, e pedem para que os absorventes íntimos sejam jogados em um recipiente que fica do lado de fora do reservado. Para quem vem do Brasil, esse hábito é, no mínimo, estranho.

2. Comida
Os churros espanhóis são bem diferentes dos brasileiros

A culinária espanhola é rica em carboidratos. Quando digo carboidratos quero dizer batata. Provei batatas preparadas de várias formas, mas a principal delas foi a batata frita. Além disso, para quem está acostumado com a comida brasileira (a melhor do mundo, diga-se de passagem), a comida da Espanha pode parecer um pouco sem tempero. Sim, eles usam bem menos sal que a gente, e açúcar também. Não era raro ver alguém pedindo mais sal no almoço no alojamento para dar aquela temperadinha nas batatas. As frituras também me pareciam mais oleosas e o café, para uma paulista neta de mineira, era fraco. Mas os pratos com frutos do mar e os sorvetes tinham os seus encantos...

3. Horários

Os espanhóis são pessoas muito pontuais e fiéis a horários. Nenhum evento começava antes ou depois do previsto. As aulas? Sempre no horário marcado. Nós, estudantes brasileiros, estávamos sempre perdidos e, por isso, sempre atrasados. Os horários das refeições também são diferentes. “Um espanhol nunca almoça antes das 14h ou janta antes das 21h!”, foi o que Tico, meu professor de cultura espanhola, disse com orgulho. E é verdade, todas as lojas fecham entre 14h e 16h para o almoço e a famosa siesta, um cochilo depois da refeição. Mas como no verão o sol se põe bem tarde (por volta das 22h), não há problema em jantar mais para o fim do dia.

4. Trânsito

Meus amigos e eu tivemos dificuldade para entender o trânsito na Espanha. O problema é que lá as pessoas realmente respeitam a faixa de pedestres, e foi até um susto quando percebemos que poderíamos atravessar na faixa com o semáforo aberto para os carros, que parariam mesmo assim. Também recebemos muitas buzinadas por praticar um costume muito brasileiro: andar no meio da rua. Os espanhóis respeitam sim os pedestres, desde que estejam atravessando a rua no devido lugar.

5. Cordialidade

As pessoas na Espanha são cordiais, sim. Os brasileiros costumam achar os espanhóis grossos, mas eu digo, eles são só menos pacientes. Aqui no Brasil temos muitos filtros e fazemos de tudo para não magoar as pessoas com quem estamos lidando. Esses filtros são beeem menores na Espanha e as pessoas lá não medem muito o que falam, principalmente com desconhecidos. Mas, em geral, conheci pessoas muito simpáticas e me senti acolhida pelos professores e funcionários da universidade. Também fui bem tratada na rua e na maioria dos estabelecimentos comerciais.


As pessoas na Espanha se encantam com o nosso país, e nossas culturas são bem mais próximas do que parecem. Gostou do texto? Semana que vem tem mais!


Para ver algumas fotos da minha viagem, me segue lá no Instagram @cathebonesso e busque pela #SafoenSalamanca.

05 agosto 2017

Olá, pessoas! Andei um pouco sumida nos últimos tempos, mas foi por uma boa causa. Passei três semanas estudando em Salamanca, na Espanha, e voltei com a mala cheia de boas histórias. Para dividir essa experiência incrível com vocês, preparei esse especial sobre intercâmbio que irá ao ar todas as semanas desse mês de agosto. Para começar, vamos falar das malas. Como ganhei uma bolsa, tive apenas um mês para me preparar para viajar e acertar os detalhes da bagagem. Foi corrido, mas consegui. Pensando nisso, tenho cinco dicas para não errar no que levar:


1. Roupas
Antes de começar a preparar as malas, é importante que você preste atenção na previsão do tempo para a cidade/país para onde você vai. Saí do Brasil na semana mais fria do inverno e cheguei ao alto verão espanhol em menos de 24 horas! Tive que levar muitas roupas leves e frescas para suportar o calor que chegou a 37 graus. A diferença no clima entre o local onde você mora e o seu destino deve ser levada em conta para evitar perrengues. Outra coisa a se considerar é a quantidade de roupas. Eu fiz um curso de verão, com duração de só três semanas. Para passar esse tempo, decidi levar roupas suficientes para todos os dias, já alguns colegas lavaram roupas no chuveiro ou na lavanderia do alojamento onde estávamos hospedados. Claro que, para períodos maiores de viagem, é impossível não lavar roupas por lá. Mas, se você vai passar pouco tempo e quer levar um look por dia, minha dica é: separe roupas básicas e fáceis de combinar entre si, invista em acessórios que não façam volume e alegrem as peças mais neutras. Separar um ou dois looks para a noite e/ou festas também é bacana, porque ninguém é de ferro, né?

2. Sapatos
 Quem faz intercâmbio, além de estudante é turista também. Pensando nisso, tente levar sapatos confortáveis e que te permitam andar por um bom tempo sem machucar os pés, para você poder aproveitar todos os passeios sem preocupações. É bom pensar em calçados que combinem com as roupas, tanto para o dia, quanto para a noite. Ah, se levar um tênis, não se esqueça de levar uma quantidade suficiente de meias!

Roupas e calçados confortáveis não posem faltar na mala

3. Malas
Em geral, as regras para a bagagem são de até duas malas de até 23 kg e duas malas de mão. Quando viajamos para outro país, é natural que compremos lembrancinhas e presentes para nossa família e amigos (e para nós mesmos, é claro!). Por isso, preste atenção no peso e no volume das suas malas. É bom deixar um espacinho extra para as coisas que você irá comprar durante a viagem, sem que você precise deixar coisas para trás na hora de voltar.

4. Distrações
Durante minha viagem, fiquei em um alojamento estudantil, junto com outros colegas brasileiros. Para nos divertir, levei um jogo de cartas, que jogávamos enquanto conversávamos, depois de jantar. Cheguei a levar alguns livros (sim, no plural porque sou leitora compulsiva) e meu notebook para ver algumas séries, mas não li nada e assisti apenas um episódio. Conclusão: se você vai se hospedar em um local com outros estudantes, aproveite a companhia, não é necessário carregar várias coisas para se distrair se você terá a garantia de boas conversas. Só recomendo que se leve um notebook se você achar necessário descarregar as fotos da câmera/celular durante a viagem, mas, para isso, considere levar um cartão de memória extra.

Para me lembrar de casa, levei comigo a Safo, essa corujinha azul

5. Lembranças de casa
Viajando para o exterior percebi que, apesar de a palavra saudade só existir em português, o sentimento é universal. Antes de sair de casa, peguei objetos emprestados dos meus pais e do meu namorado. Toda vez que sentia falta deles, olhava para esses objetos e me sentia acolhida, era como se eles estivessem lá comigo. Pode parecer piegas, mas ter uma lembrança das pessoas que eu amo comigo foi importante nos momentos em que me senti triste ou só.


E você, já fez uma viagem para estudar em outro país? O que faltou na sua mala? Esqueci alguma coisa importante? Conte pra gente nos comentários! E não perca o próximo post semana que vem!

16 junho 2017

Olá, pessoas! Essa semana o amor está no ar... Dia dos namorados foi na segunda, feriadão ontem, esse friozinho aqui em São Paulo... Para melhorar tudo isso só com um bom filme mesmo, né não? Pois bem, pensando nisso, preparei uma listinha mais do que especial, com 5 filmes para todos os gostos e que fogem do clichê (nada contra comédias românticas, mesmo), com protagonistas femininas maravilhosas, para você assistir com o seu mozão nesse fim de semana. Não tem mozão? Não tem problema! Chame sua mãe, irmã, avó, melhor amiga, catiora, gatínea, ou seja você seu próprio mozão (amor-próprio é tudo nessa vida, minha gente!).

                      Star Wars – O despertar da Força



Escolhi Star Wars para começar essa lista por dois motivos: (1) uma protagonista jovem, forte, complexa e sensível à Força e (2) o mundo nerd ainda é muito machista e pouco acolhedor às mulheres. Mas estou aqui dizendo para você, mulher, que você pode sim ser nerd e curtir Star Wars, e para você, rapaz nerd, que nada impede que sua namorada ou outras mulheres curtam os mesmos filmes que você. E nada melhor do que entrar nesse mundo conhecendo uma moça que poderia ser qualquer uma de nós, dona da própria vida e que batalha para escrever a própria história. Rey, a protagonista de O despertar da Força, é uma excelente anfitriã.

02.  Para sempre Alice



Alice Howland é uma linguista de sucesso, professora universitária, mãe de família, uma mulher bem sucedida e realizada que, de uma hora para outra se vê doente. Para sempre Alice é um drama que envolve relações em família e que nos apresenta uma protagonista que sofre uma doença degenerativa grave e conta, principalmente, com o apoio de sua filha para conviver com seu problema. O amor entre as mulheres é algo tão raro e tão importante hoje em dia, é lindo de se ver, mesmo num contexto tão triste. A atuação de Julianne Moore rendeu um (merecido) Oscar à atriz. Prepare os lencinhos!

03.  O Diabo veste Prada



Para provar que não tenho mesmo nada contra comédias românticas, vai aqui a dica de uma. O Diabo veste Prada é, de longe, a minha favorita. Por que, você deve estar se perguntando. Meryl Streep, é claro. A atriz é uma das minhas musas e arrasa nesse filme como a “vilã” Miranda, a terrível chefe de Andy (Anne Hathaway), uma moça que prioriza a carreira acima de tudo, e sofre as consequências disso. O Diabo veste Prada mostra um pouco do lado obscuro do mundo da moda, mas também traz uma mensagem de que uma mulher pode ter uma vida completa e focada no trabalho. Fiz um livro x filme de O Diabo veste Prada aqui no blog um tempo atrás (aqui, ó: LINK)

04.  As caça-fantasmas


Na minha lista não poderia faltar uma boa comédia. As caça-fantasmas é um reboot do clássico dos anos 80, agora só com protagonistas mulheres. Com diversidade no elenco principal, boas sacadas e recheado de referências à trilogia original, As caça-fantasmas é uma boa opção para quem quer um filme leve, para assistir sem sustos (ok, péssimo trocadilho). Resenhei esse filme assim que ele saiu nos cinemas (vem ver: http://www.vestindoideias.com/2016/07/katharsis-ghosthbusters-as-caca.html)

05.  As sufragistas



As sufragistas é um filme histórico muito interessante. Apenas com protagonistas mulheres, o filme conta a história da luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto no início do século passado. O drama mistura ficção e realidade, contando a história de personagens inspiradas em mulheres reais, recriando suas relações com suas famílias, maridos e filhos. Esse filme mexeu muito comigo, me coloquei no lugar daquelas mulheres que se sacrificaram tanto para que eu tivesse os direitos que eu tenho hoje. É um filme forte, daqueles que dão força para seguir em frente.

Bônus: Mulher-maravilha


Você achou que eu ia terminar essa lista sem falar do filme do momento? Pois se enganou! Mulher-maravilha vale cada centavo do ingresso, tem cenas de ação muito bem coreografadas, um grupo de mulheres guerreiras para ninguém botar defeito e uma protagonista maravilhosa (ops, outro trocadilho). Além de linda, Gal Gadot transmite toda a força da personagem, que não é sexualizada em nenhum momento do filme (milagre!). A heroína enfrenta um exército praticamente sozinha e não perde a pose! O filme conta até com uma vilã, uma cientista perigosa, que poderia ser melhor desenvolvida na trama. Mulher-maravilha veio para provar que mulheres no cinema (principalmente na direção dos filmes) fazem toda a diferença, e que mulheres podem sim salvar o mundo. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.

Gostou da lista? Faltou seu filme favorito? Indique pra gente nos comentários! 

25 maio 2017

Olá, pessoas! Lembram de mim? Espero que sim. Andei sumida mesmo, coisas de faculdade, sabe como é, né? Mas então, finalmente consegui um tempo para escrever para vocês sobre um livro IN-CRÍ-VEL que eu li nas minhas últimas férias. É a graphic novel autobiográfica Persépolis, da ilustradora iraniana radicada na França Marjane Satrapi.


Eu gosto bastante de biografias e de HQ’s, então Persépolis foi um livro que me chamou atenção desde que tomei conhecimento de sua existência. Depois de muito vê-lo em prateleiras de bibliotecas e livrarias, acabei comprando numa promoção e simplesmente o engoli num final de semana de muitas viagens de metrô.


A graphic novel é uma autobiografia de Marjane e, além de escrita, foi também ilustrada pela autora, o que torna tudo muito mais legal. As lembranças começam na infância de “Marji” e sua história se confunde com a história de seu país de origem, o Irã. Ela era uma criança quando a revolução de 1979 derrubou o Xá, transformando o país de uma monarquia em uma república islâmica teocrática. A ilustradora acompanhou todas as transformações que essa revolução trouxe e sofreu suas consequências. Ela narra com suas ilustrações sombrias e, ao mesmo tempo, fofas, a guerra e a implantação do regime fundamentalista em seu país.


Marjane não passou sua vida toda no Irã. Ela viveu alguns anos na Áustria, e hoje vive na França. Seu livro, originalmente escrito em francês, conta como foi sua vida longe da família, seu primeiro casamento, seus anos na faculdade, até sua viagem definitiva para Paris. Rebelde desde cedo, ela se envolveu em muitos problemas dentro e fora de seu país de origem, e sua identidade foi se modificando ao longo do tempo.



Por que ler?
Persépolis, de Marjane Satrapi, é um livro envolvente, narrado num tom pessoal e bem humorado. A história da autora é instigante, Marji é uma mulher que superou muitas barreiras ao longo da vida e, apesar de tudo, conseguiu chegar a uma posição de destaque. Em tempos de intolerância religiosa, é um livro necessário para refletirmos mais sobre nossa sociedade e tentarmos ter um pouco mais de empatia pelo próximo. As ilustrações são ótimas, a leitura é deliciosa e, de quebra, ganhamos uma bela aula sobre política e história de um dos países herdeiros do império persa.
 O livro: SATRAPI, M. Persépolis (completo). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Quanto? De 40 a 50 reais


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